A juventude supersónica alemã, o craque luso e outras coisas que ficaram da Taça das Confederações

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A juventude supersónica alemã ‘enfiou’ a geração de ouro do Chile no bolso

Sem estrelas maiores, todos os olhos estavam postos nesta Alemanha. Até onde poderia ir a campeã mundial com uma seleção tão jovem? É certo que as jovens promessas estavam lá todas, mas numa competição deste gabarito a experiência tende a ser um fator importante.

A pouco e pouco os germânicos foram mostrando aquilo de que eram capazes. A Austrália e os Camarões foram vítimas da explosão desta juventude supersónica, rápida, inteligente, coesa na defesa e eficaz no ataque, na fase de grupos. Só o Chile, nesta altura, é que mostrou que com a experiência, qualidade de alguns jogadores de topo, como Alexis Sanchéz e Artur Vida, e a raça sul-americana que tanto os caracteriza, conseguiu travar, com um empate a um golo, a campeã mundial em título.

Fonte: Facebook Oficial de Timo Werner
Fonte: Facebook Oficial de Timo Werner

No entanto, mesmo para uma seleção sem nomes maiores, passar a fase de grupos era o mínimo exigido a esta Alemanha. E, curiosamente, foi, depois deste mínimo olímpico que os germânicos se deram a conhecer, verdadeiramente.

Nas meias-finais, com o México como adversário, a Alemanha não só neutralizou o poderoso e raçudo caudal ofensivo mexicano, como não falhou diante da baliza. Firmes na defesa, com cabeça nos momentos decisivos e eficácia no último terço, os germânicos golearam a seleção da CONCACAF e carimbaram a passagem à final.

Na final assistimos a um Chile avassalador, ofensivamente, e a uma Alemanha que não se ‘descoseu’ defensivamente. A um Chile que falhou várias vezes e a uma Alemanha que jogou no erro do adversário e que não falhou. A uma juventude que, na noite de domingo, se fez adulta, e que impediu, muito provavelmente o Chile de, com a sua geração de ouro, conquistar um grande título da FIFA, mostrou como a diferença entre fazer muito e fazer bem pode ser decisiva.

Tomás Gomes
Tomás Gomes
O Tomás é sócio do Benfica desde os dois meses. Amante do desporto rei, o seu passatempo favorito é passar os domingos a beber imperial e a comer tremoços com o rabo enterrado no sofá enquanto vê Premier League.                                                                                                                                                 O Tomás escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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