Última horaMarco Silva em antevisão ao Santa Clara x Benfica: «Queremos que as pessoas sintam, quando o Benfica joga, que é o Benfica que está em campo»

Tema

Recordar é Viver

28 artigos · último

Recordar é Viver

Recordar é Viver | Luís Figo: O Príncipe Génio que fintava com o corpo

O futebol é protagonizado por craques e as memórias que ficam são muito constituídas pelas lembranças que os mesmos deixam. A memória e as lembranças dos craques que outrora vimos são fundamentais para um dia os recordar devidamente. E este é sem dúvida um dos melhores que as quatro linhas de um campo algum dia teve o privilégio de ver atuar. No verão de 2026 fez 20 anos que alguém absolutamente lendário no futebol português e mundial deixou de representar a seleção nacional. Fê-lo pela última vez no Campeonato do Mundo de 2006 na Alemanha, ajudando a equipa orientada por Luiz Felipe Scolari a chegar ao pódio das quatro melhores seleções. Trata-se de Luís Figo. Um jogador absolutamente singular na história do futebol português e internacional, pelo seu percurso, pela sua genialidade com a bola nos pés, momentos individuais e coletivos inesquecíveis e pelo seu tipo de liderança. Uma liderança serena e com base no respeito para com os adversários e vice-versa. A sua carreira brilhante dentro do campo, foi também marcada por algumas polémicas. Nunca com base no seu temperamento, visto ter tido sempre um perfil discreto, reservado e tendo sido um líder dentro e fora do campo. Mas com base nas decisões tomadas e na gestão da carreira. 

Jorge Afonso · 16 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é viver | Dimitar Berbatov, a última estrela búlgara

Quando se fala de grandes nações futebolísticas, a Bulgária raramente é incluída na conversa, principalmente para quem não viveu (ou não recorda) o desporto rei dos anos 90. Em 1994, a seleção balcânica surpreendeu tudo e todos em território norte-americano, conseguindo um histórico quarto lugar no mundial. Hristo Stoichkov, estrela do Barcelona, foi bota de ouro do torneio e viria a arrecadar nesse ano a única Bola D’Ouro do seu país. A lista de nomes sonantes do futebol búlgaro fica, no entanto, quase toda confinada ao século XX. Asparuhov, Bonev e Penev foram três grandes figuras que chegaram a alinhar simultaneamente pela seleção até à morte trágica de Asparuhov (num acidente rodoviário), em 1971. São os três considerados lendas da Bulgária, com Dimitar Penev a ter o mérito acrescido de orientar a seleção durante a campanha memorável de 1994.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver | Franco Baresi: Não Fare Il Portoghese

A expressão italiana utiliza-se quando alguém se aproveita das circunstâncias para poupar uns trocos. Mas porquê a associação do carácter português à mesquinhez? Qual a origem? Explicam-nos os responsáveis pelo sítio digital da embaixada lusa em Roma.  «A má reputação que os portugueses ganharam em Roma, a de entrar nos locais sem pagar (o sentido comum desta expressão), é totalmente injusta e tem uma justificação histórica que redime a reputação que o povo português tem em todo o lado, a de ser um povo humilde, mas honrado. Acontece que nem sempre fomos humildes….

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Queres ver mais Bola na Rede no teu Discover?

Segue-nos no Google e marca o Bola na Rede como fonte preferida. As nossas notícias passam a aparecer mais vezes no Discover e nas Principais notícias.

Seguir no Google Notícias Tornar fonte preferida

Leva 5 segundos e é grátis.

Recordar é Viver

Recordar é Viver | Uma década após a conquista do Euro 2016

Será sempre difícil, para não dizer impossível, recordar o dia 10 de julho de 2016 sem um pingo de nostalgia e uma lágrima de saudade no olho. Faz 10 anos que Portugal, contra todas as probabilidades, ganhou o título de Campeão Europeu com um golo de Éder, contra a França. Mas este momento tem que ser reconstruído com toda a glória que merece. Porque foi um dos títulos ganhos da forma mais portuguesa possível. No Stade de France, e já bem depois dos 90 minutos, o herói mais improvável de sempre da seleção portuguesa colocou a bola dentro das redes da seleção francesa, que até hoje deve ter pesadelos com esse momento, com o número 109 (minuto do golo) e com o nome do camisola 9.

Francisca Marafona Graça · 3 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver | Jorge de Brito

Decretada ficou a vontade do povo benfiquista, tão grande e tão convicta que chegou a recorde de Guinness. Será, pois, sensível reservar para as próximas semanas uma exaustiva reflexão sobre o que significará a manutenção dum status quo que para a Luz não tem conseguido construir grandes méritos, muito menos grandes prémios. Mas a democracia disse-nos, veementemente, que só interessava segurar Rui Costa no gabinete máximo; e assim sendo, a esperança será mesmo a última a morrer e o optimismo terá que ser facultado em rações de guerra, tudo muito comedido para durar e fazer render. Diz-nos o presidente que os quatro anos anteriores dotaram o clube da capacidade para ganhar consecutivamente nos quatro anos vindouros – que tudo não passara de sofrida, mas intensiva preparação; os títulos virão, alapados à megalomania do Benfica District, Colombo melhor que o original e que suportará um estádio ainda mais monumental, com 15 mil lugares adicionais e exterior rejuvenescido. A cifra da despesa arrendondam-na aos 220 milhões e o adepto mais céptico olha, mete a mão no queixo e gasta um bocado do tal optimismo para conseguir ver alguma seriedade na coisa.  

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é viver | Gilberto Silva, a parede invisível

Nascido em Outubro de 1976 em Lagoa da Prata, no estado de Minas Gerais, Gilberto Aparecido da Silva juntou-se aos escalões de formação do América Mineiro com 12 anos. Vindo de uma família com dificuldades financeiras, e após a reforma do seu pai, Gilberto Silva abandonou os relvados com apenas 17 anos para suportar a sua família. Em 1997, com a família em situação mais estável, Gilberto teve a oportunidade de relançar a sua carreira e estreou-se como profissional pelo seu clube de formação. Durante a sua primeira época como profissional, ajudou a equipa a vencer a série B e ascender ao Brasileirão.

João Pedro Santos · 2 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver | Mesut Ozil, o último grande “10”

No futebol existem sempre aqueles jogadores que não são consensuais para ninguém. Uns gostam, outros não… Muitas das vezes são criticados, noutras são amplamente elogiados. Sempre existiram jogadores que, por uma ou outra característica, são mais propensos à crítica, essencialmente negativa, porque esta é mais fácil de fazer quando tudo está mal. Quando um jogo corre mal para uma equipa, a culpa é de 11 homens, não é de um só. E normalmente, nestas situações, o culpado é o maior génio da equipa, mas eu até percebo isto, talvez seja um mecanismo de defesa que o adepto cria na sua cabeça para tentar levantar a moral do seu fantasista, ou talvez não.

Bernardo Santos · 4 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver | O brilhante início de século do Lyon

Gerações recentes responderão sem grande hesitação à pergunta “qual é o melhor clube de futebol francês?”. No entanto, dos 12 títulos da Ligue 1 conquistados pelo PSG, apenas dois aconteceram há mais de 15 anos, o que pode facilmente toldar o julgamento de quem acompanha o desporto rei há menos tempo. Antes do “financiamento árabe” ao clube parisiense, o cenário do futebol francês era bem diferente e, no início do corrente século, houve um emblema que deixou uma marca épica na sua história. Com as suas origens a remontar ao final do século XIX, o Olympique Lyonnais foi oficialmente fundado em 1950. Até 2000, o clube conquistou quatro títulos da Ligue 2, três Taças de França e uma Supertaça. O estatuto de grande não lhe era atribuído de forma indiscutível e não se adivinhava que, nos primeiros 10 anos do novo século, o número de troféus no seu palmarés aumentaria para mais que o dobro.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver: Carlos Gomes, o homem mais livre

Difícil é para nós, crianças do Portugal livre e Europeu, imaginar sobreviver sem os direitos democráticos que para os nossos avós não passavam de mordomias e luxos. Mais difícil será, para estas crianças, imaginar os seus ídolos da bola, dum futebol tão cheio de si e de dinheiro, prisioneiros políticos. Contratos das Árabias podem indiciar um outro tipo de prisão – mas em 2025, não metemos em causa a segurança física dum desses craques da nossa Liga, por mais impertinente ou disruptivo que seja. A crescente polarização da nossa praça não se pode comparar ainda com o retrato do Portugal do século XX, acorrentado a um canto da Europa, embebido em memórias duma grandeza que o tornavam esquizofrénico aos olhos dos verdadeiros protagonistas. Carlos Gomes nasceu muito antes do tempo a que teria direito – foi um dos precursores da liberdade enquanto cidadão e especialmente enquanto futebolista, uma década antes de António Simões e Artur Jorge sequer imaginarem um projecto como o Sindicato de Jogadores.  «Acabara de me estrear pelo Barreirense e um senhor veio ter comigo a felicitar-me por ter assinado pelo Sporting. Mas como assim Vossa Exª? Era mesmo assim, os clubes decidiam pelos jogadores, não havia respeito nenhum. Estava claríssimo que o meu futuro seria mais negro que o fumo de todas as chaminés da CUF[1]« relatava certo dia no Jogo de Vida, o seu livro de memórias. Claro que, com o seu feitio revolucionário, Carlos teria que ser filho do independentíssimo Barreiro. Rezam as lendas espalhadas por quem teve a sorte de o ver e conhecer que nasceu Keeper, sempre se dissociando das tendências juvenis de ataque à baliza adversária – como bom rebelde, de carácter imaculado na defesa dos seus próprios interesses, percebia que havia mais caminho a percorrer no artificio de evitar o golo, ainda mais que fazê-lo. E percebeu também desde cedo que para perceber a ciência por trás da coisa, seria obrigatório ver o que faziam os melhores: e por isso não perdia um jogo caseiro do Barreirense, pondo-se atrás da baliza de Francisco Silva – o suplente da Selecção – a anotar todos os pormenores. A observação criou admiração. Antes de ir para os jogos, começou a roubar laranjas para dar ao “Ti Chico” nas pausas. Quis o destino que, uns anos depois, fosse Carlos o suplente dum já experiente Ti Chico e com ele treinasse todos os dias…

Pedro Cantoneiro · 9 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é viver | Guti, o “outro” galáctico

A 31 de outubro de 1976, nasceu em Torrejón de Ardoz, nos arredores de Madrid, José María Gutiérrez Hernández, mais conhecido no mundo do futebol por Guti. Juntou-se à academia do Real Madrid aos oito anos e viria a jogar na equipa principal dos blancos durante praticamente toda a sua carreira. O seu enorme potencial foi identificado logo nas camadas jovens e a sua ascensão dentro do clube tornou-se um exemplo para todos os jovens que ingressavam em La Fábrica com ambições de um dia representar um dos melhores clubes do mundo. Em 15 temporadas (1995-2010), foi um elemento importante na conquista de vários troféus, incluindo três edições da Liga dos Campeões e cinco da La Liga.

João Pedro Santos · 2 min de leitura
Ler a crónica

As mais lidas hoje

O que toda a gente está a ler agora.

Recordar é Viver

Recordar é Viver | Kaká, o maestro que parava o tempo

Ricardo Izecson dos Santos Leite, ou Kaká como sempre foi conhecido no mundo do futebol, é um dos poucos jogadores a conseguir conquistar uma Bola de Ouro no reinado de Cristiano e Messi, e o último brasileiro a fazê-lo até então. Acredito que só isto é cartão de visita suficiente para que continuem a ler este artigo, mas Kaká era muito mais que isso.  Ficou conhecido no mundo do futebol com a sua chegada a Milão, para representar o histórico AC Milan, um clube recheado de vedetas que prometiam dificultar a vida ao jovem Ricardo. Muito recentemente li uma entrevista de Carlo Ancelotti, que dizia que na altura em que avançaram para a contratação de Kaká, não esperavam receber um menino “da faculdade”, um rapaz que parecia um estudante quando entrou em Milanello. 

Bernardo Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é viver | Eidur Gudjohnsen: o “Maradona loiro”

Correndo o risco de ofender os fãs de El Pibe, foi mesmo com Diego Armando Maradona que José Mourinho (e depois vários adeptos) compararam Eidur Gudjohnsen. Não tendo chegado perto do nível do craque argentino, o avançado nórdico deixou a sua marca em mais do que um grande europeu e também na sua seleção, sendo quase unanimemente considerado o melhor futebolista islandês da história. Eidur Smari Gudjohnsen nasceu a 15 de setembro de 1978 em Reiquiavique, cidade onde fez a sua formação e estreia no plantel sénior ao serviço do Valur. O seu talento foi rapidamente descoberto e seguiu-se uma mudança para o PSV, onde partilhou balneário com Ronaldo “Fenómeno”. No entanto, uma lesão no tornozelo acabou por levar o islandês de volta a casa para alinhar por outro clube da capital, o KR, por empréstimo do emblema de Eindhoven.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver | Ricardo Quaresma, o “Mustang” das curvas mágicas

Nasceu numa realidade completamente adversa para alguém que sonhava ser jogador profissional de futebol. Ricardo Andrade Quaresma Bernardo começou a dar os primeiros passos no mundo do desporto em cima, de um par de patins…  Sim, é verdade, o “Mustang Português”, como sempre foi carinhosamente apelidado, conciliava os treinos e os jogos de hóquei do Campo de Ourique (CACO) com a arte de jogar futebol, na altura no Domingos Sávio. 

Bernardo Santos · 5 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver | Eden Hazard, o último grande fantasista

Drible, capacidade técnica, rapidez, ousadia, finalização… Pela descrição, é fácil perceber que estamos a falar de um grande jogador, alguém capaz de pautar o jogo ao seu próprio ritmo, fazendo uso das suas capacidades para bater os rivais e levar a sua equipa a bom porto. Podíamos provavelmente enumerar uma mão cheia de jogadores que cabiam neste perfil, mas se queremos encontrar alguém que o faça com a distinção de ter sido um dos melhores jogadores de sempre a cumprir estes requisitos, esse alguém é Eden Hazard. Muitas vezes falamos de jogadores que foram tocados por Deus, numa plena harmonia entre a sua qualidade e aquilo que dava de facto ao jogo, e Eden Hazard era um desses seres fantásticos que, por qualquer razão, trazia a mensagem divina ao seio do comum dos mortais.

Bernardo Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é viver | Jay-Jay Okocha: flair nigeriano

Flair é uma palavra inglesa que significa talento, dom ou aptidão natural. No futebol, essa palavra é frequentemente aplicada para descrever a capacidade de jogar com estilo e elegância, sem esquecer o objetivo primordial do jogo. É também a palavra que surge na cabeça de inúmeros adeptos quando se fala de Jay-Jay Okocha, médio ofensivo nigeriano que espalhou classe pelos relvados nos anos 90 e na primeira década do novo século. Augustine Azuka Okocha nasceu a 14 de agosto de 1973 em Enugu, na Nigéria, cidade onde começou a sua carreira futebolística ao serviço do Rangers International FC (equipa que é atualmente campeã nigeriana). Em 1990, partiu para a Europa, onde viria a estabelecer-se como uma das figuras mais brilhantes da história do futebol africano.

João Pedro Santos · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.

Recordar é Viver

Recordar é Viver | O “nosso” Euro 2004

Portugal vivia tempos de mudança em 2004. Dias antes do Euro começar, nos corredores do poder da capital belga, centro de decisões da Europa que recentemente passara a ser dos 25, decidia-se que Durão Barroso - o então primeiro-ministro de Portugal - seria o seguinte Presidente da Comissão Europeia. O chamado eixo franco-alemão escolhia o político português para presidir aos destinos da União Europeia (UE) em vésperas do alargamento a leste e a dez novos países, em detrimento do inglês e não consensual Tony Blair, ou dos chefes de governo de outras pequenas nações da UE.

Raul Saraiva · 8 min de leitura
Ler a crónica
Recordar é Viver

Recordar é Viver | 20 anos da conquista do FC Porto em Gelsenkirchen

26 de maio de 2004, o dia que ficou marcado na história do FC Porto e de todos os portistas. Os dragões venceram a Liga dos Campeões pela segunda vez na história depois de derrotarem o Mónaco por 3-0 na final. Mas para perceber como tudo se sucedeu, temos de perceber como tudo começou. O FC Porto havia vencido a Taça UEFA na época transata, o que lhe valeu o bilhete para disputar a Supertaça Europeia, onde saíram derrotados pelo AC Milan. Já o sorteio da fase de grupos ditou que o FC Porto iria jogar com o Partizan, o Marselha e o Real Madrid.

Gonçalo Augusto · 5 min de leitura
Ler a crónica