Portugal 27-20 Hungria: Os 5 momentos chave do jogo que deu a Portugal o primeiro no Grupo D

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    Portugal derrotou a Hungria de forma dominadora, com um resultado de 27 golos a 20, contrariando o prognóstico da maioria dos adeptos da modalidade. Para além do triunfo Portugal conquistou o primeiro lugar do grupo D, graças à margem de sete golos que obteve frente aos “Magiares”. A Islândia já havia derrotado a Coreia de Sul, pelo que a “Equipa das Quinas” tinha já a passagem para a Main Round garantida, mas também a obrigação de vencer por mais de 6 golos para chegar à primeira posição do grupo.

    Foi uma partida claramente dominada pela seleção portuguesa, muito criativa e com um ataque pouco previsível, rematando de distâncias e posições diversas. Já do lado húngaro, houve uma monotonia ofensiva muito grande, insistindo nos ataques pela zona central portuguesa, o que retirou criatividade ao ataque dos favoritos. O BnR destacou 5 dos melhores momentos da partida.

    1. A EXCLUSÃO DE SIPOS

    Foi logo aos 46 segundos que ocorreu a primeira exclusão da partida. Adrián Sipos travou Francisco Costa com um braço na cara, quando o lateral direito tentava rasgar para o interior da defesa da Hungria. Esta infração foi considerada agressão e Sipos levou cartão vermelho, com a Hungria a ficar em desvantagem numérica durante dois minutos.

    Foi um momento da partida que se revelou um presságio para o que ia ser o jogo da Hungria: ineficiente e agressivo. Permitiu a Portugal começar a construir uma vantagem larga, chegando aos 14 minutos a vencer 7-1.

    2. AS 7 DEFESAS DE MIGUEL ESPINHA EM 10 MINUTOS

    Se o vermelho mostrado ao central da Hungria atribuiu um rumo favorável ao jogo para Portugal, a exibição de Miguel Espinha revelou-se completamente fulcral para o que seria a vitória portuguesa, em particular para a construção da vantagem lusitana no primeiro quarto de hora da partida.

    Todas as defesas foram importantes, mas quatro foram de classe mundial. A primeira, a um contra-ataque do ponta esquerdo húngaro, Pedro Rodríguez, após o jogador de 32 anos intercetar um passe de Francisco Costa e percorrer o campo inteiro até rematar na cara de Miguel Espinha que defendeu, com um movimento ligeiro com a mão direita. Este tento teria aberto o marcador para a Hungria numa altura em que jogava com menos um jogador, colocando muito em causa a dinâmica anímica que ajudou Portugal a conquistar a vantagem.

    Já a segunda defesa foi a um remate à entrada da área dos 9 metros, por parte de Zóltan Szita, que rematou para uma defesa do Espinha com o corpo. Este golo teria sido o empate para os húngaros, numa altura em que, à semelhança da ocasião interior, o ímpeto não estava totalmente do lado de Portugal.

    Não tardou a que Szita voltasse a rematar da mesma posição, apenas para Espinha voltar a manter a vantagem portuguesa, impedindo o segundo golo consecutivo da Hungria. O lateral esquerdo da Hungria tentaria de novo marcar, mas até para o lado direito, o guardião português defendia tudo.

    Destaque também para Manuel Gaspar que entrou para defender um livre de 7 metros quando o jogo ainda só estava 4-1.

    3. O SÉTIMO GOLO DE PORTUGAL

    Este momento não teve um impacto particular no resultado, mas é o melhor golo da partida. A jogada começa numa recuperação de bola por parte de Luís Frade. O jogador do Barcelona passou para Alexis Borges que lançou o contra-ataque luso. Contudo, quando a bola chegou a Leonel Fernandes, o ponta esquerda decidiu conservar a posse de bola em vez de capitalizar com um remate.

    Os portugueses começaram a trocar a bola. Num instante, Rui Silva tem a bola e coloca-a em Francisco Costa. Em seguida, “Kiko” colocou no central do FC Porto que devolveu ao lateral direito do Sporting. A parte brilhante da jogada foi a seguir. Francisco Costa salta para simular um remate apenas para passar para Leonel Fernandes, um pouco mais longe da área. Fernandes salta para fazer nova simulação e já em queda, faz um passe em chapéu para “Kiko” Costa que marcou o 7-1 para Portugal. Uma jogada verdadeiramente digna das melhores seleções do Mundo.

    4. INÍCIO DA SEGUNDA PARTE

    Portugal foi para o intervalo, com um resultado de 16-9, ou seja, suficiente para garantir a primeira posição, caso a diferença se mantivesse. A Hungria até foi capaz de ganhar um livre de 7 metros nos primeiros 40 segundos, mas Manuel Gaspar defendeu o remate e a recarga de Miklós Rosta.

    O início dos segundos 30 minutos é uma das alturas da partida em que se torna mais fácil partir o jogo. Portugal, com o tempo a seu favor, beneficiava de um jogo mais calmo o que aconteceu na segunda parte, que abriu com alguma incidência de faltas, sem que os húngaros fossem capazes de sair em contraataque e engatar um ritmo de jogo mais incerto que podia beneficiar a formação húngara, mais experiente nos grandes palcos e favorita á entrada do jogo.

    Em vez disso, o jogo teve várias paragens e Portugal conseguiu controlar a partida, com uma eficiência notável e bem melhor do que a verificada frente à Coreia da Sul.

    5. A VITÓRIA EM PRIMEIRO LUGAR

    Portugal conseguiu somar a segunda vitória no Mundial, depois de ter derrotado a Coreia do Sul no sábado e da derrota frente à Islândia, na última quinta-feira. Ao vencer por 27-20, Portugal assegurou um improvável 1º lugar à frente de duas seleções que podem perfeitamente ser incluídas na segunda linha de favoritos à vitória no Mundial, ou pelo menos, à luta pelas medalhas.

    A vitória permite aos portugueses integrar o grupo II da “Main Round”, com Suécia, Brasil e Cabo Verde. Um grupo, portanto, no qual Portugal tem muito boas hipóteses de seguir em frente, rumo a uma presença histórica nos quartos de final. O primeiro jogo de Portugal na “Main Round” disputa-se já nesta quinta-feira, frente ao Brasil. É importante relembrar que os portugueses já derrotaram a “Canarinha” num encontro de preparação para o Mundial, em que Portugal ganhou por 31-28, garantindo o segundo lugar da Gjensidige Cup, apenas atrás da Noruega.

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    Filipe Pereira
    Filipe Pereira
    Licenciado em Ciências da Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Filipe é apaixonado por política e desporto. Completamente cativado por ciclismo e wrestling, não perde a hipótese de acompanhar outras modalidades e de conhecer as histórias menos convencionais. Escreve com acordo ortográfico.
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