A CRÓNICA: FC Porto cai diante a equipa polaca, mas mantém a chama acesa

Em jogo a contar para a 12.ª e antepenúltima jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o FC Porto deslocou-se até à Polónia para defrontar o Vive Kielce.

A jogar fora de portas, num pavilhão praticamente lotado, o FC Porto não se deixou intimidar e assumiu de imediato a dianteira do marcador, com André Gomes a carimbar os três primeiros tentos portistas. Aos cinco minutos vencia por 3-1.

Foram precisos estarem decorridos 11 minutos para os polacos voltarem a nivelar o placard e a meio da primeira parte conseguiram finalmente passar o comando do encontro, 7-6, obrigando Magnus Andersson (treinador portista) a solicitar o seu primeiro time-out.

Daí até ao final do primeiro tempo, os azuis e brancos apresentaram-se muito competentes, não permitindo que o Kielce cavasse alguma vantagem.  Ao intervalo registava-se um empate a 12 golos.

Já no segundo tempo, o FC Porto entrou completamente desconcentrado. Parecia outra equipa em campo. E a este nível acabou por pagar bem caro.

O conjunto da casa não se fez de intrigas e com um parcial de 4×0 abalou animicamente os forasteiros.
A partir daqui os portistas ainda tentaram sucessivas aproximações, mas a eficácia de Andreas Wolf na Baliza, e de Álex Dujshebaev no ataque, não permitiram à equipa visitante voltar a entrar na discussão do encontro.

Note-se agora, que na pior das hipóteses o FC Porto desce para o sexto lugar da fase de grupos. Posição que ainda assim garante a passagem à próxima fase.

A FIGURA

Fonte: Vive Kielce

Álex Dujshebaev – O lateral direito espanhol foi o jogador em destaque na partida. Apontou 7 tentos certeiros e consagrou-se no melhor marcador do encontro. A sua imprevisibilidade e variedade de recursos foram uma dor de cabeça para a defesa portista.

FORA DE JOGO

Fonte: FPA

António Areia – O atleta internacional português teve muito aquém do seu melhor nível, quer na linha de sete metros, quer no seu posto específico. Ao contrário de Diogo Branquinho (ponta-esquerda azul e branco), António Areia esteve muito apagado da partida. Somou apenas um golo na conta pessoal.

ANÁLISE TÁTICA DO KIELCE

Desde os instantes inicias se percebeu que o Kielce trazia a lição em estudada. Na primeira parte, com um sistema defensivo 5×1 muito agressivo, iam tentado anular o organizador de jogo portista, Miguel Martins.

No segundo tempo, com a entrada de Fábio Magalhães, mudaram parcialmente o foco, optando por um sistema de 4×2, tentando, assim, aniquilar tanto o central como o lateral esquerdo portista.

Com a constante agressividade e com as alternâncias no eixo defensivo o Kielce acabou por se superiorizar, convertendo as recuperações de bola em contra-ataques letais.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Andreas Wolf (9)

Daniel Dujshebaev (6)

Blaz Janc (7)

Ángel Fernández (7)

Artem Karalel (7)

Romaric Guillo (7)

Doruk Pehlivan (6)

Igor Karacic (8)

Mateusz jachlewsky (8)

Arkadiusz Moryto (7)

Julen Aginagalde (7)

 

ANÁLISE TÁTICA DO FC PORTO

A nível ofensivo o FC Porto pecou “apenas” pela finalização aos seis metros, muito por culpa de Andreas Wolf, guardião adversário.

Já no que concerne ao capítulo defensivo, o conjunto azul e branco foi desastroso no segundo tempo. O habitual 6×0: agressivo, flexível e solidário não existiu. E acabou por pagar caro essa tremenda passividade.

 

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Alfredo Bravo (7)

Victor Alvarez (6)

Miguel Martins (7)

Djibril Mbengue (6)

Branquinho (7)

André Gomes (7)

António Areia (4)

Rui Silva (6)

Daymaro Salina (6)

Yoan Blanco ()

Leonel Fernandes ()

Alexis Borges (5)

Thomas Bauer (5)

Miguel Pinto (5)

Angel Hernandez (6)

Fábio Magalhães (7)

 

Foto de Capa: FAP

 

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