basquetebol feminino

A Liga Feminina de Basquetebol regressa este fim de semana com o arranque da segunda volta da fase regular e como tal vou fazer um breve apanhado do que foi a primeira volta desta competição.

Tendo eu visto jogos de praticamente todas as equipas, faltando-me apenas a Quinta dos Lombos e o Olivais, posso dizer que existe uma divisão clara em três grupos. O da frente, em que estão o GDESSA Barreiro, o CAB Madeira e o União Sportiva; um segundo grupo, em que estão as equipas situadas entre o quarto lugar e o 11.º; e o terceiro grupo, onde fica apenas a Ovarense, que não parece ter argumentos para esta divisão.

Analisando o primeiro grupo, o grande destaque tem de ir para a equipa do Barreiro, que somou por vitórias os 11 jogos que fez  – tem de ser um justo líder. Mas, apesar disto, não acredito no título do GDESSA. O CAB, que não começou da melhor forma a temporada – neste caso é mesmo por não ser tão dominante como no passado -, é quem parte como favorito. Uma equipa bem trabalhada e com muitas opções para as várias posições, o que lhe dá vantagem sobre as atuais campeãs, é a União Sportiva. As açorianas nesta primeira volta perderam em casa com estas duas adversárias: contra o CAB ficou patente o que já escrevi, já contra o GDESSA as lesões que afetaram a União Sportiva durante o jogo não lhe permitiram continuar a lutar pela vitória, precisamente por esta equipa ter um plantel muito mais curto que as restantes duas. Sendo assim, o meu top3 para apostas é CAB, União Sportiva e GDESSA.

O regresso de Faustino pode ajudar o Sporting
O regresso de Faustino pode ajudar o Sporting
Fonte: Sporting CP

No tal segundo grupo uma das equipas que vai subir a sua produção é o Sporting. No ano de estreia na Liga muitas lesões têm dificultado a vida às leoas (chegaram a ir a jogos com sete atletas) mas o início de 2016 marca o regresso das lesionadas de maior duração, com destaque para a Inês Faustino. Mas o equilíbrio reina aqui neste grupo também, sendo o Vagos e o Olivais as duas equipas mais fracas mas que não podem ser descuradas, podendo complicar muito a vida e ganhar a qualquer uma destas equipas. Com quase todas as equipas a reforçarem-se para esta fase fica difícil perceber quem vai desequilibrar a seu favor a melhor posição de apuramento para os playoffs, neste caso o quarto e quinto lugares, de forma a evitar as três equipas mais fortes.

Por fim temos a Ovarense, que ainda não venceu e que parece ter reservado o último lugar da competição. A equipa de Ovar é a única sem estrangeiras, o que pode facilitar um pouco a percepção do motivo deste maior afastamento em relação às outras equipas. Ganhar um jogo não é impossível, mas afigura-se tarefa muito difícil.

A Liga deste ano está sem dúvida mais equilibrada que a do ano passado a todos os níveis. Se no ano passado muitos diziam que a luta era para ver quem ficava em segundo atrás do CAB – apesar de não ter acontecido – este ano não se pode dizer quem será o campeão; três muito boas equipas podem lá chegar, qual será a quarta equipa a chegar à fase final? É impossível responder agora; existem muitas equipas a lutar por este posto e com qualidade para tal.

Foto de capa: GDESSA

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