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24 de Janeiro, 2022

Madeira Andebol SAD 25-26 SL Benfica: Insulares não tiveram o regresso desejado

cab andebol

Primeira mão do play-off do Campeonato Nacional de Andebol; casa cheia no Funchal para a receção ao Benfica. O Madeira Andebol SAD estava motivado pelo regresso às fases finais do nacional de andebol. Nos dois jogos na fase regular do campeonato, houve vitórias para os encarnados, quer em Lisboa, quer no Funchal.

Aos sete minutos, o Benfica colocava-se a vencer pela primeira vez (3-4), com a agravante de a SAD ter ficado dois minutos sem Nuno Carvalhais. Do ataque posterior resultava o empate e a exclusão de um adversário. Recuperava a SAD a vantagem na partida.
Aos 16 minutos e 30, o Benfica recuperava a vantagem pondo-se a vencer por 6-7. Mas depressa os madeirenses empataram. Gonçalo Vieira, como é seu apanágio, lá em cima a dar espetáculo e a empatar.

Tentavam os de Lisboa, David Pinto não deixava. Começava a ferver, os adeptos percebiam que havia uma dupla a querer ajudar os visitantes. Não deixavam! Na Madeira, mandam os madeirenses. Ampliava a vantagem a SAD. A dupla de arbitragem não gostava e continuava a excluir, sem razão, jogadores azuis e amarelos. Acelerava o Benfica e, em dois ataques rápidos, empatava a partida a 10. Fidalgo, já quase sem voz, solta do banco o cartão verde. Desconto de tempo.

Atacava a SAD, já quase sem soluções. O mágico – Gonçalo Vieira -, lá da ponta esquerda, fazia a redondinha entrar na baliza adversária. Respondia o Benfica e, de sete metros, empatou. A SAD não conseguia tomar as rédeas da partida e desperdiçava. Aproveitava o Benfica, com Silva a marcar e a ir para o banco, suspenso por dois minutos. Ficava em vantagem numérica a SAD, mas desperdiçava e o Benfica ampliava o marcador – 13-14 era o resultado ao intervalo.

Será difícil aos insulares seguirem em frente na competição. Fonte: Bola na Rede
Será difícil aos insulares seguirem em frente na competição
Fonte: Bola na Rede

Começava a segunda metade, e a dupla de arbitragem continuou a manchar a dignidade da partida. Eram livres de sete metros, exclusões e faltas atacantes injustificáveis, chegando ao cume de, mesmo diante de um árbitro, a bola ter ido às pernas de um jogador do Benfica e ter continuado a partida como se nada fosse. Se a jogar contra sete já era difícil, jogar contra nove muito pior ficava. Assim sendo, o Benfica ampliava a vantagem para cinco – o resultado chegava a 13-18. A SAD, a muito custo, foi reduzindo a vantagem adversária até aos 18-20.

Com o jogo a entrar na fase crucial e decisiva, a SAD reduzia para a margem mínima: 20-21. Aos 20 minutos, empatava a SAD: 22-22. Ganhava ânimo, fôlego para o último terço da segunda metade e recuperava o apoio da massa adepta. Estava relançada a partida. Duas defesas monumentais de Luís Carvalho permitiam a vantagem da SAD. Mas, logo aos 25 minutos, e apesar da vantagem numérica dentro de campo, há uma nova cambalhota no marcador, com os encarnados a passarem para a frente.

Ainda empatou a SAD, mas, uma vez mais, a dupla de arbitragem decide marcar falta ao atacante e impedir o empate na partida. Até ao final foi um jogo impróprio para cardíacos, com golos de um lado e de outro. A dois segundos do final do jogo, livre de nove metros com Cláudio Pedroso a rematar mesmo em cima do sinal sonoro, mas com a bola a embater na defesa encarnada.

No final, 25-26, com claro prejuízo para os da casa, que viajam até à Luz em desvantagem.

 

A Figura:

Cláudio Pedroso – O lateral direito, ex-Benfica, foi o melhor jogador na tarde de hoje no Funchal. Empurrou a equipa para a frente, tentou fazer com que os da casa fossem justos e dignos vencedores na partida de hoje. Juntamente, claro está, com Gonçalo Vieira e Luís Carvalho.

O fora-de-jogo:

Arbitragem – A dupla de arbitragem que se apresentou no Funchal pecou, várias vezes, para ambos os lados. Mais foram as vezes em que pecou para o lado dos da casa. O Andebol nacional, sobretudo nesta fase decisiva, merece melhores árbitros. Não se pode deitar por água todo o excelente trabalho de formação e recuperação do moral de toda uma região que, a nível nacional e até mesmo internacional, tem vindo a dignificar a modalidade.

Foto de Capa: Bola na Rede