A CRÓNICA: A FALTAR UMA VITÓRIA DO FC PORTO PARA A CONSAGRAÇÃO, O SPORTING DISSE “NÃO”

Esperava-se um dos jogos mais renhidos da Liga. Perto de viver o final do campeonato nacional de basquetebol, o FC Porto recebeu o Sporting CP no Dragão Arena, com a possibilidade de pôr um ponto final nas contas. Com os dragões a vencer a série por 2-1, a necessidade de vencer os leões para colocar aos mãos na taça falava mais alto. Enquanto isso, os verdes e brancos queriam a remontada e desistir não era palavra a constar no dicionário leonino.

Ambas as equipas entraram fortes no início da partida. Enquanto o FC Porto apostava bastante na agressividade nas transições ofensivas, a par do poderio físico de Eric Anderson Jr., o Sporting CP privilegiava a rapidez de passes, de forma a garantir um jogador solto pronto para o lançamento exterior. Acabaram por ser uns dez minutos iniciais bastante renhidos e divididos entre as formações, mas a equipa portista saiu na frente para o segundo quarto, ao estar a vencer por 21-19.

O segundo período começou com uma baixa de peso para o Sporting CP, com o árbitro Fernando Rocha a mandar o treinador Luís Magalhães direto para a bancada, por alegados protestos. Mesmo assim, os leões não se vergavam e continuavam em busca da vitória. O estilo de jogo praticado continuava a ser o mesmo por ambas as equipas e estava um jogo de basquetebol bonito de se ver. Os dragões acusaram alguma pressão nos segundos finais antes do intervalo, com algumas desatenções, e o Sporting CP não fez nada mais do que aproveitar isso mesmo, recolhendo aos balneários a vencer por 34-42.

Nos penúltimos dez minutos, o FC Porto permaneceu no encontro da mesma forma que chegou ao intervalo – a acusar alguma pressão. Isso mesmo transpareceu pelo número de faltas cometidas em poucos minutos e com Moncho López a ter de ser cauteloso com os jogadores a colocar no terreno de jogo, por já ter três jogadores na iminência de serem expulsos por acumulação de faltas (Jalen Riley, Eric Anderson Jr. e Miguel Queiroz). Do lado dos leões, resistia a eficácia e só se via o marcador a aumentar, com a vantagem a ir pelo mesmo caminho. Posto isto, os leões entravam em grande vantagem parra o derradeiro período do jogo, vencendo por 47-58.

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Na entrada para o último quarto, os dragões entraram destemidos e os leões nada permissivos (acumulando cinco faltas cometidas em pouco mais de dois minutos). De forma óbvia, o FC Porto aproveitou da melhor forma cada falta cometida, Jalen Riley decidiu soltar a besta dentro de si e, de repente, a vantagem do Sporting CP estava reduzida a quatro pontos. Os leões começaram a ser algo permissivos, as distrações apoderaram-se do jogo e os azuis e brancos continuaram a escalar no resultado. A esperança de colocar as mãos na taça estava de pé, enquanto a vontade de vencer do Sporting CP estava lá, apesar de todas as dificuldades.

A emoção esteve presente até ao final, com a diferença a ser residual entre as equipas. Faltavam apenas 16 segundos e os leões estavam na frente por quatro pontos. Era o tudo por tudo para ambas as formações. Gordon ainda reduziu, mas logo de seguida fez falta e levou James Eliisor à linha de lance livre. Resolveu-se o jogo e empatou-se a série. O Sporting CP saiu do Dragão Arena com a vitória por 76-80, levando a decisão para sua casa.

 

A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jalen Riley – A peça-chave da esperança do FC Porto no encontro. Foi Jalen Riley que puxou a equipa para o alavancar do resultado e quem nunca desistiu. Os números falam por si, mas, apesar da enorme exibição do jogador do FC Porto, não chegou para vencer.

Menção honrosa para Travante Williams que é um jogador ao qual poucas são as palavras que existem para o descrever. Enquanto Jalen Riley foi o menino de outro dos dragões, Travante foi o homónimo do lado dos leões.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Segundo período do FC Porto – O nervosismo apoderou-se dos dragões durante o segundo período do encontro. Tornaram-se bastante permissivos e a atitude no terreno de jogo não estava a ser a melhor. Apenas com 13 pontos marcados e com 23 pontos concedidos, a tarefa dificultou-se a partir daí.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Com as ideias já conhecidas de Moncho López e com o estilo de jogo praticado já habitualmente pelo FC Porto, o melhor cinco foi a jogo. Os dragões aplicaram um jogo bastante agressivo nas transições ofensivas, apesar de algo posicional e tático.

A nível defensivo, a equipa da Invicta tentou tirar sempre vantagem nos ressaltos, dado estatura dos jogadores portistas comparativamente aos do Sporting CP. Para além disso, privilegiaram a uma defesa bastante cerrada, homem a homem.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (9)

Brad Tinsley (8)

Larry Gordon (8)

Garret Nevels (7)

Eric Anderson Jr. (8) 

SUBS UTILIZADOS

João Torrie (4)

Vlad Voytso (6)

Pedro Pinto (4)

Francisco Amarante (4)

Miguel Queioz (6)

João Soares (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Acabou expulso do encontro logo no início do segundo período, mas isso não condicionou o jogo do Sporting CP. Falamos do treinador Luís Magalhães, que escolheu o melhor cinco leonino para enfrentar o FC Porto e tentar a remontada na série.

A nível ofensivo, era notória a fluidez e rapidez nos passes entre jogadores da equipa verde e branca, tendo quase sempre a possibilidade de ter um jogador a lançar sem oposição, sem esquecer a importância dos atiradores principais – Travante Williams e John Fields.

Nos momentos defensivos, a equipa de Luís Magalhães optou por uma defesa homem a homem, distribuída por campo inteiro, com grande pressão sob o portador da bola da equipa adversária.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Diogo Ventura (6)

Micah Downs (7)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS

Shakir Smith (6)

João Fernandes (6)

Cláudio Fonseca (5)

Diogo Araújo (5)

Pedro Catarino (5)

Artigo revisto por Joana Mendes

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