NBA 2021/2022: O pináculo de uma dinastia – Parte II

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UMA OBRA-PRIMA TÁTICA

Os ajustes de Kerr ao longo destas finais foram críticos para conquistar o quarto título da NBA para os “Dubs” sob seu reinado. Inicialmente identificaram-se poucas diferenças gritantes entre Golden State e Boston. Os Celtics eram a equipa mais talentosa e atlética; os Warriors certamente os mais experientes. As táticas habituais estavam no ponto para ambas as equipas desde o jogo de abertura em São Francisco.

Foi a partir do jogo 4, com os Warriors em desvantagem por 2 a 1 na série, que Kerr superou de forma abrangente o treinador estreante de Boston, Ime Udoka. Para um técnico que tantas vezes não foge dos ideais clássicos dos Warriors, esta foi uma performance marcante por de Steve Kerr.

O maior ajuste que os Warriors fizeram foi no jogo 5, quando Wiggins ficou encarregado de defender Jayson Tatum durante todos os minutos em que este último estava em ação. Tatum acertou somente 16 de 38 lançamentos de campo nos dois últimos jogos e foi muito mais um prejuízo do que um benefício para os Celtics nesses mesmos confrontos com o adversário. Uma quebra de rendimento provocada pelo QI defensivo de Wiggins.

Os Celtics procuraram obrigar os Warriors a recorrer ao pick-and-roll – um sistema que o Golden State evita por princípio, mas que começou a usar fortemente no jogo 1 devido às constantes trocas de marcação de Boston. Mas com Curry a marcar 43 pontos no jogo 4, os Celtics deixaram claro desde o início do jogo 5 que iriam centrar a sua pressão no número 30 do conjunto rival.

Kerr previu a jogada e abriu espaço para outros jogadores assumirem as rédeas no ataque e castigarem os adversários com os movimentos de desmarcação já característicos dos “Dubs”. Face à ascensão de outras alternativas ofensivas, Boston ficou enfraquecido na sua organização defensiva, algo pouco habitual numa equipa conhecida por privilegiar uma defesa bastante física. Além do mais, os jogadores dos Celtics deixarem, sem razão aparente, de aproveitar o seu atleticismo e tamanho na zona do pintado, frente a um grupo que teve dificuldades em contar Robert Williams e Al Horford até às últimas partidas da série.

Diogo Valente Vieira
Diogo Valente Vieirahttp://www.bolanarede.pt
Estudante na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Procura realizar um percurso profissional dedicado sobretudo ao desporto nacional e internacional, através do jornalismo. O seu objetivo principal é tornar o jornalismo desportivo em Portugal o mais imparcial e prático possível, apresentando ao mesmo tempo uma personalidade com a qual a audiência possa identificar-se. Tem como interesses de destaque o futebol, o basquetebol e o wrestling.

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