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Zion Williamson tem feito uma época discreta, debaixo do radar, mas os números não deixam escapar a sua grandeza: são 26.4 pontos, 7.1 ressaltos, 3.5 assistências, uma eficácia incrível de 62% em lançamentos de campo e uma PER (estatística que mede o rendimento individual do atleta) de 31 (!!!), que é, nada mais nada menos, a terceira melhor da liga.

Estamos a falar de números absolutamente fantásticos para um «menino» que apenas cumpriu 68 jogos oficiais desde que foi draftado em 2019. Não sei se é o jogador mais maturo dentro/fora de campo, mas há poucos com a sua (curta) experiência que têm a vontade e a competitividade de Zion – e isso, claro, também faz a diferença – alicerçada a uma confiança que parece não ter fim.

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NÃO É DE AGORA…

Zion está nos holofotes dos orgãos de comunicação social norte americanos há uns bons anos e a expectativa que lhe foi compelida, acabou sempre correspondida. A espetacularidade dos afundanços, a potência, a força física, a capacidade de dominar jogadores onde quer que jogasse, enfim, independetemente do grau competitivo, Zion nunca teve grandes dificuldades em impor o seu estilo de jogo. Com que fundamento o jogador foi levantado para a ribalta?

É uma resposta relativamente fácil de explanar, até porque quem o vê numa fotografia fica logo pasmado com a sua brutalidade física. Zion nem é dos jogadores mais altos, mas tem uma força e umas características que o fazem ser um dos atletas mais dominantes da história da liga. É corpolento, forte no arranque, gigante no salto, brutal na zona pintada, tudo isto, sendo um extremo ‘baixinho’ com 2 metros, porém acartando uns impressionantes 128 kg (!).

Como disse, Zion tem estado no foco de todas atenções há imensos anos, e resultado da sua capacidade em transição, potência, drible e supremacia perante os adversários, as comparações com os «astros» surgiram com naturalidade. LeBron James foi quem mais se ouviu falar para estabelecer comparações…No entanto, apesar de terem números semelhantes (com a mesma idade) e «algumas» parecenças em termos de características, não me parece a melhor comparação para o jovem dos Pelicans. Aliás, Rick Carslile, treinador dos Mavericks, fez a comparação brilhante de atribuir a Zion o «Shaquille O’Neal dos tempos que correm».

E é isso, Zion, à semelhança do ex-poste lendário, faz da sua primazia o bully ball, ou seja, utiliza a sua dimensão física como proeminência, onde ninguém é capaz de travar o jovem num «duelo de corpos». Dúvido que alguém goste de defender Zion de costas para o cesto, seja um poste, um extremo, base…Creio que Zion também não esteja muito preocupado com quem se apresente à sua frente.

Em sintonia com isto, o jovem de 20 anos tem uma garra e confiança que rememora um pouco O’Neal, porque para além de acarretar todas as habilidades motoras, físicas e técnicas, tem essa confiança que lhe permite singrar. Por fim, o que também tornou, esta temporada, um sucesso para Zion (até ao momento), foi o sistema proporcionado por Steve Van Gundy, que lhe permite ocupar os espaços certos e ser um perigo com e sem bola. Zion até pode não ser dos jogadores mais refinados que já vimos jogar, mas a margem para evoluir é tanta que fica complicado dizer que ele não será um dos melhores de todos os tempos.

Foto de Capa: NBA

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