Os momentos decisivos do Académico Viseu FC x FC Porto | Andebol

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BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académico Viseu FC

BnR: Qual é o balanço do jogo?

Rafael Ribeiro [técnico principal]: Perdemos. Sabíamos que a tarefa seria muito complicada. Mas aquilo que tinha proposto e que tinha dito na antevisão, de dar uma imagem diferente do jogo da Taça de Portugal, fizemo-lo.

A primeira parte não foi tão bem conseguida também porque não nos deixaram fazer uma primeira parte melhor conseguida, na minha opinião. Em caso de dúvida, era sempre contra a equipa da casa.

Passando isso à frente, fomos lutando. Tivemos dez minutos interessantes, mais uma vez, em que estivemos a três ou quatro golos com o jogo controlado. Depois, a diferença natural do Porto. A velocidade, a forma como faz as coisas com intensidade que nós não a temos. Não somos tão rápidos, não somos tão fortes, nem temos tão bons jogadores.

Na segunda parte, o resultado compôs-se um bocadinho. Marcámos 18 golos na segunda parte e, na primeira, criámos mais do que os sete golos indicam. Foi um jogo interessante da nossa parte.

Toda a gente viu as nossas limitações. Acabámos o jogo com dois sub20, o Eduardo [Martins] e o [Eduardo] Almeida. Este é o nosso plantel e o nosso Campeonato. Sabíamos que as nossas chances de ganharmos eram curtas. Mesmo a falhar, fizemos o melhor que conseguimos.

BnR: Da parte do Académico, foi pedido um time out durante o primeiro tempo. Nos nove minutos seguintes, a equipa não marcou e averbou um parcial negativo de 0-8. Como se explica essa quebra de rendimento da equipa?

Rafael Ribeiro: Algumas decisões que não se entendem. Não percebo. Constantemente jogo passivo.

Nós já temos limitações. Somos fisicamente mais fracos, com mais dificuldade a atacar com eles a pressionarem, mais difícil fica. Depois, não só o jogo passivo e falhámos. Recordo-me de seis ou sete bolas em situações 1×0 frente ao guarda-redes [Sebastian] Frandsen que falhámos sobretudo na meia altura.

Justifica-se por aí porque criámos algumas situações. Podíamos ter marcado. Contra este tipo de equipas, quando não marcamos, fica complicado.

BnR: Houve a surpresa do Rodrigo Gameiro, no início da partida. O que era pretendido com esta novidade na baliza?

Rafael Ribeiro: Tem treinado melhor. Apesar de ser o mais novo, quando assim é, merece jogar independentemente do adversário.

Era muito mais confortável para mim meter um dos mais velhos [António Silva e Ruben Sousa], mas como tem treinado melhor neste tempo todo, mereceu jogar mais.

BnR: Apesar da derrota, ficam alguns apontamentos positivos para o resto do Campeonato?

Rafael Ribeiro: Sim, espero que consigamos agarrar as coisas boas que fizemos e pô-las em prática. Apesar dos próximos adversários serem diferentes, espero que, daqui para a frente, consigamos tentar assentar sobretudo o jogo ofensivo. Continuamos a ter algumas, muitas falhas na finalização.

Perdemos por 14 golos. Na minha opinião, não é um resultado chocante para aquilo que foi o jogo, para aquilo que podíamos ter feito um bocadinho mais.

Deixámos uma imagem mais ou menos positiva. Não é a imagem que eu queria. O que queria era ter o jogo controlado o maior tempo possível. Não conseguimos, mas é o que temos e é assim que vamos lutar.

FC Porto

BnR: Que conclusões tira da partida?

Magnus Andersson [técnico principal]: Nós temos quatro jogos nesta e na próxima semana. Nós jogamos sábado, terça, sábado e terça e era importante manter-nos focados.

Na primeira parte, jogamos realmente muito bem e quase acabámos com o jogo.

Na segunda, o jogo foi desinteressante. Eu não estou satisfeito com a nossa segunda parte por não termos mantido a concentração. Mas eu compreendo de certa forma. Alterei quase toda a equipa.

Nós temos 11, 12, 13, 15 golos de vantagem e precisamos de ser melhores a manter a concentração.

BnR: Depois do time out pedido pelo Académico, o Porto conseguiu um parcial de 8-0 e esteve sem sofrer durante nove minutos. Este período de pausa foi importante para melhorar e manter o foco da equipa?

Magnus Andersson: Não, tivemos boas ocasiões que acabamos por falhar duas por falta de sorte e por algumas coisas que não consigo explicar.

Na defesa, estivemos realmente bem. A nossa defesa não foi o problema e o Sebastian [Frandsen] esteve lá sempre, quando nós tivemos problemas. Nós tivemos alguns problemas no ataque, mas fizemos oito golos de seguida na primeira parte e não me posso queixar.

Já na segunda, foi “au”… deixámos de criar dificuldades. Diminuímos a intensidade e jogámos a 40% da nossa capacidade.

BnR: Há maior pressão sobre a equipa por o Porto estar no terceiro lugar da I Divisão e ter sido eliminado precocemente na fase de grupos da Liga dos Campeões?

Magnus Andersson: Há sempre pressão no Porto. [O Campeonato] Continua a ser o nosso objetivo esta época. Nós temos boas hipóteses.

Já na Liga dos Campeões, foi um pouco dececionante. Não começámos com bons resultados. Talvez devêssemos ter jogado melhor. Perdemos muitas boas oportunidades e, no final, não foi suficiente.

Foi um pouco duro, mas agora temos de nos focar no Campeonato e temos outro ritmo. Temos muito tempo para treinar.

Agora temos quatro jogos nestas semanas, mais três em abril e quatro em maio. É o normal depois destas duas semanas.

Nós temos boas hipóteses de ganhar o Campeonato. É o nosso objetivo.

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BnR: O Fábio Magalhães estava na folha de jogo, mas ficou fora do jogo. Houve ou há algum problema com o atleta?

Magnus Andersson: Não, não. Eu tenho muitos atletas. Alguns precisam de descansar e, desta vez, foi o Fábio a descansar. Mas ele joga na terça [jogo em atraso da I Divisão frente ao Póvoa AC].

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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