Publicidade

Jogar no estrangeiro é moda

Francisco Reis · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Nos últimos anos, vários jogadores portugueses têm ido jogar para o estrangeiro, principalmente para França e Espanha, em busca de melhores condições para praticar andebol.

Nunca antes o número de portugueses a jogar no estrangeiro foi tão elevado. Em Portugal, cada vez mais se aposta em estrangeiros, principalmente, no Benfica, Sporting e Porto, mas não é esta a principal razão para o êxodo que se tem verificado.

Os jogadores portugueses procuram melhores salários e condições para a prática da modalidade – em França, no segundo escalão, jogam Ricardo Candeias, Fábio Magalhães, Nuno Roque e Miguel Batista (todos no Chartres), Tiago Pereira (Selestat) ou o jovem Gonçalo Ribeiro (Pontault); em Espanha, no principal escalão, jogam Jorge Silva (Granollers) ou Filipe Mota (Anaitasuna), que se evidenciaram nos seus clubes em Espanha. Estes jogadores conseguem receber salários mais apelativos do que na primeira divisão em Portugal, e jogar num campeonato bastante competitivo.

Carlos Ruesga, central do Sporting, tem sido um trunfo de peso na equipa dos leões
Fonte: Sporting CP

Como destaques, João Ferraz no primeiro escalão alemão – para muitos o melhor e mais competitivo campeonato do mundo – a jogar pelo Wetzlar, Gilberto Duarte, no Wizla Plock, na Polónia, ou Wilson Davies, no Dunderque, e Welsau Bungue, no Massy, ambos em França. Estes jogadores têm demonstrado prestações superiores à média.

Em compensação, também têm vindo para Portugal jogadores estrangeiros de topo do andebol europeu e com experiência em competições internacionais – Carlos Ruesga transferiu-se do Barcelona para o Sporting; Frankis Carol e Cudic, que também jogam no Sporting, foram campeões asiáticos pelo Qatar; José Carrillo, atual jogador do FC Porto, jogou no Ademar León; Nikola Spelic trocou o Maribor pelo FC Porto.

A modalidade tem crescido nos últimos anos e isso reflete-se na presença de portugueses no estrangeiro e de estrangeiros em Portugal, apesar de ainda existir uma diferença bastante significativa para as principais ligas europeias.

Foto de Capa: HSG Wetzlar

Francisco Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Brasileirão: 19 treinadores já caíram e só quatro portugueses resistem

Leonardo Jardim lidera o Brasileirão ao comando do Flamengo, Abel Ferreira mantém-se no Palmeiras, Artur Jorge continua no Cruzeiro e Pedro Emanuel procura afirmar-se no Vasco da Gama. Luís Castro e Franclim Carvalho já ficaram pelo caminho. Dezanove treinadores já caíram no Brasileirão 2026. Entre a instabilidade que varre os bancos brasileiros, os portugueses resistem: seis passaram pelo campeonato e quatro continuam de pé. Fernando Diniz, atualmente no Corinthians, foi a mais recente vítima e já tinha sido afastado do Vasco da Gama no início da temporada. A dança das cadeiras começou ainda em fevereiro, com a saída do argentino Jorge Sampaoli do Atlético-MG, e transformou a mudança de treinador numa das imagens de marca da competição.Num campeonato onde a paciência parece cada vez mais curta e os resultados pesam imediatamente sobre os treinadores, a presença portuguesa ganha particular relevância. Dos seis técnicos que passaram pelo Brasileirão em 2026, quatro continuam no ativo e dois já ficaram pelo caminho. E entre os que resistem há perfis bem diferentes: da longevidade quase excecional de Abel Ferreira à estreia de Pedro Emanuel, passando pela liderança de Leonardo Jardim e pela reconstrução de Artur Jorge no Cruzeiro.

João Esteves · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.