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“O Torneio dos Campeões”. É assim que a FIFA tenta vender uma competição que nunca captou o interesse do público ‘periférico’ ao dos países participantes e ao dos que não seguem o fenómeno com regularidade.

Talvez por isso se inicie debaixo de críticas. Directas, como as de Rui Costa (“Discordo absolutamente da Taça das Confederações”), ou indirectas como a decisão de Joachim Low em poupar a nata dos jogadores alemães (Muller, Ozil ou Kroos, por exemplo) na ida à Rússia.

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Há, porém, quem a leve a sério. Fernando Santos, por exemplo, assumiu a vontade de ganhar, e Portugal pode muito ser encarado como um dos favoritos à vitória. Afinal, o melhor jogador do mundo está presente, com a habitual sede de vitórias, tal como todo o esqueleto que triunfou no Euro 2016.

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Mas Portugal não está sozinho nesta luta. O Chile, de Pizzi, também chega com dois títulos seguidos no bolso (Copa America de 2015 e 2016) e, se o cansaço não se intrometer por entre a dinâmica de vitória do Chile, pode ser um adversário complicado para Portugal, chegadas as meias-finais… mas isso são contas mais distantes.

Para já temos de nos preocupar com o México de Juan Carlos Osório, o primeiro adversário de Portugal, e que conta com um contigente ‘português’ composto por Jimenez, Layun e Herrera, mas que não esgota as opções de qualidade como Guardado, Chicharito e Giovanni dos Santos. Nomes como este, aliados à garra que normalmente esta equipa coloca em campo, tornam a Tricolor na melhor selecção de entre as ‘outsiders’ a vencer a prova.

As outras, para além da citada Alemanha, que tem jovens de grande talento, são a Rússia e os Camarões. Os africanos são a seleção que venceu uma prova continental há menos tempo e isso há-de-pesar, dado que tem a sua estrutura intacta, e uma noção ‘fresca’ de espírito de grupo (os convocados por Hugo Broos estiveram juntos, em estágio, há coisa de 5 meses). A Rússia joga com o estatuto de anfitriã, ainda que tenha um grupo de jogadores que torna impossível a comparação com as grande seleções da URSS ou uma mais recente onde pontificavam  nomes como Izmaylov, Arshavin, Shirokov ou Pavlyuchenko. Estes dois últimos estiveram no Euro do ano passado, de má memória para a seleção russa – mais um motivo para se encarar esta competição como uma oportunidade de reerguer o orgulho russo.

 

Stanislav Cherchesov é o atual treinador da Rússia Fonte: UEFA
Stanislav Cherchesov irá liderar o movimento de orgulho russo
Fonte: UEFA

Depois há… as seleções da Oceânia. Austrália (bateu a concorrência asiática) e a Nova Zelândia são equipas que terão vontade e determinação, mas cujo contributo nesta Taça das Confederações não irá muito além da entrega.

Como apaixonados por futebol, porém, não podíamos deixar de as analisar. Não só estas seleções, como todas as outras 6 equipas da prova. Por isso, por cada nome de país mencionado há um link em que podem carregar para aceder à análise individual de cada conjunto e nos quais este vosso redator se baseou para elaborar esta antevisão geral a uma prova que, claro está, o Bola na Rede irá acompanhar. Afinal, está em disputa mais uma página de glória da selecção de todos nós.

Foto de Capa: FIFA