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A fase final arrancou esta quarta feira com dérbi no Pavilhão João Rocha. Sporting e Benfica voltaram a encontrar-se pela terceira vez no campeonato nacional, num jogo controlado pelos verde e brancos.

As formações entraram em campo separadas apenas por um ponto e com uma casa muito bem composta pelos adeptos leoninos. Os treinadores fizeram alinhar algumas caras menos habituais, fruto das ausências de Carlos Ruesga e de Alexandre Cavalcanti e do cansaço acumulado: Hugo Canela lançou Luís Frade e Carlos Carneiro a titulares enquanto Carlos Resende optou por colocar João Silva e Arthur Patrianova.

O jogo começou com algumas falhas técnicas de parte a parte e foi preciso esperar quatro minutos para assistir ao primeiro golo da partida. Grande equilíbrio inicial como se tem verificado nos confrontos entre estas duas equipas (uma vitória para cada lado pela margem mínima, no campeonato). Por volta dos dez minutos de jogo, leões e águias encontravam-se empatados 4-4.

Com as defesas bem afinadas, o Sporting em 6×0 e o Benfica em 5×1, as soluções atacantes a passavam bastante pelas pontas. Aos 20 minutos, o Sporting conseguia vencer por 8-6, alcançando a maior vantagem até ao momento. O Benfica, já com Pedro Seabra em campo, ia tendo muitas dificuldades na finalização e em encontrar soluções. Enquanto o Benfica falhava, o Sporting aproveitava para ampliar a vantagem e para chegar ao intervalo a ganhar por 13-9.

A primeira parte ficou marcada pela agressividade dos jogadores e pelas muitas exclusões – sete ao todo, cinco para o Sporting (duas delas para Carlos Carneiro) e duas para o Benfica. Os pontas, Valentin Ghionea e Fábio Vidrago, iam brilhando com quatro golos cada, sendo os melhores marcadores das suas equipas.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Os leões voltaram do intervalo com a mesma concentração e marcaram dois golos logo a abrir a segunda parte (15-9). As águias reagiram e rapidamente repuseram a desvantagem de quatro golos, trazida da primeira parte (15-11).

Os verde e brancos apresentavam-se muito confortáveis no jogo, a mostrarem as variadas opções ofensivas de que dispõem, a criarem grandes dificuldades aos encarnados. Nos primeiros 10 minutos da segunda parte, as equipas passaram por fases opostas – um Sporting sereno, com as situações relativamente controladas, a alcançar uma vantagem de sete golos (19-12), e um Benfica muito errante e sem conseguir penetrar a sólida defesa leonina. 

O Benfica conseguiu reagir por volta dos 15 minutos da segunda metade, mostrando algumas melhorias no ataque mas sem grande reflexo no marcador (21-17). Os 10 minutos finais foram de grande luta das águias a tentarem uma aproximação no marcador. Belone Moreira e Pedro Seabra eram dos mais inconformados com o resultado.

Apesar do esforço, os bicampeões nacionais estiveram a um nível superior e não cometeram muitas falhas que permitissem ao Benfica uma recuperação. Corria quase tudo bem à equipa de Hugo Canela, com Luís Frade a fazer uma segunda parte de grande nível. O jogo terminou com uma vitória clara dos leões a venceram as águias por 29-22.

O Sporting deixa assim o rival, Benfica, a três pontos do 1.º lugar, e dá um passo importante na luta do título. 

EQUIPAS INICIAIS

Sporting CP: Aljosa Cudic; Ivan Nickcevic, Valentin Ghionea, Carlos Carneiro, Frankis Carol, Luis Frade, Edmilson Araujo

SL Benfica: Borko Ristovski; Paulo Moreno, Belone Moreira, João Silva, Fábio Vidrago, Arthur Patrianova, Carlos Martins

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