Primeiro estranha-se, depois entranha-se

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basquetebol feminino

Cinco vitórias, uma derrota e a melhor prestação portuguesa no que toca à Europa do Basquetebol feminino; é assim que podemos ver a participação do Clube União Sportiva até agora na EuroCup, a segunda competição europeia mais importante.

Quando, no final de outubro, se realizou o primeiro jogo desta competição, fui falar com um amigo húngaro – país de onde era o adversário desse dia e que jogava em casa – e pensei que a coisa não iria correr nada bem através do que ele me dizia e com a ajuda da recente derrota (recente na altura) das açorianas contra o CAB Madeira.

Estava muito enganado. Aproveitando o facto de o jogo dar na RTP Açores (assim como os três jogos caseiros, medida a que quero dar os parabéns, em especial ao Gonçalo Cordeiro), ganhei hora e meia de vida a ver um jogo de Basquetebol muito bom a todos os níveis e, no final, ainda mais satisfeito fiquei com uma vitória clara e merecida do União Sportiva por 76-67 contra a equipa do Uni Gyor.

O segundo começou para mim com uma de “ganhamos o primeiro, elas agora já sabem o que a casa gasta e não vai dar para mais”; nada mais errado. Foi um jogo muito confiante das açorianas e uma vitória mais que justa sobre as francesas do Angers por 73-69. Logo na semana seguinte, mais um jogo contra as belgas do Namur e aí, tal como no jogo em casa contra as húngaras, já esperava a vitória, que em ambos aconteceu de forma relativamente fácil, principalmente a do jogo contra as húngaras.

Na semana passada, estava eu a ver o Sporting vs Besiktas para a Liga Europa mas passava mais tempo no telemóvel a acompanhar a marcha do marcador do jogo contra o Angers, em França. Derrota por um ponto no prolongamento naquela que foi a única mancha no percurso das açorianas, até pela forma como perderam, depois de uma boa vantagem ao intervalo. 

Quarta feira, na Bélgica, o apuramento ficou confirmado com uma vitória esclarecedora por 81-62, mostrando assim que foi mesmo a melhor equipa do grupo e que a passagem para os oitavos de final foi mais do que merecida, sendo que o Sportiva foi a quarta melhor equipa da competição.

Bruner foi o destaque das açorianas
Bruner (11) foi o destaque das açorianas

Como diz o Presidente da FPB, as açorianas passaram “do espanto pelos resultados dos primeiros jogos” para uma certeza na qualificação, qualificação que apenas uma equipa portuguesa tinha conseguido em 2009, na altura o Olivais de Coimbra.

O ponto chave desta equipa é o bom trabalho defensivo, que fez dela a sétima equipa com menos pontos sofridos, e uma muito boa eficácia na linha dos três pontos (39,2%), a terceira marca da competição. Ashley Bruner também contribuiu e muito para este sucesso, aparecendo como terceira melhor marcadora e terceira melhor ressaltadora da fase de grupos.

Com quatro pilares base na equipa (Bruner, Mendes, Ivanovic e Wallace) mas com mais elementos de bom valor, o Sportiva mostrou que é uma equipa com que podem contar para o futuro da competição, que é já no início de janeiro, nem que seja porque o adversário é já um velho conhecido, ou não se tratasse das francesas do Angers. Motivos para sonhar, portanto!

Imagens: Clube União Sportiva

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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