Benfica e Sporting encontraram-se novamente para fechar a temporada. Desta vez no Pavilhão Municipal do Peso da Régua para decidir quem levava a Taça de Portugal para Lisboa. O Sporting, com a oportunidade de conquistar a dobradinha, o Benfica, com a chance de reparar o orgulho ferido pelo leão. As equipas já se tinham enfrentado quatro vezes esta época para o campeonato e o Sporting ganhou sempre.

O jogo começou praticamente com uma exclusão para Pedro Valdes e com a vantagem do Benfica. Começo com muita agressividade das duas equipas, a quererem ganhar o jogo a todo o custo. Na bancada sentia-se a energia com que o jogo estava a ser jogado. O Sporting marcou o seu primeiro golo perto dos cinco minutos e reduziu a desvantagem conseguida de contra-ataque pelo Benfica (3-1).

O ritmo de jogo frenético dava aos adeptos um espetáculo, digno da festa da Taça de Portugal. Benfica mais forte e concentrado no início, com o Sporting a recompor-se e a ter de correr atrás do resultado. No primeiro quarto de hora, o Benfica vencia por 7-6. A estratégia inicial dos encarnados passava por estancar Frankis Carol, que não se viu na primeira parte, sem conseguir ganhar espaços na defesa do Benfica. Skok substituiu Cudic na baliza dos verde e brancos, que não estava a fazer um jogo muito feliz, ao contrário da meia-final com o FC Porto.

O jogo ia acalmando e o Benfica ia aproveitando para gerir a vantagem, que, por volta dos 20 minutos, já era de quatro golos (11-7). Primeira parte fraca da equipa do Sporting, com pouco discernimento para encarar a final.  Os melhores iam sendo Belone Moreira e Hugo Figueira do Benfica, e Edmilson Araújo do Sporting, na “ausência” de Frankis Carol.

No final da primeira parte, Nuno Grilo, do Benfica, foi expulso e deixou a equipa descompensada nos restantes dois minutos. Grande primeira metade no pavilhão do Peso da Régua. O Benfica recolheu aos balneários com uma vantagem de cinco golos – 15-10.

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Sporting e Benfica defrontaram-se pela quinta vez em jogos oficiais esta época
Fonte: Andebol Portugal

A segunda metade começou, sem golos nos primeiros quatro minutos e meio, com uma exclusão para Alexandre Cavalcanti e um livre de sete metros falhado de Ivan Nickcevic. O Sporting regressou dos balneários com os mesmos problemas – dificuldade em criar situações claras de finalização e desinspiração geral da equipa – era visível o cansaço provocado pelo jogo com o FC Porto, no dia anterior.

As precipitações no ataque do Sporting sucediam-se e a vantagem do Benfica ia aumentando – perto dos 15 minutos o Benfica vencia por sete golos pela primeira vez (22-15). A 10 minutos do fim, fruto de uma confusão numa troca defesa-ataque de Tiago Rocha na equipa do Sporting, os verdes e brancos ficaram com três jogadores a menos.

Também Nickcevic acabou o jogo mais cedo por cartão vermelho direto por palavras ao árbitro.

Final praticamente sentenciada a precisar de uns minutos finais perfeitos da equipa do Sporting. Final que não se chegou a verificar. O Benfica leva a Taça ao vencer o Sporting por 31-24, num jogo em que o Sporting não chegou a estar verdadeiramente. Destaque para os nove golos de Davide Carvalho e para as fantásticas exibições de Belone Moreira, Pedro Seabra Marques, e de Hugo Figueira.

Carlos Resende conseguiu finalmente vencer Hugo Canela esta época em jogos oficiais.

A próxima época começa como acabou. Com um dérbi entre as duas equipas de Lisboa a disputarem a Supertaça.

EQUIPAS INICIAIS:

BENFICA:

Hugo Figueira. Pedro Seabra Marques, Alexandre Cavalcanti, Ricardo Pesqueira, Belone Moreira, Davide Carvalho e João Pais

SPORTING:

Aljosa Cudic, Carlos Carneiro, Edmilson Araújo, Tiago Rocha, Frankis Carol, Pedro Solha e Pedro Portela