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Sem público, recheado de medidas de distanciamento social e com algumas ausências notórias, realizam-se já nos próximos dias (de 4 a 7 de Março) os Europeus em pista coberta, em Torun, na Polónia.

PROVA A PROVA, O QUE ESPERAR

60 metros (f) – Sem Asher-Smith, e sem Ewa Swoboda – testou positivo ao COVID um dia antes do início dos campeonatos! – a prova está mais em aberto do que nunca. Atenção à dupla francesa (Carolle Zahi e Orlann Ombissa-Dzangue), a qualquer uma das alemãs, à suiça Ajla Del Ponte ou à holandesa Jamile Samuel, experiente em eventos internacionais.

60 metros (m) – É a prova com mais atletas inscritos, mas onde tudo está mais em aberto. Com muitas estrelas de fora, parece haver caminho aberto para Jan Volko (SVK) renovar o seu título europeu, mas atenção a nomes como Kevin Kranz (GER) ou Lamont Marcell Jacobs (ITA), que também compõem os maiores favoritos.

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400 metros (f) – Têm sido dois anos incríveis para a jovem Femke Bol (HOL) e parece partir como grande favorita e única abaixo dos 51 segundos este ano (por quatro vezes!). A Polónia tem as suas maiores esperanças em Swiety-Ersetic, a Suiça em Léa Sprunger, enquanto Corinna Schwab (GER), Phil Healy (IRL) e Jodie Williams (GBR) espreitam uma surpresa.

400 metros (m) – Karsten Warholm abdicou, o que deixa caminho livre para que Pavel Maslák (CZE) volte aos títulos em pista coberta. Oscar Husillos (ESP) procurará a glória indoor que lhe viu ser negada, mas Thomas Jordier (FRA) parece pronto para a sua primeira medalha individual. No entanto, o líder europeu do ano é Liemarvin Bonevacia (HOL), que parece renascido das cinzas.

800 metros (f) – Keely Hodgkinson (GBR) é a única que este ano já correu abaixo dos 2 minutos, mas terá que enfrentar nomes como Christina Hering (GER), Selina Büchel (SUI) Hedda Hynne (NOR) ou a jovem Nadia Power (IRL). Apesar de tudo, tem todo o favoritismo a britânica.

800 metros (m) – Talvez seja uma das provas dos campeonatos, com muita gente a ambicionar – e com motivos para tal – chegar à glória. Adam Ksczot (POL) tem que ser o favorito por tudo o que já fez e, habitualmente, faz em grandes competições. Mas está cá todo o pódio de Glasgow: Álvaro de Arriba (ESP), Jamie Webb (GBR) e Mark English (IRL). Junte-se ainda Pierre Ambroise-Bosse (FRA), Amel Tuka (BIH) e Andreas Kramer (SWE). E, claro, as habituais surpresas da meia distância.

1.500 metros (f) – Mantemos que Marta Pen pode sonhar, num ano em que a elite da distância parece estar a guardar todos os cartuchos para Tóquio. A espanhola Esther Guerrero parte como uma das favoritas, assim como a germânica Hanna Klein. Atenção, no entanto, à jovem Elise Vanderlest (BEL), a mais rápida este ano entre as inscritas.

1.500 metros (m) – Quem não acredita em poupança são os irmãos Ingebrigtsen. Jakob e Filip estão confirmados para esta distância e para os 3.000 (!), e não fazem qualquer intenção de optar por uma delas. Jakob tem que ser o absoluto favorito, mas, além do seu irmão, irá voltar a enfrentar Marcin Lewandowski (POL) e os perigosos espanhóis, Ignacio Fontes e Jesus Gómez.

3.000 metros (f) – Com todas as quatro melhores europeias ausentes (ora por opção, ora por castigo russo), a prova ganha uma dimensão muito mais aberta. As mais rápidas inscritas são Marusa Mismas-Zrimsek (SLO) e Maureen Koster (HOL), mas nem conseguimos dizer se serão as favoritas, ao por lá andarem as experientes Meraf Bahta (SWE) e Claudia Bobocea (ROU).

3.000 metros (m) – Jakob, Filip e Lewandowski também estarão por aqui, mas terão que ter muita atenção à rápida concorrência existente. Se for uma prova rápida, o espanhol Mohamed Katir deverá ter muito a dizer, assim como os franceses Djilali Bedrani e Jimmy Gressier. Andrew Butchart é a maior esperança britânica, numa prova que é quase uma incógnita.

60 metros barreiras (f) – Elvira Herman (BLR) é a campeã europeia ao ar livre (100) e Tiffany Porter (GBR) parece regressada aos mais altos patamares. Nooralotta Neziri (FIN) já correu em 7.91 este ano, mas será muito difícil alguém contrariar o favoritismo de Nadine Visser (HOL), uma das líderes mundiais do ano.

60 metros barreiras (m) – A disciplina não verá nada parecido com o que viu em Madrid (Grant Holloway bateu o recorde mundial), mas pode ver o campeão mundial (o britânico Andy Pozzi) a juntar o título europeu. Para isso tem que bater o atual campeão europeu (o cipriota Milan Trajkovic), o francês Aurel Manga (Bronze há dois anos) ou Balázs Baji (HUN). E acima de tudo, o líder europeu do ano, o francês Wilhem Belocian.

Salto em Altura (f) – Com mais um castigo russo, Lasitskene fica impedida de conquistar mais um Ouro. Todo o favoritismo irá para as ucranianas, em especial para a jovem Yaroslava Mahuchikh, que este ano já chegou a incríveis 2.06 metros! A sua compatriota, Yuliya Levchenko devertá entrar na disputa e deverá chegar a uma medalha, mas será difícil parar uma das novas coqueluches do atletismo mundial. As experientes italianas Elena Vallortigara e Alessia Trost, bem como a britânica Morgan Lake deverão disputar as outras medalhas.

Salto em Altura (m) – O sempre espectacular Gianmarco Tamberi (ITA) está de regresso ao seu melhor e já saltou 2.35 metros neste ano. É o favorito, mas não se pode distrair, pois Andrii Protsenko (UKR) também está em grande forma e irá vender caro o Ouro. Atenção ao jovem Maksim Nedasekau (BLR), que também já chegou aos 2.34 este ano e a um outro consagrado da Altura europeia, Mateusz Przybylko (GER).

Salto com Vara (f) – O castigo russo também retirou a Sidorova a possibilidade de revalidar o título. O favorito vai todo para Holly Bradshaw (GBR), que foi a Prata há dois anos e está num excelente momento de forma. O resto do nível europeu tem estado bem nivelado por baixo e, portanto, as outras duas medalhas do pódio deverão estar muito em aberto. Ainda assim, embora Stefanidi cá não esteja, talvez uma medalha vá para a Grécia, pois Eléni-Klaoúdia Pólak tem estado em bom nível.

Salto com Vara (m) – A prova mais aguardada por todos. Mondo Duplantis (SWE) bateu o recorde mundial no ano passado e este ano já vai nos 6.10 metros! Mas o anterior recordista, o francês Renaud Lavillennie também já não saltava assim há muito tempo, tendo já chegado aos 6.06 metros! Números incríveis na Vara que deverão garantir que o Ouro se disputa entre estes dois monstros. No entanto, Piotr Lisek (POL) e Pawel Wojciechowski (POL) quererão ter uma palavra a dizer em casa.

Salto em Comprimento (f) – Spanovic abdicou, mas este ano ela já não entraria como favorita. Ainda assim, mais caminho aberto ficou para a campeã mundial Malaika Mihambo (GER). Maryna Bekh-Romanchuk (UKR) e Khaddi Sagnia (SWE) deverão ser as suas maiores rivais, com as inglesas Irozuru e Sawyers a quererem cheirar o pódio. Mas muita atenção à jovem Larissa Iapichino (ITA), que acabou de quebrar um recorde júnior histórico e tem a melhor marca do ano (6.91m).

Salto em Comprimento (m) – O Comprimento masculino europeu não atravessa uma fase particularmente boa e os favoritos deverão voltar a ser o grego Miltiádis Tentóglou e Thobias Montler (SWE). Gabriel Bitan (ROU) e Vladyslav Mazur (UKR) podem surpreender.

Triplo Salto (f) – Patrícia Mamona (POR) pode aspirar a um lugar no pódio, visto ser uma das cinco presentes acima dos 14 metros. O favoritismo parece ir para a grega Paraskevi Papahristou (Prata há dois anos), embora Ana Peleteiro (ESP), possa voltar a batê-la, como em Glasgow. Kristiina Makela (FIN) já é uma velha conhecida de Mamona, mas um novo osso duro de roer pode vir de Viyaleta Skvartsova (BLR), que chegou nesta época já aos 14.39 metros.

Triplo Salto (m) – Pedro Pablo Pichardo (POR) é o absoluto favorito, ao já ter chegado aos 17.36 metros este ano. Só há mais dois a ter chegado aos 17 metros este ano: o conhecido Max Heß (GER) e o jovem francês Melvin Raffin, segundo do ano, com 17.09. Por lá também andará o muito experiente Alexis Copello (AZE), mas só algo muito inesperado evitará o regresso do título a Portugal.

Lançamento do Peso (f) – Favoritismo para Auriol Dongmo (POR), que é a líder mundial e a única acima dos 19.5 este ano. É verdade que nunca chegou a uma competição deste nível com esse estatudo e pode acusar, mas também é verdade que não tem demonstrado amedrontar-se com nenhum palco (venceu a IAAF World Indoor Tour deste ano). Atenção a nomes experientes, como Christina Schwanitz (GER) ou Aliona Dubitskaya (BLR), muito habituadas a estes ambientes.

Lançamento do Peso (m) – Há três grandes favoritos e dois são polacos: Michal Haratyk e Konrad Bukowiecki. O terceiro é o também muito experience Tomas Stanek (CZE). Depois há muito, muito equilíbrio numa disciplina que tem subido assustadoramente de nível, que, independentemente do nível, tanto se pode chegar às medalhas, quanto ficar de fora da final, num dia menos bom.

Pentatlo (f) – Não está Johnson-Thompson, e, portanto, não há o muito esperado reencontro com Nafi Thiam (BEL). Assim, a belga é ultra favorita para conquistar o Pentatlo de Torun. A maior concorrência deverá vir de Ivona Dadic (AUS), mas temos muitas expectativas para ver o que fazem as jovens Maria Vicente (ESP) e Holly Mills (GBR).

Heptatlo (m) – Grande favoritismo para Kevin Mayer (FRA), mas o espanhol Jorge Ureña tentará provar porque é o atual campeão. Kai Kazmirek (GER) é outro nome de destaque, mas atenção ao momento de forma do atleta da casa Pawel Wiesiolek (POL). Expectativa para os jovens Simon Ehammer (SWE) e Dario Dester (ITA).

Estafetas 4×400 (f/m) – No feminino, Grã Bretanha, Polónia e a Holanda parecem ter o grande favoritismo, enquanto que na versão masculina, Bélgica, Polónia e Rep. Checa parecem ter algum ascendente. Mas…são estafetas!

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O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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