Há pouco mais de uma semana, o mundo acordou chocado com as notícias que vinham do Texas. Dois recordes mundiais indoor e dois recordes nacionais norte-americanos tinham caído numa só noite dos Campeonatos Universitários! Mas afinal o que têm os Universitários norte-americanos de tão especial que os colocam ao nível da elite do Atletismo, com algumas marcas superiores, inclusive, às que vimos nos Mundiais?

Os Campeonatos: Recordes, Marcas e Figuras

O novo Recorde Mundial dos 400 Metros Indoor:

Voltando àquela noite de sábado. Michael Norman, com apenas 20 anos, corria apenas a sua terceira corrida Indoor de 400 metros na sua carreira. Não se pode dizer que Norman fosse um desconhecido. Não era. Em 2016, ao ar livre, Norman sagrou-se campeão mundial sub-20 dos 200 metros na Polónia. Este ano, em Fevereiro, já tinha corrido em 45.00 segundos os 400 metros indoor, nos EUA, naquele que era o segundo melhor tempo do ano antes destes campeonatos. Portanto, Michael Norman já era uma das grandes promessas norte-americanas e mundiais do Atletismo. Mas nunca ninguém imaginou que no passado dia 10 de Março, corresse a distância em 44.52 segundos, marca que é um novo recorde mundial da distância, batendo o anterior recorde de Kerron Clement (44.57) que durava desde 2005! No mesmo dia, o jamaicano Akeem Bloomfield, também de 20 anos, correu, nos mesmos campeonatos, a distância em 44.86, tornando-se o sexto melhor atleta da história e o melhor jamaicano da história da distância indoor!

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As grandes prestações não se ficaram por aí: nos 4×400, tivemos três equipas universitárias abaixo do recorde mundial polaco alcançado em Birmingham há poucas semanas! A equipa da USC – que contava com…Michael Norman! – foi mesmo a primeira da história a baixar dos 3 minutos e 1 segundo, com 3:00.77!

A prova mais rápida de sempre nas estafetas!

Porém, não se sabe ainda se este será o novo recorde mundial. Expliquemos: para que seja considerado um recorde mundial nas estafetas, a IAAF exige que todos os atletas sejam representantes do mesmo país (de forma a que se evitem também compras de atletas unicamente para se bater recordes). Acontece que um dos atletas da USC (Rai Benjamin) que até nasceu nos EUA (e tem dupla nacionalidade) aparece ainda oficialmente como representante da Antígua & Barbuda. Para complicar tudo, já desde o ano passado que o atleta tinha apelado para competir pelos EUA! Resumindo, neste momento não existe ainda uma versão oficial, mas mesmo que esta marca não seja considerada recorde mundial (sendo, no caso, um “World Best”), o recorde caiu de certeza naquela noite, porque a equipa segunda classificada (Texas A&M) era toda formada por atletas norte-americanos e correram em 3:01.39!