A CRÓNICA: APESAR DAS DIFICULDADES ESPERADAS, O BENFICA MOSTROU-SE UMA EQUIPA MUITO SÓBRIA E CONSEGUIU OS PRIMEIROS TRÊS PONTOS NA COMPETIÇÃO.

Depois de um empate surpreendente em casa frente ao FC Gaia a contar para o Campeonato Nacional, o SL Benfica deslocou-se à Dinamarca para enfrentar o Bjerringbro-Silkeborg numa partida a contar para a primeira jornada do Grupo A da EHF Cup.

A equipa da casa entrou melhor. O Benfica apostava numa defesa 5-1 que condicionava a primeira linha dinamarquesa, mas o ataque do Silkeborg ia encontrando soluções no jogo com o pivot.

Com o passar dos minutos o ataque encarnado começou a carburar. Ao aproveitar a velocidade de Belone Moreira e Pedro Seabra Marques, os espaços aos seis metros começaram a aparecer, e iam sendo aproveitados para rematar ou jogar com os pivots Paulo Moreno e Rene Toft Hansen. Gustavo Capdeville ia crescendo na baliza benfiquista (o Silkeborg esteve mais de dez minutos sem conseguir marcar um golo), e foi com naturalidade que a equipa portuguesa se começou a distanciar.

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Com a sua defesa a frustrar os ataques dinamarqueses, o SL Benfica conseguiu ir para o descanso na frente por 11-14.

No segundo tempo o domínio português continuou. Com os níveis de eficácia ofensiva a aumentar, o Silkeborg canalizava o seu jogo para o ponta direita Johan Hansen que ia sendo o artilheiro de serviço (onze golos). Contudo, do outro lado o Benfica mantinha o nível, e com Petar Djordic a assumir destaque (onze golos), a vantagem encarnada foi crescendo sem grandes dificuldades.

Carlos Resende pedia cabeça e tranquilidade, relembrando os seus atletas que todos os golos são fundamentais, e assim foi. Apoiado numa defesa muito forte e móvel, o SL Benfica manteve o nível até ao final e conseguiu uma importante vitória neste primeiro encontro do Grupo A.

Na próxima jornada as águias vão receber os alemães do MT Melsungen no Pavilhão da Luz, um jogo extremamente complicado frente ao sétimo classificado da liga alemã.

A FIGURA

Fonte: FAP

Pedro Seabra Marques – O central português pode não ser o mais alto, mas comandou a sua equipa como se tivesse dois metros e meio. Na defesa foi fundamental enquanto defensor avançado, e no ataque manteve a compostura e frieza que o caracterizam, ora entrando aos seis metros, ora envolvendo os seus colegas em jogadas coletivas.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bjerringbro-Silkeborg

Nikolaj Markussen – Com 15 golos em dois jogos, o lateral esquerdo dinamarquês é a principal arma ofensiva da equipa do Silkeborg. Com dois metros e 11 centímetros de altura, Markussen aproveita a vantagem física que possui sobre praticamente todos os seus adversários para utilizar o seu potente remate. No entanto, e apesar de ter mais 31 centímetros que Pedro Seabra Marques, o central português conseguiu neutralizar por completo o lateral que terminou o jogo com apenas dois golos marcados.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Ao ver a equipa do SL Benfica a jogar, o cunho de Carlos Resende é claríssimo. Defensivamente conseguem utilizar vários esquemas defensivos, o que acabou por ser chave para esta vitória. Inicialmente através de um 5×1 com Pedro Seabra Marques como defensor avançado, o central português conseguiu neutralizar Nikolaj Markussen, o que acabou por debilitar o ataque do Silkeborg, e a força de Rene Toft Hansen, Paulo Moreno e Ricardo Pesqueira na defesa 6×0 também dificultou, e de que maneira, a tarefa de jogadores como Jacob Lassen.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (8)

João Pais (7)

Petar Djordic (8)

Pedro Seabra Marques (8)

Belone Moreira (7)

Carlos Martins (7)

Rene Toft Hansen (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Pereira (7)

Kevynn Nyokas (6)

Miguel Espinha (7)

Paulo Moreno (7)

Ricardo Pesqueira (7)

ANÁLISE TÁTICA – BJERRINGBRO-SILKEBORG

A equipa dinamarquesa entrou melhor no jogo, mas sem o seu principal rematador – lateral esquero Nikolaj Markussen – foi obrigada a apostar mais no jogo com o pivot e com os pontas, principalmente no lado direito do seu ataque. A perda de Mads Andersen – especialista defensivo – cedo na segunda parte, também acabou por ter influência no jogo. No entanto, a sua maior dificuldade esteve em reconhecer os padrões de remate do lateral benfiquista Petar Djordic, que repetiu o mesmo tipo de ação inúmeras vezes ao longo do encontro (salto a descair para fora com remate picado para o poste mais distante), tendo tido sucesso em praticamente todas.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Aljosa Rezar (6)

Johan Hansen (8)

Jacob Lassen (7)

Sebastian Skube (7)

Michael Knudsen (6)

Mads Andersen (6)

Nikolaj Markussen (5)

SUBS UTILIZADOS

Jesper Nöddesbo (6)

Mads Nielsen (7)

Kasper Larsen (6)

Klaus Thomsen (6)

August Pedersen (6)

Nikolaj Nielsen (7)

Foto de Capa: FAP

artigo revisto por: Ana Ferreira

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