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5 jovens jogadores a seguir na NBA G League

Clara Maria Oliveira · 5 min

Foto de Capa: NBA G-League

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No passado dia 10 de fevereiro, a primeira bola foi lançada ao ar na G League. A liga de desenvolvimento está a adotar o mesmo modelo dos Playoffs da NBA em 2020, com uma “bolha” na Disneyland, em Orlando. Com o cenário de pandemia, apenas 17 formações, das 28 normalmente inscritas, aceitaram o formato. Este ano, o torneio conta com uma nova equipa que promete mudar o paradigma do basquetebol norte-americano.

Os Ignite fogem ao sistema dos outros plantéis presentes na Liga. Desde 2020, a equipa situada na Califórnia serve como uma nova porta para os jovens basquetebolistas. Na G League, os jogadores podem ser pagos, ao contrário do caminho da NCAA, onde o campeonato universitário ainda não permite qualquer tipo de rentabilidade financeira aos atletas. Quem o faz, pode ser severamente punido.

As únicas alternativas que existiam eram fora das fronteiras americanas. No último Draft, por exemplo, LaMelo Ball e RJ Hampton foram as caras da NBL, a liga de basquetebol australiana. A NBA percebeu que a tendência era de ver estes casos a aumentar e criou uma equipa com as mesmas características, a competir na liga de desenvolvimento, que já existe desde 2001.

Com esta pequena/grande diferença, alguns dos melhores jogadores já começam a ver esta via como uma boa alternativa ao que era tradicional, estudar e jogar. Jalen Green foi o pioneiro nesta via alternativa, o que promoveu de outra forma o que ainda podia ser visto com alguma insegurança.

Um dos condimentos que ajuda à escolha da G League é a oportunidade de jogar contra e com jogadores mais experientes. Nos Ignite, Jarrett Jack transmite conhecimentos de veterano, mas os mais novos também podem aprender ao jogar contra nomes como Jeremy Lin.

Apesar de os Ignite competirem com as restantes equipas, os jogadores mais jovens, vindos do High School, não podem jogar na NBA ao longo da época. Pelo contrário, os profissionais já draftados podem usar a G League como um trampolim para jogar no “principal franchise” ao longo do ano, visto que quase todas as equipas da liga têm, neste momento, um plantel de desenvolvimento a competir.

Em todas as equipas existem nomes com grande qualidade. Neste artigo, vamos focar-nos em apenas cinco jogadores com idade mais nova no BI, mas que já fazem frente a alguns adversários com muita história na NBA. Com bons jogos nesta “bolha”, pode ser que se vejam alguns destes atletas a brilhar nos maiores palcos, já nesta época.

A ordem desta lista não está por ordem crescente.

Foto de Capa: OKC Blue

1.

Aleksej Pokusevski – Poku foi a 17.ª escolha no Draft de 2020. Apesar de jogar no Olympiacos B, a falta de experiência não foi um entrave para os Oklahoma City Thunder. Jogou 17 jogos na NBA entre dezembro e janeiro, mas o franchise delegou o gigante sérvio para a G League. O maior tempo de jogo e a menor pressão estão a ajudar o jogador, que já mostrou uns pozinhos do talento que prometia ter na estadia no clube grego.

O sérvio é o nomeado “jogador unicórnio” – apresenta uma uma estatura alta (2,22 metros), mas tem boas capacidades de passe e lançamento. Cada vez mais, estes jogadores têm um lugar de destaque no basquetebol. Até ao momento, com 7 jogos realizados na G League, Pokusevski tem médias de oito pontos, sete ressaltos e quatro assistências. Além dos números, o que impressiona são alguns dos malabarismos que já encantam os adeptos. É muito novo e ainda vai falhar, mas o futuro é risonho para este atleta.

2.

Jonathan Kuminga – Um dos prodígios dos Ignite. Após algumas propostas de universidades de alto gabarito, como Kentucky, Kuminga decidiu levar os talentos para a G League e preparar-se para a NBA de uma forma distinta. O natural da República Democrática do Congo é visto como uma potencial escolha de Top 5 no Draft de 2021.

Com apenas 18 anos, já demonstra um poderio físico acima da média para a idade. Mesmo sem ter jogado um único minuto frente a veteranos, entrou na liga com uma naturalidade de quem já tem muitos anos de basquetebol “nas pernas”. Até ao momento, tem médias de 16 pontos, duas assistências e seis ressaltos por jogo e é o jogador mais em destaque na equipa.

3.

Jalen Lecque – Aos 20 anos, o guard ainda não teve uma oportunidade de brilhar na NBA. Neste caso, a G League foi, mais uma vez, a solução para não estagnar o crescimento de um jovem com algum potencial para fazer parte da rotação de um franchise. Lecque não foi escolhido no Draft de 2019, mas foi angariando contratos e aterrou definitivamente em Indiana, para jogar nos Indiana Pacers.

Até este momento, está a ter médias de mais de 16 pontos, quatro ressaltos e três assistências por jogo. Se continuar a brilhar, podemos ter Jalen Lecque a ter mais minutos na NBA depois da experiência na “bolha” de Orlando.

4.

Kevin Porter Jr. – O jogador dos Houston Rockets é, provavelmente, o nome mais conhecido nesta lista. No entanto, as razões da “fama” não são as melhores. Depois de um problema, quando ainda jogava nos Cleveland Cavaliers (após um episódio com Taurean Prince), foi trocado e vai passar os próximos meses a jogar na G League.

O atleta de 20 anos tem aproveitado a oportunidade. Stephen Silas, treinador principal dos Rockets, já elogiou as prestações do seu “caçula”. Assim, deu a entender que no futuro terá lugar numa equipa que está em modo de reconstrução. Na liga de desenvolvimento da NBA, Porter Jr tem, até ao momento, médias de 23 pontos, cinco ressaltos e sete assistências.

5.

Jalen Green – A grande cara da G League. O jovem trocou as voltas a milhares de atletas que tinham o sonho de seguir o caminho tradicional que já vigorava há algumas décadas. O jogador era, segundo a ESPN, o melhor jogador da classe de 2020 (último ano na escola secundária) e, com esse estatuto, tornou-se o porta-estandarte de uma geração que promete mudar o basquetebol.

A potencial escolha número um do Draft de 2021 está em crescendo a nível exibicional. Depois de um começo “morno”, está com médias de quase 18 pontos, cinco ressaltos e três assistências. Muitos dos momentos e detalhes que apresenta no court demonstram todo o entusiamo colocado em cima dos ombros de Green.

Clara Maria Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos