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Esgueira 70-83 Sporting CP: Chuva de triplos…falhados

Diogo Silva · 4 min

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A CRÓNICA: INTENSIDADE LEONINA DERRUBA UM ESGUEIRA BATALHADOR

Num encontro que marcou um frente a frente de equipas muito distantes na tabela e com objetivos diferentes, o aro do cesto ficou a chorar com a quantidade de lançamentos exteriores falhados.

O jogo iniciou com boas indicações por parte da equipa aveirense, tomando bem conta da fisicalidade imposta por parte da equipa leonina. De resto, a excelente eficácia por parte de ambas as equipas permitiu um primeiro período entusiasmante, com jogadas de “encher o olho” de ambos os lados. 22-29 fechou o primeiro período, com um Sporting CP a ratificar o favoritismo e o Esgueira a demonstrar um indíce de confiança elevado, demonstrando estar com a lição estudada.

Ora, todavia o primeiro quarto intenso e competitivo, eis que aparece Elissor. O extremo norte americano pegou no jogo e assumiu as rédeas da ofensiva leonina, num 1vs1 muito mal gerido por parte da equipa aveirense. A reconhecida defesa «trap» a meio campo adotada por Luís Magalhães, finalmente parecia criar dano na ofensiva do Esgueira, que concretizava os ataques de forma individualizada sem envolver os cinco jogadores.

Tal, caucionou nos aveirenses ações precipitadas e uma série de jogadas acéfalas, cujo Sporting CP agradecia. O segundo quarto do Esgueira, ainda assim, graças a Gustavo Teixeira, não foi mau, na medida em que os «leões» não conseguiram alargar de forma substancial a sua vantagem. A «turma» de Luís Magalhães levava consigo uns 42-53 desaconchegados para os balneários.

O intervalo e a saída dos balneários, fizeram muito mal a ambas as equipas que não encontravam o caminho para o cesto. Foram 10 minutos de confusão e pouca objetividade de ambos os lados. Destaque para a assertividade defensiva do Esgueira que conseguiu segurar o 1vs1 das principais estrelas do Sporting CP.

O último quarto manteve a mesma toada do terceiro, não obstante a produtividade tenha aumentado ligeiramente. O Sporting CP desligou-se um pouco do jogo, contudo, apenas apanhou «um susto» a 3 minutos do fim quando o Esgueira reduziu a vantagem leonina para 9 pontos. O lançamento exterior permaneceu uma (estranha) prioridade de ambas equipas, que terminaram a partida com apenas 10 triplos concretizados.

O esforço foi inglório do lado aveirense e o Sporting CP caminhou para uma vitória firme, segurando o primeiro posto da tabela.

 

A FIGURA

James Elissor – O extremo norte americano demonstrou bem o porquê de ser pedra fulcral nesta equipa do Sporting CP, jogando uns estonteantes 40 minutos. Não saiu uma única vez de campo, sendo que não ser substituído no modelo rígido e exigente de Luís Magalhães evidencia bem o rigor e eficiência de Elissor. Realizou 23 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências.

 

O FORA DE JOGO

Eficácia no lançamento exterior – Ora, num jogo de elevada espetacularidade, faltou assertividade no «tiro» exterior. A equipa do Esgueira apenas concretizou 5 dos 29 lançamentos tentados, culminando numa eficácia assustadora de 17%, enquanto a equipa leonina terminou com 5/20 da linha dos 3 pontos, culminando com uma eficácia ligeiramente superior de 25%. Do lado leonino foi Travante Williams quem falhou mais, enquanto da equipa da casa foi o jovem Henrique Barros quem mais falhou.

 

ANÁLISE TÁTICA- ESGUEIRA

A «turma» de Pedro Costa alinhou com um 5 inicial muito versátil, tendo no base Gustavo Teixeira o cérebro da equipa na organização ofensiva. A aposta no lançamento exterior demonstrou-se impotente, concretizando apenas 5 dos 29 lançamentos tentados. Por outro lado, na zona pintada, destaque para Drake que não só aguentou o poderoso Fields, como também se demonstrou fundamental no duelo das tabelas. Defensivamente, Pedro Costa não variou muito a sua estratégia defensiva, mantendo o 1vs1 durante o jogo todo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gustavo Teixeira (6)

Kareem Brewton (7)

Santis (7)

Aaron Bowen (6)

Benjamin Drake (9)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Madureira (6)

Henrique Barros (5)

Tilghman (5)

Sauané (-)

  

ANÁLISE TÁTICA- SPORTING CP

A equipa comandada por Luís Magalhães manteve-se fiel aos seus príncipios de jogo adotando uma defesa acérrima e feroz os 40 minutos. A equipa leonina variou entre um «pressing» a campo todo e uma «trap» a meio campo, obrigando um dos postes a intimidar o portador de bola adversário aquando feito o 2vs1. Ofensivamente, apesar de ter muitas referências interiores, o Sporting CP depositou em Elissor e Diogo Ventura a maioria da carga ofensiva.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Ventura (8)

James Elissor (9)

Travante Williams (7)

João Fernandes (6)

Bailey Fields (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Catarino (5)

Francisco Amiel (6)

Cláudio Fonseca (7)

Diogo Araújo (-)

Cândido Sá (7)

Foto de capa: LPB

Diogo Silva

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