O SL Benfica disputou nos dias 16 e 23 de novembro o acesso à Fase de Grupos da EHF Cup, a segunda mais importante competição europeia de clubes. Para cumprir o objetivo as “águias” tinham pela frente os croatas RK Nexe.

A primeira mão disputou-se na Croácia. O início no jogo foi equilibrado, mas os encarnados não conseguiram acompanhar o ritmo do jogo, deixando a equipa croata assumir o comando do marcador. Ao intervalo, o RK Nexe vencia 18-12 e o Benfica precisava de recuperar a desvantagem para a missão em Portugal não ser praticamente impossível. As principais melhorias da equipa de Carlos Resende foram na defesa, o que levou a que fosse possível reduzir a desvantagem no marcador para quatro golos, sendo o placar final 30-26. Não sendo um bom resultado, ao menos foi possível reduzir a desvantagem de seis golos do intervalo. Para as “águias” alcançarem a Fase de Grupos seria preciso vencer na Luz por cinco golos ou mais ou por quatro golos caso o RK Nexe marcasse menos de 26 golos.

Deste modo, o jogo da segunda mão era decisivo não só para a eliminatória, mas também para a época do Benfica, já que a equipa tem tido dificuldades em competir com o Sporting CP e o FC Porto a nível interno, tendo já perdido dois jogos com os dois rivais, ambos no Pavilhão da Luz. A tarefa à partida já era difícil e ainda mais ficou com as ausências de Petar Djordjic, melhor marcador da partida da primeira mão, e de Fábio Vidrago.

Sabendo que estava obrigado a vencer por pelo menos quatro golos, a equipa de Carlos Resende assumiu logo a vantagem no marcador no início da partida com uma defesa muito consistente e um ataque bem organizado. Ao intervalo, o resultado era 12-10, o que era insuficiente para atingir os objetivos da equipa. Durante a segunda parte, o Benfica teve, por várias vezes, vantagens de três/quatro golos, mas nunca conseguia adiantar-se no marcador de forma a ter uma vantagem mais segura, quer por falhas técnicas, quer pela boa exibição do guarda-redes da equipa adversária.

Na reta final da partida, o Benfica apenas tinha um golo de vantagem (24-23), adivinhando-se grandes dificuldades para alcançar um resultado que permitisse avançar a eliminatória. Mas nesse momento apareceram as grandes figuras, o capitão Paulo Moreno e o guardião Borko Ristovski, que foram decisivos nos últimos minutos com defesas e golos. Foi, inclusive, o pivot do Benfica que marcou o último golo da partida, mas ao regressar para a defesa cometeu um erro infantil que poderia ter sido fatal: impediu a reposição de bola do RK Nexe, sendo, assim, expulso e a equipa croata teve direito a um livre de sete metros que sendo concretizado teria eliminado o Benfica. Felizmente para o Benfica e para o Andebol Português, Dumencic desperdiçou a oportunidade e os encarnados apuraram-se para a Fase de Grupos da EHF Cup.

O momento chave da eliminatória: a bola à trave no último suspiro da partida
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Estas são boas notícias para o SL Benfica, já que uma boa prestação europeia pode ser a última esperança para uma boa época e para Carlos Resende, que está no último ano de contrato, manter o seu lugar como treinador, já que o Benfica não parece ter as mesmas armas para lutar pelo campeonato com o FC Porto e o Sporting CP em níveis de Liga dos Campeões. Mas estas são também boas notícias para o Andebol Português, já que ao mesmo tempo que o FC Porto e o Sporting CP estão encaminhados para se apurarem para a próxima fase da EHF Champions League, o SL Benfica vai estar na Fase de Grupos da EHF Cup.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

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