Noruega 22-31 Dinamarca: À quarta é que é de vez

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    A Dinamarca levou a melhor no encontro que colocou pela primeira vez estas duas seleções frente a frente numa final do mundial. Num jogo com um nível elevadíssimo, Mikkel Hansen e companhia conseguiram conquistar este título inédito para a Dinamarca, na 4ª final disputada pela equipa dinamarquesa.

    Nenhuma das seleções era uma estreante em finais do campeonato do mundo, apesar de nunca terem conquistado o troféu. A Noruega jogava a sua 2ª final na história das 26 edições desta competição. 

    A primeira parte iniciou-se com Mikkel Hansen a falhar um livre de 7 metros na primeira jogada do jogo. Os dinamarqueses não desanimaram e foram correndo atrás da Noruega, tendo chegado à vantagem aos seis minutos (3-4). Enorme equilíbrio das duas seleções finalistas a apresentarem enorme dinâmica ofensiva e combatividade.

    Nas meias finais, a Dinamarca eliminou a bicampeã em título, França
    Fonte: IHF

    No decorrer do jogo, a Dinamarca conseguiu-se distanciar, demonstrando maior eficácia nos momentos chave. A Noruega passou por uma fase menos boa em que permitiu aos adversários colocarem-se na frente por 4 golos aos 13 minutos (5-9). O treinador da seleção norueguesa, Berge, reagiu e pediu o primeiro timeout do encontro. A equipa melhorou animicamente e diminuiu a desvantagem, mas a seleção Dinamarquesa estava determinada em conquistar o primeiro campeonato do mundo da sua história. A primeira parte não correu bem à Noruega e isso refletia-se no marcador. 

    Ao intervalo, a Dinamarca vencia por 11-18 e o vencedor já se adivinhava. Uma primeira metade sem erros da equipa da casa, que não deu grandes hipóteses aos jogadores noruegueses. A noruega apresentou grande dificuldade em marcar golos e em criar situações de seis metros em zonas centrais, tentando solucionar muitas vezes nas pontas. 

    A segunda parte começou com o equilíbrio que já se tinha sentido no início do jogo, com a eficácia dinamarquesa, e com uma enorme exibição do guarda-redes, Niklas Landin. A seleção norueguesa não apresentou melhorias justificativas de uma surpresa no jogo.

    Os noruegueses eliminaram a outra equipa da casa, Alemanha, nas meias finais da competição
    Fonte: IHF

    Aos 15 minutos da segunda parte, a Dinamarca aplicou um parcial de 6-0 à Noruega, que sentenciou uma possível reviravolta no marcador. A coesão defensiva e a excelência ofensiva dinamarquesas acabaram por “esmagar” a seleção da Noruega. Apesar de ser uma excelente equipa, ter realizado um Mundial brilhante e muitas soluções, não se conseguiram mostrar à altura desta Dinamarca que já merecia um campeonato do mundo. O jogo terminou 22-31 – uma vitória justa e por uma vantagem que espelha o que se passou ao longo da partida. O melhor marcador da Dinamarca foi Mikkel Hansen com sete golos e uma exibição de gala, enquanto o da Noruega foi Joendall com 10 golos marcados.

    Foi à 4ª final disputada que a Dinamarca conquistou este troféu depois de se ter mostrado superior a todas as seleções que enfrentou na competição.

    No jogo que decidia o 3º e o 4º lugar, a França derrotou a Alemanha e assegurou a medalha de bronze, depois de ter vencido os últimos dois campeonatos do mundo de andebol.

    EQUIPAS INICIAIS:

    Noruega: T. Sittrup-Bergerud, C. O’Sullivan, S. Sagosen, M. Joendal, B. Myrhol, K. Bjornsen, M. Gullerud 

    Dinamarca: N. Landin Jacobsen, M. Hansen, L. Svan, M. Olsen, R. Lauge, A. Zachariassen, M. Larsen

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    Francisco Reis
    Francisco Reishttp://www.bolanarede.pt
    Jogou andebol durante sete anos em camadas jovens, no Passos Manuel e no Boa Hora. Experiência na modalidade não falta. Agora estuda jornalismo e quer continuar a acompanhar o desporto que praticou durante boa parte da vida.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
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