A CRÓNICA: APESAR DO TALENTO INDIVIDUAL NA EQUIPA DE PARIS, O COLETIVO FALOU MAIS ALTO

Veio com atraso, mas não desiludiu. A primeira meia-final da Final 4 da EHF Champions League 2019/20 teve emoção e intensidade de início ao fim. Tendo em conta o nível de jogo apresentado pelas duas equipas esta época, o FC Barcelona, onde atua o português Luís Frade, entrava como claro favorito. Contudo, numa meia-final, e com a qualidade dos intervenientes, tudo poderia acontecer.

O jogo começou com uma toada muito rápida, com ambas as equipas a imporem bastante velocidade, especialmente nas transições ofensivas e contra-ataques diretos. O regresso do primeira-linha Aron Palmarsson acrescentava muito poder de fogo, mas também qualidade na hora da decisão, uma vez que abria espaços na defesa parisiense para Dika Mem aproveitar.

A defesa mostrava algumas dificuldades, mas no ataque os comandados de Raul Gonzalez iam conseguindo equilibrar a partida. Isto é, até à entrada do guardião dinamarquês, Kevin Møller. O guardião fechou a baliza, e o PSG começou a ser incapaz de encontrar o caminho para a baliza. Os campeões franceses entraram num parcial de sete minutos sem marcar, e o Barcelona aproveitou para criar uma vantagem de quatro golos, diferença com que as duas equipas recolheram para o intervalo (18-14).

O segundo tempo começou com o PSG por cima e Vincent Gerard a mostrar-se em grande plano com dois livres de sete metros consecutivos. No entanto, a resposta francesa foi apenas momentânea. Com a frieza do costume, o Barcelona nunca precisou de acelerar – apenas o fez quando quis – e foi construindo a sua vitória nas “assas” de Dika Mem e Aron Palmarsson.

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Até ao final, o PSG tentou esboçar uma tentativa de recuperação, em grande parte graças ao jovem ponta-esquerda, Dylan Nahi, que terminou o jogo com nove golos em dez remates, mas a vitória não fugiu aos catalães, que avançam para a grande final.

A FIGURA

Fonte: EHF

Kevin Møller – Se Gonzalo Perez de Vargas é visto como um dos melhores do mundo. Kevin Møller não lhe ficou atrás neste encontro. O guarda-redes dinamarquês foi uma autêntica muralha e uma das chaves para a vitória dos culés. Terminou o encontro com 14 defesa em 35 remates, uma percentagem de defesa de 40%!

 

O FORA DE JOGO

Dainis Kristopans –  O gigante letão teve uma tarde para esquecer. Terminou o encontro com quatro golos em seis remates, mas foram várias as falhas técnicas ao longo do encontro, tanto em igualdade, como em vantagem numérica.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

A equipa catalã foi muito fiel aos seus princípios, tanto no plano ofensivo, como defensivo. Com um 6:0 profundo, os campeões espanhóis foram capazes de controlar sempre o ataque adversário, e quando tal não acontecia, o guardião dinamarquês lidava com os remates que seguiam na sua direção. No plano defensivo, a dupla Aron Palmarsson-Luka Cindric mostrou ser letal, tanto quando os dois jogadores assumiam o remate, como quando criavam para os seus colegas.

 

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonzalo Perez de Vargas (6)

Aleix Gómez (7)

Aron Pálmarsson (8)

Luka Cindric (7)

Dika Mem (8)

Aitor Ariño (7)

Ludovic Fabregas (8)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Thiagus Petrus (7)

Kevin Møller (9)

Luís Frade (6)

Blaz Janc (7)

Timothey N’guessan (7)

Cedric Sorhaindo (7)

Raul Entrerrios (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN

Sem Luc Steins nem Nikola Karabatic, a equipa francesa teve muitas dificuldades no seu ataque organizado. Nedim Remili assumiu o papel de organizador de jogo, mas os ataques culminavam sempre em jogadas individuais. A defesa catalã entrou com a lição estudada, e nem o 7×6 parisiense – que no Dragão deu muito problemas ao Porto – conseguiu fazer a diferença.

 

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vincent Gerard (7)

Dylan Nahi (9)

Mikkel Hansen (8)

Nedim Remili (7)

Dainis Kristopans (5)

Ferran Sole (7)

Luca Karabatic (7)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Kamil Syprzak (6)

Elohim Prandi (6)

Mthiew Grebille (6)

 

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