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Noruega 22-31 Dinamarca: À quarta é que é de vez

Francisco Reis · 3 min

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A Dinamarca levou a melhor no encontro que colocou pela primeira vez estas duas seleções frente a frente numa final do mundial. Num jogo com um nível elevadíssimo, Mikkel Hansen e companhia conseguiram conquistar este título inédito para a Dinamarca, na 4ª final disputada pela equipa dinamarquesa.

Nenhuma das seleções era uma estreante em finais do campeonato do mundo, apesar de nunca terem conquistado o troféu. A Noruega jogava a sua 2ª final na história das 26 edições desta competição. 

A primeira parte iniciou-se com Mikkel Hansen a falhar um livre de 7 metros na primeira jogada do jogo. Os dinamarqueses não desanimaram e foram correndo atrás da Noruega, tendo chegado à vantagem aos seis minutos (3-4). Enorme equilíbrio das duas seleções finalistas a apresentarem enorme dinâmica ofensiva e combatividade.

Nas meias finais, a Dinamarca eliminou a bicampeã em título, França
Fonte: IHF

No decorrer do jogo, a Dinamarca conseguiu-se distanciar, demonstrando maior eficácia nos momentos chave. A Noruega passou por uma fase menos boa em que permitiu aos adversários colocarem-se na frente por 4 golos aos 13 minutos (5-9). O treinador da seleção norueguesa, Berge, reagiu e pediu o primeiro timeout do encontro. A equipa melhorou animicamente e diminuiu a desvantagem, mas a seleção Dinamarquesa estava determinada em conquistar o primeiro campeonato do mundo da sua história. A primeira parte não correu bem à Noruega e isso refletia-se no marcador. 

Ao intervalo, a Dinamarca vencia por 11-18 e o vencedor já se adivinhava. Uma primeira metade sem erros da equipa da casa, que não deu grandes hipóteses aos jogadores noruegueses. A noruega apresentou grande dificuldade em marcar golos e em criar situações de seis metros em zonas centrais, tentando solucionar muitas vezes nas pontas. 

A segunda parte começou com o equilíbrio que já se tinha sentido no início do jogo, com a eficácia dinamarquesa, e com uma enorme exibição do guarda-redes, Niklas Landin. A seleção norueguesa não apresentou melhorias justificativas de uma surpresa no jogo.

Os noruegueses eliminaram a outra equipa da casa, Alemanha, nas meias finais da competição
Fonte: IHF

Aos 15 minutos da segunda parte, a Dinamarca aplicou um parcial de 6-0 à Noruega, que sentenciou uma possível reviravolta no marcador. A coesão defensiva e a excelência ofensiva dinamarquesas acabaram por “esmagar” a seleção da Noruega. Apesar de ser uma excelente equipa, ter realizado um Mundial brilhante e muitas soluções, não se conseguiram mostrar à altura desta Dinamarca que já merecia um campeonato do mundo. O jogo terminou 22-31 – uma vitória justa e por uma vantagem que espelha o que se passou ao longo da partida. O melhor marcador da Dinamarca foi Mikkel Hansen com sete golos e uma exibição de gala, enquanto o da Noruega foi Joendall com 10 golos marcados.

Foi à 4ª final disputada que a Dinamarca conquistou este troféu depois de se ter mostrado superior a todas as seleções que enfrentou na competição.

No jogo que decidia o 3º e o 4º lugar, a França derrotou a Alemanha e assegurou a medalha de bronze, depois de ter vencido os últimos dois campeonatos do mundo de andebol.

EQUIPAS INICIAIS:

Noruega: T. Sittrup-Bergerud, C. O’Sullivan, S. Sagosen, M. Joendal, B. Myrhol, K. Bjornsen, M. Gullerud 

Dinamarca: N. Landin Jacobsen, M. Hansen, L. Svan, M. Olsen, R. Lauge, A. Zachariassen, M. Larsen

A FIGURA

Fonte: IHF

Mikkel Hansen – Um autêntico comandante em campo. É uma maravilha ver a forma como Mikkel Hansen domina os momentos em que participa no jogo. Não se pode dar espaço a este jogador que, ao mínimo erro, não perdoa. Uma exibição brilhante que acaba por ser a cereja no topo do bolo para a Dinamarca com a conquista do Mundial de andebol.

FORA DE JOGO

Fonte: IHF

Jogo sem transmissão em canal aberto – Como é que os nossos jogadores portugueses vão chegar a um Mundial de andebol se não conseguem ver os bons exemplos em canal aberto? A final do Mundial apenas foi transmitida na sport tv, demonstrando a falta de aposta na modalidade. A cultura cultiva-se e não é assim que se espalha um desporto que necessita de um empurrão para se propagar.

Foto de Capa: IHF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Francisco Reis

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