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Numa altura em que se aproxima rapidamente o dia de abertura do CAN 2017 (dia 14 de janeiro), é importante verificar a composição das 16 seleções participantes, com vista a tentar encontrar quem é que poderá ser a vencedora da 31.ª edição. À primeira vista, é possível observar que não existe uma candidata assumida à vitória final, mas sim um conjunto de seleções que podem perfeitamente alcançar a final do dia 5 de fevereiro, e são elas: Camarões, Argélia, Costa do Marfim (vencedora da edição de 2015), Gana, Egito e Gabão, que acarretam consigo um peso mediático acentuado, fazendo delas as principais favoritas a marcarem presença no último dia do torneio. Contudo, não se pode pôr de parte uma possível surpresa de seleções menos cotadas nos rankings internacionais de futebol, pois esta prova prima-se bastante pelo efeito-surpresa dos ditos outsiders, como o exemplo mais recente da seleção da Zâmbia no CAN 2012, que, contra todas as previsões, venceu a Costa do Marfim na final e conquistou o ambicionado troféu. Neste texto, irei fazer uma análise aos quatro grupos que compõem o torneio, de modo a poder dar uma previsão do que se pode esperar destas 3 semanas de competição.

Começando pelo Grupo A, composto pelas seleções do Gabão (país anfitrião da edição de 2017), Guiné-Bissau, Burquina Faso e Camarões, o mais provável de ocorrer são as passagens do conjunto gabonês e camaronês à fase a eliminar, visto que ambos possuem nos seus lotes de 23 jogadores selecionados uma qualidade técnico-tática mais elevada que os outros dois conjuntos oponentes, com Pierre Aubameyang, jogador gabonês do Borussia Dortmund, e Nicolas N’Koulou, jogador camaronês do Ol. Lyon, a saltarem à vista dos respetivos conjuntos. Nota ainda para a seleção da Guiné-Bissau, única representante dos PALOP, que irá fazer a sua estreia nesta competição, e que conta com imensos jogadores conhecidos do público português, como Abel Camará (jogador do Belenenses), Zé Turbo (jogador do Tondela) e João Mário (jogador do Chaves).

O Grupo B tem as seleções da Argélia, do Senegal, da Tunísia e do Zimbabué. Na minha opinião, a Argélia irá passar com maior ou menor dificuldade em 1.º lugar do grupo, pois evidencia uma maior capacidade para levar de vencida as outras três seleções, além de poder contar com Riyad Mahrez (extremo do Leicester City e vencedor do prémio Melhor Jogador Africano de 2016), Yacine Brahimi (atleta do F.C. Porto) e Islam Slimani (antigo avançado Sporting C.P.). O 2.º lugar deverá ser disputado entre o Senegal e a Tunísia, talvez com a seleção senegalesa a possuir um pouco mais de favoritismo a obter esse mesmo lugar.

Argélia é favorita à vitória no seu grupo Fonte: FranceTV
Argélia é favorita à vitória no seu grupo
Fonte: FranceTV

O Grupo C conta com a atual detentora do troféu (Costa do Marfim), e ainda as seleções de Marrocos, Togo e da República Democrática do Congo. Neste grupo, creio que a seleção costa-marfinense deverá conquistar o 1.º lugar, sendo que o 2.º lugar poderá ser disputado pelos outros três conjuntos que fazem parte deste grupo, pois sinto que não há grandes diferenças entre o Togo, Marrocos e República Democrática do Congo.

Por último, o Grupo D pode ser perfeitamente indicado como o grupo mais equilibrado do CAN´17, dado que é constituído por três seleções que tanto podem garantir o passaporte para os Quartos de Final, como serem eliminadas prematuramente da competição, sendo essas três o Egito (mais vezes vencedor da Taça das Nações Africanas), o Gana e o Mali (tem entre os seus 23 convocados, o jogador vimaranense Moussa Marega). O Uganda, a última seleção que constituí o grupo, tem as suas aspirações em passar o grupo um pouco baixas, devido ao enorme valor que os seus adversários possuem.

Em jeito de conclusão, todos os que adoram o ambiente envolvente do Desporto Rei podem ficar descansados que irão ter a oportunidade de assistir a grandes espetáculos futebolísticos durante as próximas 3 semanas nos relvados dos estádios gaboneses. Que venha rapidamente o dia 14!

Foto de Capa: CAF

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