A CRÓNICA: AS EXIGÊNCIAS MÍNIMAS ESTÃO CUMPRIDAS

Mais um jogo, mais uma oportunidade de fazer história. Portugal defrontou hoje a Tunísia na primeira jornada do Torneio Pré-Olímpico, na tentativa de conquistar um lugar histórico nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Este foi também o primeiro jogo após o falecimento de Alfredo Quintana, tornando-o repleto de emoções. Neste torneio Portugal não pôde contar com Humberto Gomes, Gilberto Duarte e Alexis Borges. Devido à ausência de ambos os guarda-redes houve uma revolução nos guarda-redes convocados, com três jovens a terem a sua oportunidade: Gustavo Capdeville, Diogo Valério e Manuel Gaspar. Nota ainda para o regresso de Tiago Rocha aos compromissos internacionais.

Pedro Portela abriu o marcador com um golo em contra-ataque. Ambas as equipas iniciaram o jogo com defensas 6×0, mas com os defensores a adiantarem-se, principalmente na defesa portuguesa, com André Gomes a fazer esse papel de defesa mais adiantado. Os comandados de Paulo Jorge Pereira apresentaram-se muito consistentes defensivamente, permitindo aproveitar ataques rápidos e contra-ataques que permitiram construir uma vantagem que chegou a ser de cinco golos. No entanto, essa consistência não durou toda a primeira parte, já que Portugal passou por alguns momentos mais complicados quer no aspeto ofensivo, quer defensivo, permitindo que a Tunísia recuperasse alguma da desvantagem, mas nunca de modo a colocar em perigo a posição de Portugal na frente do marcador. Os “heróis do mar” saíram para o intervalo a vencer 11-15.

Portugal entrou muito bem no recomeço da partida, aumentando a vantagem que trazia do intervalo, vantagem essa que chegou a ser de oito golos. No entanto, a Tunísia nunca desistiu da partida e a apenas dez minutos do final a vantagem passou a ser de apenas quatro golos. Ainda assim, Portugal conseguiu recuperar alguma da vantagem perdida e vencer a partida, com o resultado final a ser 27-34.

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Com esta vitória os requisitos mínimos nesta Fase de Qualificação estão cumpridos e agora é esperar pelos outros resultados e tentar pelo menos uma vitória nos dois jogos que se seguem contra a Croácia e a França. O próximo jogo é já amanhã às 17h30 contra a Croácia.

A FIGURA

Fonte: Andebol Portugal

André Gomes – O jogador do FC Porto assumiu um papel preponderante na organização ofensiva e não desiludiu. Sete golos (78%) e duas assistências em pouco mais de 34 minutos de jogo, naquele que foi um dos melhores jogos do jovem ao serviço da Seleção. Nota ainda para o grande jogo de Belone Moreira, que deixou esta escolha muito difícil.

O FORA DE JOGO

Fonte: IHF

Organização defensiva portuguesa – As ausências de Gilberto Duarte e Alexis Borges podem explicar algumas dificuldades, mas não são justificação total para os sinais preocupantes que foram deixados durante o jogo de hoje. Não fosse a boa entrada em jogo de Gustavo Capdeville, a história da partida podia ter sido muito diferente. Caso esta vertente não melhore Portugal irá ter grandes dificuldades nos jogos que se seguem.

ANÁLISE TÁTICA TUNÍSIA

Uma equipa forte fisicamente que, ofensivamente, aproveitou a força e qualidade dos seus pivots e da primeira linha, nomeadamente do lateral direito Amine Bannour, para criar dificuldades a Portugal. No entanto, defensivamente não teve capacidade de controlar a veloz circulação de bola portuguesa, que conseguiu sempre encontrar espaços na sua organização defensiva.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Mehdi Harbaouri (4)

Ghassen Toumi (4)

Ramzi Majdoub (5)

Amine Bannour (5)

Yousef Maaref (6)

Ghazi Ben Ghali (7)

Amine Darmoul (8)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Marouen Maggaiz (4)

Ryadh Souid (6)

Wael Mzoughi (6)

Oussama Boughanmi (8)

Issam Rzig (4)

Islem Jbeli (8)

Jilani Maaref (4)

Oussama Jaziri (4)

Anouar Ben Abdallah (8)

 

ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL

Em termos ofensivos, foi uma exibição muito bem conseguida por parte da Seleção, conseguindo sempre encontrar soluções para marcar, como mostram os 34 golos marcados. Mas em termos defensivos as notícias não são tão boas. Durante vários momentos a equipa teve muitas dificuldades em controlar a zona central da defesa, tal como a ligação com os pivots. Mais preocupante ainda é que esta não é uma dificuldade recente, sendo um problema que foi várias vezes identificado durante o Mundial em janeiro. Este é um aspeto a melhor se Portugal quer ter hipóteses de se qualificar para os Jogos Olímpicos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (6)

Diogo Branquinho (6)

André Gomes (9)

Fábio Magalhães (8)

Pedro Portela (7)

Luís Frade (6)

Daymaro Salina (6)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Manuel Gaspar (5)

Victor Iturriza (7)

Miguel Martins (8)

Belone Moreira (9)

Rui Silva (8)

Alexandre Cavalcanti (5)

António Areia (8)

Leonel Fernandes (8)

Tiago Rocha (5)

Foto de Capa: IHF

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