A CRÓNICA: O CLÁSSICO FOI QUENTE, RAFAEL LISBOA E QUINCY MILLER FORAM FRIOS

Numa tarde de homenagem a Alfredo Quintana, FC Porto e SL Benfica tentaram ao máximo dignificar a lenda azul e branca, demonstrando um espírito guerreiro e uma vontade de vencer indubitável. O número um portista esteve «coberto» na bancada Sul do Dragão Arena, imortalizando a sua presença no palco das modalidades portistas.

Ora, após o minuto de silêncio, o jogo rapidamente esquentou e Rafael Lisboa principiou como terminou: sendo uma autêntica dor de cabeça para a defesa do FC Porto.

O primeiro quarto terminou com uma pontuação interessante (22-19), com ambos os conjuntos fortes no ataque ao cesto. Todavia, algo desacertados em organização ofensiva, provocando erros não forçados com várias faltas ofensivas em bloqueios diretos. Do lado encarnado, a vontade não faltou, contudo, era o discernimento e a serenidade de Rafael Lisboa que mantinha o SL Benfica bem colado ao jogo.

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Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O segundo quarto trouxe um FC Porto mais agressivo na defesa e mais concentrado no ataque. A rigidez tática e o altruísmo nas duas vertentes do jogo permitiu à equipa azul e branca alargar a vantagem. Não obstante, tal não se sucedeu durante muito tempo, sendo que, já perto do fim, Betinho e Rafael Lisboa voltaram a colocar as contas do clássico «à justa», terminando com o FC Porto em vantagem por 38-37, ao intervalo.

A saída dos balneários trouxe um SL Benfica reverdecido. A intensidade aumentou e a irreverência de Miller, em conjunto com a «mão a escaldar» de Tomás Barroso permitiu às águias voar para um parcial de 29-17 e consequentemente obrigar o FC Porto a correr atrás do prejuízo.

Ora, mesmo com o revés do terceiro quarto, a chama do dragão não se apagou e nos últimos dez minutos da partida, Moncho López acionou uma defesa a campo todo e obrigou Amarante e Queiroz a asfixiar o portador da bola no princípio da organização benfiquista. Este efeito surpresa, ainda assim, não atordoou Rafael Lisboa, que manteve a frieza e firmeza necessária para fechar o jogo para o lado do SL Benfica.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Dupla Rafael Lisboa e Quincy Miller – Era complicado e injusto apenas definir um destes dois. Se por um lado, Miller foi imparável no ataque ao cesto, terminando com uma eficácia de 80% em lançamentos de campo, por outro, Rafael foi quem manteve o SL Benfica lúcido, tendo sido o jogador quem melhor tomava decisões no momento de ferir o cesto contrário. Lisboa terminou a partida com 17 pontos e oito assistências.

O FORA DE JOGO

Defesa do FC Porto – Num jogo a homenagear um dos melhores guarda-redes de andebol de sempre, pedia-se mais capacidade defensiva a um FC Porto, que não teve meios nem forma de segurar a prepotência ofensiva encarnada. A facilidade com que os bases encarnados definiam e tinham sempre soluções acabou por concluir o jogo e a derrota portista.

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO

A equipa liderada por Moncho López lançou um cinco inicial repleto de experiência e veterania, tendo dois bases de raiz, dois extremos-postes e um poste de raiz, oferecendo um misto de irreverência e cabedal físico. Em organização defensiva, a equipa do FC Porto manteve-se fiel ao homem-a-homem a meio campo, não executando quaisquer trocas nos bloqueios diretos, obrigando à equipa do SL Benfica a temporizar na procura do desequilíbrio.

Ofensivamente, o FC Porto apresentou as mesmas dinâmicas, todavia estas se alterem (como é natural) consoante os jogadores em campo. Tendo Tinsley em campo a bola circulava mais e com maior fluidez, ao passo que tendo Pedro Pinto ou Jalen Riley, a bola ficava muito mais tempo «presa» no jogador, não auferindo a circulação de jogo que Moncho tanto aprecia. A aposta no jogo interior manteve-se, como expectável.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (8)

Bradley Tinsley (5)

Miguel Queiroz (8)

Larry Gordon (6)

Eric Anderson Jr. (5)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amarante (6)

Vladyslav Voytso (-)

Pedro Pinto (6)

Tanner Mcgrew (6)

João Soares (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Os «pupilos» de Carlos Lisboa alinharam com um cinco semelhante ao do FC Porto, tendo dois exteriores mais ténues fisicamente (Rafael e Bryce), e ainda, igualmente dois extremos-postes (Quincy e Betinho) e um poste de raiz (Coleman). Em organização defensiva a equipa liderada por Carlos Lisboa, permaneceu fiel à defesa homem-a-homem a meio campo.

Ofensivamente, o SL Benfica quando não encontrava soluções em transição, procurava o base para desbloquear através de um pick and roll central ou através da recorrente jogada «cornos» onde dois postes subiam para “oferecer o corpo” a um pick, sendo que partir daqui era sempre ou o Rafael Lisboa ou o Tomás Barroso os principais executantes. Se as soluções ficassem trancadas, era Betinho ou Quincy Miller através de isolações que criavam e fechavam as jogadas.

 5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rafael Lisboa (9)

Betinho Gomes (7)

Quinccy Miller (9)

Eric Coleman (6)

Bryce Alford (4)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Barroso (8)

Fábio Lima (6)

Arnette Hallman (5)

Cameron Jackson (6)

Jaylen Key (-)

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

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