O Atletismo nos Commonwealth Games: Os Eventos a não perder!

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Masculino

100 Metros: Pode ser uma das provas de peso dos campeonatos, aguardando-se com expectativa o que poderão fazer Yohan Blake (JAM), Julian Forte (JAM) e Akani Simbine (RSA). Blake é o atleta mais rápido do mundo em actividade e procura em 2018 ocupar o lugar deixado vago por Usain Bolt, tendo a “bênção” do raio jamaicano – que até estará presente na Austrália.

Yohan Blake, o homem mais rápido do planeta em actividade
Fonte: IAAF

Yohan Blake, o homem mais rápido do planeta em actividade   Fonte: IAAF

Por outro lado, Julian Forte continua a ser, aos 25 anos, alguém em quem os jamaicanos depositam esperanças, sendo que terminou 2017 em excelente forma (depois da decepção de Londres), ao baixar a sua melhor marca pessoal para os 9.91. Mas haverá o sul-africano Akani Simbine que já correu em 9.89 e na época passada apresentou-se em grande forma por esta altura do ano. À procura de também entrar no pódio estará Adam Gemili (GBR), o britânico que foi campeão mundial sub-20 em 2012 e que também tem um melhor pessoal abaixo dos 10 segundos.

200 Metros: O jamaicano Rasheed Dwyer venceu em 2014 e voltará a estar por cá, mas sabe que irá ter que correr bem mais rápido para vencer. A concorrência é de peso e à cabeça vem o nome do nome que para já marca a velocidade mundial neste arranque de 2018: Clarence Munyai (RSA). O sul-africano de apenas 20 anos correu em 19.69 há poucas semanas, destruindo o recorde nacional de Van Niekerk e colocando-o no top 10 dos atletas mais rápidos da história nos 200. Mais ninguém ainda baixou dos 20 segundos este ano e por isso Munyai é o natural favorito.

Mas atenção que em pista teremos Jobodwana (RSA), o seu compatriota que foi Bronze nos Mundiais de Pequim; Warren Weir (JAM) bronze nos Olímpicos de Londres e Prata nos Mundiais de Moscovo e um Zharnel Hughes (GBR) que até correu os 100 metros mais rápidos neste arranque de época. Mas não se deixem enganar, a maior ameaça Munyai pode vir da Trinidad e Tobago. É que presente estará Jereem Richards, ele que na época passada correu abaixo dos 20 segundos e alcançou um Bronze nos Mundiais de Londres.

400 Metros: Isaac Makwala (BOT) ainda não esqueceu o seu afastamento dos 400 metros em Londres (onde se considerou injustiçado) e quer aqui uma ligeira desforra, mostrando ao mundo do que é capaz. Tem o tempo mais rápido do ano, mas poderá enfrentar a concorrência de dois seus jovens compatriotas já habituados a grandes palcos: Baboloki Thebe e Karabo Sibanda. Ambos os atletas já cheiraram as medalhas em grandes eventos e quererão mostrar aqui que estão prontos para os grandes palcos. Por lá andará o campeão júnior em 2014, Machel Cedenio (TTO), mas outra grande ameaça pode vir de Bralon Taplin (GRN) que correu uns espectaculares 44.88 em pista coberta este ano e que pode vir aqui surpreender ao ar livre.

1500 Metros: Interessantíssimo duelo pelo Ouro entre dois quenianos que mandaram no mundo na temporada passada. Elijah Manangoi (KEN) levou o Ouro nos Mundiais de Londres com uma chegada ao limite com Timothy Cheruiyot (KEN) e ambos estarão aqui presentes em Brisbane. Espera-se assim muita emoção, num duelo apimentado pela presença do terceiro queniano, que é nada mais, nada menos, que o jovem de 18 anos, Kumari Taki (KEN), o campeão mundial sub-20 em 2016, um ano depois de ter sido também campeão mundial sub-18! São os 3 homens mais rápidos nesta temporada e deverão preencher o pódio. Por fora, correrão os escoceses habituados a grandes palcos, Chris O’Hare e Jake Wightman.

110 Metros Com Barreiras: Antonio Alkana (RSA) tem o melhor tempo deste início da temporada, mas não é o nosso favorito à vitória e talvez nem a ficar no pódio. À cabeça pensamos em Andrew Pozzi (GBR) que acaba de se sagrar campeão mundial Indoor (embora em indoor a distância seja mais curta, 60) e chegará a estes campeonatos motivado. Outro candidato europeu é Milan Trajkovic (CYP), finalista nos Jogos do Rio que quererá esquecer a desilusão da falsa partida em Birmingham, onde era um dos favoritos.

Por lá andará também um finalista de Mundiais, Shane Brathwaite de Barbados, mas muita atenção ao trio jamaicano! Hansle Parchment (JAM) desiludiu na final de Londres (8º), mas antes havia conseguido uma Prata nos Mundiais de Pequim e um Bronze nos Olímpicos de Londres em 2012. Procurará aqui recuperar a sua forma de há 3 anos, esquecendo o seu passado mais recente.

Coisa que certamente De’Jour Russel (JAM) não quererá esquecer. No verão passado sagrou-se campeão mundial sub-18 e com 18 anos acabados de fazer quer conquistar um lugar entre os mais experientes das barreiras. Por fim, Ronald Levy (JAM) que fez a extraordinária marca de 13.05 em Paris no ano passado e se andar próximo dessa marca dificilmente verá o Ouro fugir. Mas para já não parece andar nada próximo…

Salto em Comprimento: Luvo Manyonga  (RSA) muito prometia enquanto jovem, depois de ter sido campeão mundial júnior. Passou por uma travessia no deserto, com a dependência em drogas a ser assumida pelo atleta como o principal factor, mas felizmente deu a volta por cima. No Rio alcançou a Prata. Em Londres, o Ouro nos Mundiais, sendo o actual grande nome da disciplina a nível mundial. Perdeu o Ouro nos Indoor de Birmingham por centímetros, mas é, claro, o grande favorito aqui. Ainda assim, será uma dura batalha com o seu compatriota, Ruswahl Samaai (RSA) que já saltou 8.39 metros neste início de época.

Samaai foi medalhado de Bronze nos Mundiais que Manyonga venceu no verão passado, medalha que também já alcançou nestes Jogos em 2014 e quer aqui uma medalha mais alta, depois de se sagrar campeão africano há 2 anos. Na disputa pelas medalhas estará também Fabrice Lapierre (AUS). Lapierre parece longe da forma que lhe valeu a Prata nos Mundiais de Pequim e nos Indoor de Portland (anteriormente já havia sido campeão mundial Indoor em Doha em 2010), mas nunca pode ser um nome a riscar. Ele que já sabe o que é vencer esta competição, tendo alcançado o Ouro em 2010.

4×100: Depois dos Mundiais de Londres onde surpreenderam e levaram o Ouro, a estafeta britânica 4×100 volta a apresentar-se forte nestes jogos, embora sem a presença de Chijindu Ujah.

Mas claro que bater a concorrência jamaicana não será fácil, não sendo de prever que ocorra um acidente como o que ocorreu com Bolt nesses Mundiais. Ainda assim e apesar da equipa de Trinidad e Tobago parecer bastante forte, os favoritos talvez até sejam os sul-africanos, que apresentarão um fortíssimo elenco com Simbine, Munyai, Jobodwana e Alkana. Será certamente um dos momentos mais entusiasmantes dos campeonatos.

Nas outras provas, várias outras estrelas estarão presentes, embora o seu domínio seja, pelo menos, à partida mais previsível. Nijel Amos (BOT) é o favorito nos 800, Cheptegei (UGA), Prata em Londres nos 10000, é o favorito nos 5000 e nos 10000 e Conseslus Kipruto (KEN) nos 3000 Obstáculos. No field, Tomas Walsh (NZL) é também o grande favorito no Lançamento do Peso e Julius Yego (KEN) quer recuperar a glória de outrora e revalidar o título no Dardo.

Nas provas combinadas, Damian Warner (CAN) não deverá ter quaisquer problemas para levar o Ouro e nos 400 metros barreiras não conseguimos esconder o interesse em ver o que fará o jovem Kyron McMaster (BIV) depois de uma época passada tão forte coroada com a vitória na Diamond League, mas também “manchada” pela desqualificação nos Mundiais. Por fim, no Salto Com Vara, o campeão mundial de Pequim, Shawn Barber (CAN) já mostrou uma grande forma esta temporada (saltou 5.92 a semana passada) e deverá terminar o concurso sozinho.

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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