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Foi num Pavilhão Nº2 da Luz quase cheio que SL Benfica e FC Porto se defrontaram naquele que era o jogo grande da 25ª jornada do Campeonato. As duas equipas entravam para esta partida com cinco pontos de diferença.

De um lado, o FC Porto. 1º classificado com 67 pontos e menos um jogo, a equipa de Magnus Andersson vem num momento de forma incrível e entrava para este jogo com uma série de 16 vitórias consecutivas – a última derrota acontecera em Novembro frente ao Magdeburg. De outro lado, o Benfica, 3º classificado com 62 pontos e menos duas partidas realizadas, entrava neste jogo com a ambição de, em caso de vitória, poder ultrapassar o FC Porto na última jornada da competição.

O SL Benfica entrou concentrado e pressionante no jogo, defendendo 5-1 com Belone Moreira a assumir o papel de defesa avançado. Foi dessa maneira que a equipa da casa conseguiu frustrar o ataque portista, que nos cinco minutos iniciais apenas marcou um golo. Por sua vez, o SL Benfica ia circulando bem a bola, arranjando espaços não só para entradas aos seis metros, mas também para colocar bolas no pivot Paulo Moreno que ia aproveitando as oportunidades que lhe davam.

O FC Porto encontrou-se defensivamente com a entrada de Miguel Martins. Na baliza, Alfredo Quintana ia ficando cada vez mais inspirado, o que permitiu ao FC Porto alcançar uma vantagem de 9-11 à passagem do minuto 19. O jogo entrou depois numa toada onde os guarda-redes foram as figuras principais. De um lado Quintana, que realizou uma série de 4 ataques consecutivos sem sofrer golos, e de outro Ristovski, que ia mantendo o SL Benfica dentro do jogo, mesmo quando a equipa se encontrava em inferioridade numérica. Antes do fim da primeira parte, Quintana ainda defenderia o seu segundo livre de sete metros, fechando o resultado com as duas equipas a irem para o intervalo com o marcador a assinalar 10-14 favorável ao FC Porto.

A segunda parte foi semelhante. O Benfica entrou novamente mais forte e aos cinco minutos da segunda parte já reduzira a desvantagem de 10-14 para 13-14, por intermédio de uma entrada fulgurante do ponta-esquerda Fábio Vidrago. Ristovki ia novamente fechando a baliza, e a sua defesa a um livre de sete metros aos 36 minutos de jogo permitiu ao SL Benfica empatar a partida a 14. O FC Porto marcaria o seu primeiro golo no segundo tempo aos 37 minutos na conversão de um livre de sete metros, mas depois começou o espetáculo de Nyokas. O francês entrou com uma energia que contagiou não só os seus colegas como também as centenas de adeptos nas bancadas e marcou três golos que permitiram ao SL Benfica fazer o 17-17 aos 41 minutos. Quando um minuto depois o guarda-redes macedónio Borko Ristovski marcou um golo “baliza-a-baliza” para fazer 18-17 e dar a vantagem à equipa benfiquista, o treinador Magnus Andersson não teve outra opção senão colocar um time out para tentar colocar a sua equipa de volta na partida.

Experiência portista fez a diferença
Fonte: FAP

A pausa teve efeito e aí apareceu Alfredo Quintana. Aquele que é, possivelmente, o melhor guarda-redes a atuar em Portugal e dos melhores a nível europeu fechou a baliza. Aos 46 minutos, o pivot brasileiro Ales Silva falhou um chapéu ao guarda-redes luso-cubano, que permitiu ao FC Porto marcar de contra-ataque e colocar-se novamente na frente do marcador. A equipa da Invicta atingiu o 25-23 e na Luz temia-se que o resultado pudesse descambar. Mas os comandados de Carlos Resende recuperaram e chegaram mesmo ao empate a cinco minutos do fim.  Aos 28 minutos e 19 segundos, o lateral direito portista Djibril Mbengue recebeu a sua segunda exclusão de dois minutos, o que significava que o FC Porto iria jogar até ao final do encontro. Empurrado pelos seus adeptos, os jogadores benfiquistas foram à procura da vitória mas a ansiedade levou a melhor nos momentos finais. Alexandre Cavalcanti falhou o livre de sete metros que daria o empate à sua equipa e o pivot cubano Vitor Iturriza fechou o resultado, marcando o 25-27 a trinta segundos do fim.

O FC Porto venceu assim o clássico, numa partida recheada de emoção até ao final. A maior experiência e frescura física dos jogadores portistas acabou por ser fundamental para o desfecho da partida. Enquanto que Magnus Andersson conseguiu rodar a equipa sem grandes quebras no nível de jogo, Carlos Resende optou por apostar nos mesmos jogadores durante praticamente toda a partida e nos momentos finais esse esforço físico e mental acabou por ser sentido e fazer a diferença.

EQUIPAS

SL Benfica: Borko Ristovski (1), João Pais (1), Nuno Grilo (1), Alexandre Cavalcanti (6), Belone Moreira (3), Carlos Martins (2), Paulo Moreno (3), Hugo Figueira, Davide Carvalho, João Silva, Kévynn Nyokas (3), Ricardo Pesqueira, Arthur Patrianova, Fábio Vidrago (5), Miguel Espinha, Ales Silva.

FC Porto: Alfredo Quintana, Diogo Branquinho, Fábio Magalhães (5), Rui Silva (1), Djibril Mbengue (2), António Areia (4), Aléxis Borges (1), Victor Iturriza (4), Leandro Semedo, Yoan Blanco (2), Miguel Martins (4), Angél Zulueta (1), Daymaro Salina (1), Leonel Fernandes, Thomas Bauer, Miguel Alves (2).

 

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