A CRÓNICA: VITÓRIA JUSTA, MAS TREMIDA

Foi em Matosinhos que Portugal defrontou o Israel na primeira jornada da Qualificação para a edição de 2022 do Campeonato Europeu de Andebol. A seleção das “quinas” está a tentar atingir o segundo Campeonato Europeu consecutivo.

A seleção israelita fez as honras da casa e abriu o marcador nos momentos iniciais da partida. Esta boa entrada estendeu-se para os minutos seguintes da partida, construindo logo inicialmente uma vantagem de três golos sobre a seleção portuguesa. Portugal reagiu bem a este começo de jogo, fazendo um parcial de 4-0, empatando a partida a cinco golos por volta dos dez minutos da partida. A meio da primeira parte, Paulo Pereira pediu o primeiro time out da partida, quando a equipa tinha dois golos de desvantagem (6-8). Esta desvantagem foi apenas superada aos 18 minutos, quando Victor Iturriza colocou a seleção na frente do marcador. Apesar do jogo equilibrado durante o primeiro tempo, Portugal conseguiu sair para o intervalo com uma vantagem de dois golos (14-12).

Esta vantagem trazida da primeira parte, rapidamente se desvaneceu, com Israel a aproveitar os momentos em que Portugal esteve em inferioridade numérica para voltar a equilibrar a partida. Nesta altura, a equipa comandada por Paulo Pereira “vivia” da ligação entre Rui Silva e os pivots para conseguir preciosos golos. Já Israel apresentava ataques muito organizados, planeados e prolongados, tentando ao máximo explorar os erros da organização defensiva de Portugal, conquistando inúmeros livres de sete metros. Estando mais organizados defensivamente, a equipa da casa conseguiu um parcial de 4-0 numa altura decisiva da partida, conseguindo finalmente distanciar-se do seu adversário. Até ao final da partida Victor Iturriza ainda foi excluído pela terceira vez, sendo então expulso. No final da partida o resultado foi 31-22.

Anúncio Publicitário

Portugal conquistou os primeiros dois pontos nesta corrida, naquele que foi um jogo muito mais complicado do que seria esperado. Na fase final da partida, a experiência de Portugal veio ao de cima e tal foi decisivo, numa altura em que se cometeram imensos erros técnicos. Nota para as estreias de Iturriza, Manuel Gaspar, Diogo Silva e Leonel Fernandes pela equipa sénior de Portugal.

A FIGURA

Fonte: Andebol Portugal

Alexis Borges – Um dos melhores marcadores de Portugal na partida com quatro golos (100% de eficácia). Golos esses que surgiram numa altura decisiva da partida e em que o pivot ex-FC Porto não acusou a pressão.

O FORA DE JOGO

Fonte: Andebol Portugal

André Gomes – Este não tem sido o melhor início de época para o jovem português (número 27). Hoje marcou apenas dois golos em sete remates, tendo contribuído para a menos positiva prestação ofensiva portuguesa. Esperemos que no próximo jogo volte ao seu nível, pois nos seus dias é um jogador que marca a diferença.

ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL

Portugal pouco ou nada surpreendeu nesta partida. Entrou com o seu 6×0 com uma substituição defesa/ataque. Não foi das melhores prestações defensivas da seleção, já que os ataques prolongados de Israel conseguiam sempre acabar por causar espaços na defensiva, o que levava ou a remates nos seis metros ou a livres de sete metros e, consequentemente, exclusões. Ofensivamente, os problemas foram os habituais. Uma organização expectável, muito dependentes da ligação com o pivot, do espaço nas pontas e com fraca presença na primeira linha (ausência de Gilberto Duarte e Alexandre Cavalcanti, Salvador Salvador não teve muitos minutos e André Gomes não teve nos seus melhores dias). Em nenhum momento da partida foi posto em prática o 7×6.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (6)

Pedro Portela (7)

João Ferraz (6)

Miguel Martins (9)

Alexis Borges (9)

Diogo Branquinho (7)

André Gomes (5)

 

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Manuel Gaspar (8)

Rui Silva (9)

Victor Iturriza (8)

António Areia (6)

Leonel Fernandes (7)

Salvador Salvador (5)

Diogo Silva (8)

Luis Frade (6)

Fábio Magalhães (6)

 

ANÁLISE TÁTICA ISRAEL

Uma boa surpresa esta equipa de Israel. Apesar do campeonato nacional ainda não ter começado, apresentou-se com muita qualidade em campo e causou grandes dificuldades a Portugal. Uma defesa coesa e bem organizada, contando com uma boa exibição do seu guarda-redes. Um ataque muito bem estudado e trabalhado, com jogadas estudadas e prolongadas que foram conseguindo causar estragos na defensiva portuguesa. Não fosse a possível falta de condição física e a inexperiência, com certeza teriam lutado ainda mais tempo pelo jogo.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Moshe Elimelech (5)

Daniel Shkalim (8)

Amit Yehuda Gal (5)

Lior Gurman (5)

Daniel Mosindi (6)

Adir Cohen (6)

Yaov Lumbroso (5)

 

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Tom Shem Tov (6)

Snir Natsia (8)

Gil Pomeranz (9)

Eden Gingihasshvili (5)

Dayan Yonatan (4)

Foto de Capa: EHF Euro

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome