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Passados quase dez anos, Portugal e França voltaram a encontrar-se em jogos oficiais. A seleção portuguesa conseguiu superiorizar-se em todos os momentos do jogo, surpreendendo a formação francesa e alcançando um resultado histórico e o 1º lugar do grupo de apuramento para o Europeu’2020.

Com um palmarés invejável – duas vezes campeã olímpica, seis campeã do mundo e três campeã europeia –, a França encontrou em Guimarães uma seleção bem afinada, determinada e um pavilhão cheio, com 3400 lugares ocupados e um ambiente arrepiante.

Portugal, que não pôde contar com Alexandre Cavalcanti e Alfredo Quintana por lesão, entrou no jogo da melhor forma possível ao aplicar um parcial de 3-0 ao 3º classificado do último mundial. A resposta francesa não tardou a chegar e, aos oito minutos, o jogo estava novamente empatado 3-3. 

França ia demonstrando pouco acerto ofensivo, com grande oportunismo por parte dos jogadores portugueses. No campo, Portugal mostrava que tinha feito o trabalho de casa e que não ia dar a vitória de barato. Aos 15 minutos, Portugal vencia por 8-6, com Gilberto Duarte a liderar uma formação onde o talento é cada vez maior.

A França, a correr atrás do resultado, conseguiu empatar 8-8 e, até aos 25 minutos, não descolou, mas sempre com Portugal em vantagem. A cinco minutos do intervalo, a seleção das quinas, por desconcentração dos franceses, aplicou um parcial de 5-0 e ampliou a vantagem (17-12). A um minuto do intervalo, a seleção portuguesa ficou fragilizada com as exclusões de Luís Frade e Alexis Borges, mas, ainda assim, foi para o balneário a vencer por 17-13. Com o veterano guarda-redes de 41 anos Humberto Gomes em evidência, e uma grande exibição coletiva dos pupilos de Paulo Pereira, destaque ainda a entrada de António Areia no jogo, que marcou quatro golos em pouco mais de dez minutos. Do lado francês, Ludovic Fábregas era o melhor do conjunto.

Portugal a jogar com uma defesa muito agressiva e organizada obrigava a seleção francesa a errar muito. Ofensivamente, em contra-ataque, ou em ataque organizado, a eficácia de Portugal fazia inveja aos franceses.

Portugal nunca tinha vencido a seleção francesa na modalidade
Fonte: FAP

Portugal regressava do intervalo a precisar de mais uma metade perfeita. A França marcou primeiro, mas Portugal, por António Areia, marcou de seguida. A segunda parte, como se esperava, recomeçou com grande intensidade e com ambas as equipas a quererem mais do jogo. Aos cinco minutos da segunda parte, Portugal até já ganhava por cinco golos, mesmo com a inferioridade numérica trazida do intervalo (20-15). Após alcançar a mais gorda vantagem do jogo (21-15), Portugal ficou descompensado pela exclusão de Miguel Martins aos seis minutos e sofreu dois golos de rajada. Com o fim do tempo de exclusão, a seleção recompôs-se e conseguiu chegar aos sete golos de diferença (24-17) aos 12 minutos da segunda metade.

O ambiente no pavilhão também ia ajudando – e muito – a seleção portuguesa. Paulo Pereira conseguia rodar a equipa e manter todos os jogadores com frescura física. Aos 22 minutos, Portugal alcançava uma vantagem de oito golos (29-21), com um parcial de 3-0, e parecia ter a vitória garantida, com Miguel Martins a brilhar nesta segunda parte. Era crucial manter a concentração defensiva e pausar o ataque. De facto, nada parecia abalar os jogadores portugueses. Grande jogo de andebol no multi-usos de Guimarães, com a Seleção Nacional a alcançar uma vitória histórica por 33-27 frente à colossal França, e chega ao 1º lugar do grupo 6.

No outro jogo do grupo, a Roménia venceu a Lituânia por 28-23, somando agora dois pontos, menos dois que a seleção portuguesa. Portugal e França voltam a encontrar-se no dia 14 de abril, no domingo, em Estrasburgo, França, a contar para a 4ª jornada do grupo 6 da qualificação para o Campeonato da Europa de 2020. 

EQUIPAS INICIAIS

Portugal: Humberto Gomes; Pedro Portela; Tiago Rocha; Rui Silva; Gilberto Duarte; Diogo Branquinho; João Silva

França: Luc Abalo; Luka Karabatic; Ludovic Fabregas; Valentin Porte; Vincent Gerard; Melvyn Richardson; Nédim Rémili

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