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Madagáscar 0-3 Tunísia: Tunisinos sem tempo para “contos de fadas”

Alexandre Candeias · 3 min

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O estádio Al Salam, na cidade do Cairo, foi palco do jogo entre Madagáscar, o grande outsider desta edição da Taça das Nações Africanas, e Tunísia, que havia eliminado o conjunto do Gana, para muitos também de forma surpreendente. O vencedor já sabia que teria à sua espera nas meias finais a seleção do Senegal, que havia batido a também surpreendente equipa do Benim na ronda anterior.

Num jogo que começou bastante mexido, com as duas equipas a quererem ter a posse de bola e criar perigo ao adversário (cenário típico de todos os jogos desta CAN, diga-se), o primeiro lance digno de registo surgiu à passagem do minuto 32, com um livre da estrela tunisina Khazri a obrigar o guarda-redes Adrien a defender para canto, com a bola a raspar ainda na trave da baliza.

A Tunísia começava a assumir as rédeas da partida e o lateral direito Kechrida ia sucessivamente integrando o ataque, criando superioridade numérica naquele corredor e tirando vários cruzamentos de qualidade, que ainda assim não eram correspondidos na área.

Chegava o intervalo e o resultado permanecia inalterado, ainda que o ascendente dos tunisinos fosse inegável e que, consequentemente, Madagáscar demonstrasse alguma impotência perante o adversário, talvez devido ao peso de estar a disputar uns quartos de final continentais na sua primeira participação na competição.

Fonte: Confederation of African Football

Logo no início da segunda parte Khazri insere a bola na baliza dos malgaxes, mas o golo é bem anulado por fora-de-jogo, deixando os festejos da seleção do Norte de África a meio. Festejos esses que seriam retomados minutos depois: batia o minuto 52, Sassi recebe a bola da esquerda, o remate muda de trajetória ao desviar em Fontaine e trai Adrien, adiantando a Tunísia no marcador, e com justiça.

A seleção tunisina não abrandou e fez o segundo logo ao minuto 60, numa jogada em que Adrien ainda defendeu o remate inicial de Khazri, mas onde, perante o segundo remate, de Msakni, nada pode fazer.

A partir daqui, a seleção de Madagáscar tentou reagir, circulando a bola e procurando aproveitar qualquer falha na defesa da Tunísia, mas os nortenhos não “adormeceram” e foram anulando as tentativas dos insulares.

Os tunisinos colocaram o ponto final definitivo na partida já para lá dos 90, numa jogada de contra-ataque em que Khazri serviu Naim, que picou com classe a bola por cima de Adrien. O sonho malgaxe chegava assim ao fim, mas deixavam na história uma campanha fantástica e que ninguém antecipava aquando do início da prova.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Madagáscar – Adrien; Metanire; Pascal (Morel, 65’); Fontaine; Mombris; Ilaimaharitra (Njiva, 77’); Andrianantenaina; Amada; Andrea; Andriatsima; Nomenjanahary (Voavy, 65’).

Tunísia – Mouez; Kechrida; Bronn; Meriah; Hadadi; Khazri; Sassi (Aouadhi, 82’); Skhiri; Chaaleli (Drager, 75’); Msakni (Naim 65’); Khenissi.

A FIGURA

Fonte: Confederation of African Football

Wahbi Khazri – Não marcou, mas foi ele quem mais criou. Esteve envolvido na jogada do segundo golo e assistiu o terceiro, servindo bem de montra estatística para uma partida onde pareceu preencher o campo. Começou encostado à ala, mas frequentemente pisou terrenos interiores. Um verdadeiro “vagabundo”, no bom sentido futebolístico da palavra.

O FORA DE JOGO

 

Fonte: Confederation of African Football

Madagáscar – À parte do guarda-redes Adrien, que evitou uma derrota por números ainda mais expressivos, toda a equipa pareceu estar a meio de um eclipse, não conseguindo apresentar o futebol energético que lhes havia valido a presença nestes quartos-de-final. Sem a ajuda do efeito supresa, que tanto os beneficiou durante a prova, tornaram-se uma equipa banal… mas apenas hoje, pois deixam “água na boca” para o futuro.

 

Foto de Capa: Confederation of African Football
Alexandre Candeias

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