Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

O acordar de um gigante?

André Eusébio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab basquetebol nacional

Enquanto escrevo estas linhas para vós, a Associação Desportiva Ovarense acaba de conquistar a sexta edição do Troféu António Pratas, vencendo o Sampaense pelo placard final de 65 – 62. O conjunto de S. Paio de Gramaços já havia derrotado o Benfica na véspera. É um torneio recente (daí ter chegado apenas à meia dúzia de edições), mas nem por isso deixa de ser um marco importante – e por várias razões. Primeiro, porque é oficial. E mal de alguma equipe que entra em competição, seja de que cariz for, se não apenas com o intuito de a vencer. Em segundo lugar, quebrou a hegemonia do Benfica (é tetra nesta taça), atual campeão em título e aparente gigante solitário para lutar pelo mesmo. Depois porque foi a sua primeira conquista; e a primeira vez nunca se esquece. E ainda porque, este ano, a Federação Portuguesa de Basquetebol entregou a responsabilidade da organização da contenda ao dito Sport Lisboa e Benfica, ou seja, venceu na casa do adversário, o que, apesar de passar a campo neutro, é sempre simbólico.

Estes são, julgo, os ingredientes principais para fazermos tal aferição. É claro que, como se costuma dizer na gíria popular, “isto não é como começa, mas como acaba”. Porém, o que este torneio António Pratas veio demonstrar foi a capacidade de a Ovarense se superiorizar e fazer face às suas limitações. Sem grandes nomes e sem um tipo de jogo sonante, os aveirenses foram eficientes e levaram de vencida os preconceitos.

Ovarenses festejam depois da conquista exuberante  www.record.xl.pt
Ovarenses festejam depois da conquista exuberante
Fonte: Record

Já ouviram falar no mito do acordar de um gigante? E como isso pode ser perigoso; se pode! O clube já conta com cinco Campeonatos Nacionais, três Taças de Portugal, outras tantas Taças da Liga e oito Supertaças. Possui também vários títulos nas camadas jovens da sua formação. É um palmarés que impõe respeito.

É cedo para fazer conjeturas; parece só haver um único favorito para ganhar a prova maior, mas quando o grande matulão acorda é perigoso. Um grandalhão que já está longe das decisões há muito tempo. E este artigo termina como começou: com uma pergunta. Será que apenas um se sente capaz de caçar o grande tesouro? Até quando?

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.