NCAA: Um olhar por dentro de uns campeonatos universitários ao nível da elite mundial!

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Claro que com tanto dinheiro a circular, muitos se deverão perguntar qual é a fatia destinada aos atletas. Pois bem, além da bolsa de estudo, os atletas não são remunerados. Têm desde há pouco tempo, refeições/snacks gratuitos em determinadas alturas do dia (na transição das aulas para a parte desportiva) e é só. Tendo em conta o valor dos estudos nos EUA e a formação que estão a receber, muitos poderão dizer que não é coisa pouca. Mas será que é justo para quem, no fundo, é o centro do desporto e quem, de facto, faz mexer as finanças, sendo que o aproveitamento escolar até ficará prejudicado pela falta de tempo e ou desgaste físico e psicológico? Muitas vozes se têm levantado nos últimos anos a reivindicar que estes atletas de nível de elite sejam pagos. Afinal, enquanto estão a representar as suas Universidades, muitos deles rejeitam contratos milionários com conhecidos patrocinadores, preferindo manter-se nas escolas, onde não é permitido qualquer tipo de patrocínio, apesar da NCAA em si ter vários patrocínios de algumas das principais marcas mundiais, como a Coca-Cola, a AT&T ou a CapitalOne, obtendo ainda lucros de transmissões televisivas (e intervalos comerciais) ou videojogos. Claro que as escolas se defendem, argumentando que também investem nesses estudantes e que o seu dia chegará, quando passarem a profissionais, fundamentando que os mesmos não são empregados e sim estudantes.

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A isto os atletas contrapõem com as duríssimas exigências e horários da conciliação entre escola e desporto, que obviamente não permitem uma preparação e rendimento semelhantes a nível escolar, comparativamente com aqueles que não têm as duas vertentes, pelo que isso por si não serve como moeda de pagamento face ao esforço despendido.

Acontece ainda que existem muitos casos em que os atletas nunca chegam a dar esse passo pelas mais variadíssimas razões. Aliás é a norma. Menos de 3% dos atletas dão o salto. Seja porque não se adaptaram à profissionalização da actividade, seja por lesões que os impeçam de continuar a actividade desportiva ou porque a evolução não foi a suficiente para os padrões profissionais. Nesses casos, os atletas apenas guardarão as memórias das conquistas escolares porque lucros financeiros do seu hercúleo esforço não existirão. A discussão continua animada e assim continuará, com a divulgação de alguns dos salários pagos a membros da NCAA, administradores e a treinadores colegiais.

E no meio disto de todo este mundo universitário, onde fica o Atletismo? O Atletismo – ou Track and Field, como é conhecido nos EUA, sendo que fazem a separação em relação ao Cross – ocupa uma parte significativa deste modelo universitário. O Atletismo é a preferência, tanto no masculino quanto no feminino, no que concerne a desportos individuais, apresentando números entre os 26.000 e 30.000 atletas anualmente com bolsas no Track and Field (se somarmos o Cross, os números vão acima dos 40.000). O número de escolas a oferecer programas de Atletismo tem vindo a crescer significativamente ao longo dos anos, sendo que no feminino, por exemplo, temos hoje mais cerca de 400 escolas a oferecer programas em comparação com os dados da década de 80.

Foto de Capa: Athletics Weekly

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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