O domínio germânico no Dardo masculino

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2018 arrancava com enormes expetativas em relação a esta disciplina. Os três alemães haviam mostrado um nível excecional no ano transato e este seria um ano com Campeonatos da Europa em casa. A temporada praticamente começava com duas bombas de Vetter! Na África do Sul, ainda em Fevereiro, lançava já acima do 90 metros (91.22) e um mês depois viria a Leiria lançar 92.70 metros, marca que curiosamente até viria a ser a melhor marca mundial de todo o ano. 

O lançamento de Vetter em Leiria foi a melhor marca do ano
Fonte: European Athletics

Apesar de Vetter ainda ter mostrado alguma regularidade nas competições seguintes (chegando a lançar acima dos 91 em Doha), a verdade é que uma lesão viria a afetar as performances do atleta, tendo até chegado a perigar a participação do mesmo nos Europeus de Berlim. 

Thomas Rohler, por outro lado, manteve um nível regular ao longo do ano, embora também tenha obtido o seu lançamento mais longo logo em Maio, em Doha, ao lançar 91.78 metros, numa competição em que 3 alemães passaram os 90 metros, algo que nunca havia acontecido com nenhum país na história do evento. Apesar da regularidade, Rohler chegava aos Europeus sem vencer uma competição há dois meses, o que levantava algumas incertezas quanto ao favoritismo do campeão olímpico. 

Quem parecia chegar melhor aos Europeus era Andreas Hofmann. O atleta que deu o grande pulo no ano transato fez uma época de grandíssima qualidade, tendo passado pela primeira vez dos 92 metros em Junho, em Offenburg. Os 92.06 metros de Hofmann colocam-no no 8º lugar do ranking da história do Dardo e viria a capitalizar esse resultado com uma série de boas marcas, vencendo os Nacionais germânicos na frente de Rohler e Vetter, ao lançar 89.55 metros.

Hofmann foi um dos atletas em maior destaque em 2018
Fonte: IAAF Diamond League

Chegados aos Europeus de Berlim, havia a expetativa de um pódio totalmente germânico em casa. Vetter cedo demonstrou que não estava ainda na sua melhor forma. Embora na qualificação tenha lançado acima dos 87 metros, na final ficou-se pelos 83.27 metros, o que lhe deu apenas um 5º lugar. Fechou por aí a temporada por não se considerar nas melhores condições físicas. Andreas Hofmann, que talvez fosse o favorito por essa altura, lançou 87.60 metros, mas a marca apenas chegou para a medalha de Prata. Hofmann viria ainda a fechar o seu grande ano com a conquista do Diamante nas finais da Diamond League de Zurique, com um enorme lançamento de 91.44 metros. Já Thomas Rohler, o campeão olímpico, voltou a mostrar ser uma aposta fiável e o seu lançamento de 89.47 metros em Berlim deu-lhe o seu primeiro título europeu. Mais tarde, no ano, ainda venceria a Continental Cup em Ostrava com 87.07. 

Terminava assim um ano que até chegou a ameaçar mais a nível de marcas (tal a forma como se iniciou), mas que teve nos 3 alemães os únicos a terem ultrapassado os 90 metros, partilhando entre si as 11 melhores marcas de competição do ano. 

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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