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Recordar é Viver: O veto da NBA a Chris Paul e aos Lakers

Clara Maria Oliveira · 3 min

Recordar é Viver: O veto da NBA a Chris Paul e aos Lakers
Foto de capa: New Orleans Hornets

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A máquina do tempo viaja neste texto até dezembro de 2011. Há nove anos, a NBA vetou a troca de Chris Paul, que na altura jogava nos New Orleans Hornets, para jogar nos LA Lakers. Esta era uma decisão sem precedentes e, ainda hoje, o negócio é falado com pesar nas palavras dos adeptos roxos e dourados. Passado poucos dias, o jogador assinou pelos vizinhos do Staples Center, os LA Clippers.

Contextualizando a novela, tudo começa numa crise na equipa de Nova Orleães. Sem potencial dono e com problemas financeiros graves, as restantes 29 formações da liga compraram o franchise. Todos eles controlavam um pouco as manobras dos Hornets, mas ao mesmo tempo, o comissário da NBA, David Stern, também controlava e podia ditar o futuro da formação.

Ao mesmo tempo, Chris Paul, na cidade desde 2005, já pedia um salto para uma organização com maior qualidade e estabilidade. A oportunidade Lakers surgiu, mas desde logo, alguns donos demonstraram o desagrado. O General Manager dos Cleveland Cavaliers, Dan Gilbert enviou um e-mail a David Stern e expôs que a sentença do negócio deveria ser votada entre todos os donos.

Nesta altura, os LA Lakers vinham de uma fase menos boa da história. Apesar de terminarem em primeiro lugar na conferência Oeste, demoravam em convencer nos playoffs e tinham sido eliminados nas semi-finais na temporada passada. Esta troca não assustava no imediato, mas sim o futuro. O GM dos Cavaliers alegava que, caso os Lakers conseguissem Chris Paul, iam se tornar uns Harlem Globetrotters, porque todos iriam querer jogar lá e ganhar.

A troca em si envolvia três equipas: Os Lakers, os Hornets e os Houston Rockets. A equipa de Los Angeles recebia a estrela da trade, CP3. Os Hornets, por sua vez, iam ter em troca Luís Scola, Lamar Odom, Goran Dragic, Kevin Martin e uma escolha de primeira ronda no Draft de 2012. A equipa de Houston entrava no negócio e teria os serviços do espanhol Pau Gasol.

Acredita-se que, caso a NBA não estivesse envolvida nos negócios dos Hornets, esta troca teria sido aceite de imediato. No entanto, David Stern tinha uma palavra a dizer e cedeu à pressão, mas ficou para sempre mal nesta fotografia. Passado poucos dias, uma troca foi aceite, mas Chris Paul rumou ao rival da cidade dos anjos, os LA Clippers.

Foto de capa: New Orleans Hornets

Desta vez, a trade envolveu apenas duas equipas: os Clippers e os Hornets. Para Los Angeles, chegou CP3. No sentido contrário, aterraram em Nova Orleães Eric Gordon, Al-Farouq Aminu e uma escolha de primeira ronda (sem proteção) que pertencia a Minnesota. David Stern alegou que esta oferta foi bem melhor que a do rival. Será que foi?

Para os Hornets, não foi de certeza. Eric Gordon prometia, mas só voltou a ter destaque anos mais tarde nos Houston Rockets. Al-Farouq Aminu não se destacou e teve médias bastante pobres no período. A escolha do Draft, que a lotaria decidiu ser a décima, acabou por ser Austin Rivers, que também desiludiu em New Orleans.

A trade favoreceu claramente os Clippers, que receberam um dos melhores “passadores” da história. Com um jovem Blake Griffin, formaram a Lob City e voltararam a levar a equipa aos Playoffs, mas nunca conseguiram chegar a uma final de conferência juntos. Agora, Blake está nos Detroit Pistons e CP3 assinou recentemente pelos Phoenix Suns.

Tudo o que se disser sobre “Como seriam os Lakers com Chris Paul? é mera especulação. O que se pode concluir é que os anos passaram e este veto fica na história por maus motivos. Ao longo das temporadas, foram formadas muitas super equipas, incluindo os Golden State Warriors e os Miami Heat.

Como é claro, nada foi vetado. Podemos pensar que estragaram a competitividade, mas foi sob uma legislação que não torna estas trocas e negociações ilegais. Esta decisão pode ter influenciado o futuro dos Lakers na década passada, mas depressa se reorganizaram e agora são a melhor equipa da NBA.

 

Clara Maria Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

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