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San Antonio está numa realidade paralela

Desde a primeira vez que ouvi falar dos Spurs, as palavras “classe” e “estabilidade” sempre apareceram numa espécie de pack. Conheci-os pelo trio de Duncan, Manu e Parker, numa versão “low-profile” que punha em cheque os melhores conjuntos de super-estrelas, desde os Lakers de Kobe e Shaq ao Big 3 de Miami. Tudo parecia pacífico nesta zona do Texas até que um rapaz se lesionou, se recusou a jogar uma, duas, três vezes e deu a entender que nem tudo é perfeito na equipa de Gregg Popovich. Há uma era a acabar em San Antonio e isso só pode estar a acontecer numa realidade paralela.

Tim Duncan já terminou a carreira, repleta de títulos e de jogadas que nos faziam pensar que também nós podíamos ter sido jogadores da NBA com uma capacidade atlética abaixo da média. Bastava saber mexer os pés. O argentino Manu Ginobili e o francês Tony Parker começaram a cair de rendimento. Mas foi com a toda a confusão da lesão de Kawhi Leonard que as nuvens negras se abateram sobre San Antonio. Os sempre calmos Spurs viram Leonard pedir para sair. Ou é trocado agora, ou sai quando o seu contrato acabar. Mas Kawhi não voltará a vestir a camisola nº 2 de San Antonio.

Habituado a andar às voltas dos adversários (literalmente), Tony Parker deu a volta ao cérebro de toda a gente ao assinar pelos Charlotte Hornets. Faz sentido? Não, nenhum. É possível algum “Spur” de sucesso terminar a carreira noutro lado? Aparentemente. Esta saída é uma estranha maneira dos Spurs dizerem a Kawhi Leonard que o amam mais que tudo, deixando sair uma lenda da equipa que, aparentemente, lhe criava problemas? Com certeza! Irá Leonard voltar atrás e mostrar que o seu problema era com o francês e não com Popovich e toda a estrutura texana? Não me parece.

Do trio maravilha, resta apenas Manu Ginobili
Fonte: San Antonio Spurs

Tudo isto é confuso para quem sempre olhou para os Spurs como uma equipa à parte na NBA. Sim, o comportamento de Leonard durante todo este processo não é apenas estranho, é bizarro. Mas os Spurs não saem nem nunca sairão desta situação com a mesma reputação que sempre tiveram. A cada dia, as perdas desportivas vão aumentando e a possibilidade de verem o seu franchise player sair sem receber nada em troca aumenta exponencialmente. Tudo isto enquanto vamos ter de assistir, várias vezes por semana, ao estranho momento em que Tony Parker entra em campo com uma camisola dos Charlotte Hornets…

Foto de Capa: San Antonio Spurs

Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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