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Grande clássico de andebol esta quarta-feira. Em partida referente à 18ª jornada do Campeonato Andebol 1, Sporting CP e FC Porto defrontaram-se no Pavilhão João Rocha, que se vestiu de gala com 2602 espetadores, num jogo cheio de emoção.

Com uma enorme atmosfera no pavilhão, proporcionada pelos 2602 espetadores presentes, o FC Porto entrou mais forte. Com Alfredo Quintana num excelente momento de forma, a equipa da casa tinha dificuldades em ultrapassar o guardião portista, que ia defendendo grande parte das tentativas ofensivas do Sporting CP de tal forma que, aos cinco minutos de jogo, o marcador já assinalava um 5-2 favorável aos visitantes.

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Tal como tem sido recorrente ao longo a época, os comandados de Hugo Canela entraram extremamente nervosos na partida, colecionando falhas técnicas no plano ofensivo e defensivo. Aos dez minutos de jogo, a partida teve de ser interrompida durante largos minutos devido ao lançamento de objetos para dentro de campo por parte da claque sportinguista. Essa pausa acabou por beneficiar o infrator, uma vez que, de seguida, o Sporting CP voltou ao jogo mais calmo e assertivo em ambos os planos de jogo. Aos 22 minutos, o FC Porto continuava na frente do marcador, em grande parte devido à entrada do jovem Miguel Martins – que cada vez mais se afirma como o jogador mais influente da equipa, a par de Alfredo Quintana – em jogo, conferindo velocidade e clarividência no momento ofensivo.

Apesar de ter havido uma aproximação por parte da equipa leonina, a maior eficácia no momento da finalização por parte do FC Porto ia fazendo a diferença e permitia-lhe manter a vantagem – pontas António Areia e Diogo Branquinho iam sendo os mais esclarecidos – de tal forma que, ao intervalo, o marcador assinalava 12-15 favorável à equipa visitante.

A segunda parte foi diferente, apesar de ter começado de forma bastante semelhante. O Sporting CP procurava anular a desvantagem trazida do primeiro tempo, mas o FC Porto ia-se mostrando extremamente coeso – uma caraterística que tem demonstrado ao longo da época. No entanto, a equipa da casa vinha do intervalo com a lição mais bem estudada no plano defensivo e desde cedo se percebeu que os jogadores portistas teriam de trabalhar mais para marcar golos na segunda parte.

Aos 39 minutos, o ponta-direita Valentin Ghionea falhou o seu primeiro livre de sete metros e, na resposta, o FC Porto conseguiu fazer o 15-19, aumentando a vantagem para quatro golos de diferença. Nas bancadas temia-se o pior, mas depois apareceu Skok. Matevz Skok.

O guarda-redes esloveno apareceu quando a sua equipa mais precisava, fechando a baliza a sete chaves nos últimos 22 minutos e permitindo a reviravolta no marcador. Uma série de três defesas consecutivas permitiu à equipa conseguir um parcial de 3-0, deixando a desvantagem em apenas um golo. O FC Porto encontrou-se e conseguiu voltar a encontrar o caminho para o golo, mas, nesse momento, e embalado pela força vinda da bancada, o Sporting CP já tinha ganhado confiança. O empate chegou aos 18 minutos e, desse momento para a frente, assistiu-se a uma autêntica batalha.

Cada ataque tinha de ultrapassar uma autêntica muralha defensiva
Fonte: FPA

Ambas as equipas procuravam a vitória mas Skok ia fazendo a diferença. Ao defender o seu segundo livre de sete metros na segunda parte, permitiu à equipa de Hugo Canela atingir pela primeira vez a liderança no marcador à passagem do minuto 25, por intermédio de Frankis Carol. Esse foi um momento decisivo na partida, uma vez que, desse momento para a frente, e pela primeira vez na partida, se viu uma equipa portista completamente desnorteada, procurando o golo com mais coração do que com cabeça.

As falhas técnicas sucediam-se e o Sporting CP ia aproveitando para dilatar a vantagem no marcador, com o resultado final a ser de 26-23 favorável ao Sporting, um resultado que não espelha o equilíbrio que se sentiu durante a partida.

EQUIPAS

Sporting CP: Matevz Skok, Ivan Nikcevic (2), Frankis Carol (5), Bosko Bjelanovic, Pedro Valdes (2), Edmilson Araújo (3), Valentin Ghionea (8), Rafael Paulo, Carlos Ruesga (2), Pedro Solha (1), Aljosa Cudic, Tiago Rocha, Carlos Carneiro, Fabio Chiuffa, Nuno Reis, Luís Frade (3).

FC Porto: Alfredo Quintana, Diogo Branquinho (4), Fábio Magalhães (2), Rui Silva (1), Djibril Mbengue (2), António Areia (7), Alexis Borges (1), Victor Iturriza, Leandro Semedo, Yoan Blanco, Miguel Martins (3), Angel Zulueta, Daymaro Salina (1), Leonel Fernandes, Thomas Bauer, Miguel Alves (1).

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