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O arranque da temporada de 2019/2020 da NBA já leva um mês de calendário, contando com surpresas de equipas com mais vitórias do que o esperado, suspeitos do costume candidatos ao título e também um sabor nostálgico na competição.

Umas das principais surpresas é o arranque de temporada que a equipa de Phoenix, Arizona está a fazer. Liderada pelo jovem extremo-base Devin Booker, que está a jogar tão bem quanto o têm feito até a data na sua carreira, Phoenix têm capitalizado na coluna das vitórias. Com Booker a ter médias de 25.6 pontos por jogo e 6.2 assistências por jogo, os Phoenix Suns encontram-se na sétima posição da dura conferência Oeste, com um recorde de 8-7. Apesar da expressivade ofensiva de Booker, o sucesso da equipa deve-se também à contratação de peças chave no seu plantel, como o veterano espanhol Ricky Rubio, que conta com mais de 10 anos de carreira profissional e também do poste Aron Baynes, que têm tido uma temporada de topo de carreira com 14.5 pontos por jogo a combinar com 5.6 ressaltos (no entanto o que é mesmo de destacar é a melhoria do seu tiro exterior, contanto com 1.6 triplos por jogo de média!).

Phoenix têm vivido também da grande época de Kelly Oubre Jr, jovem extremo que tem ajudado muito a equipa a nível ofensivo, levando uma média de 17.3 pontos por jogo. Os Suns de Devin Booker, assim, encontram-se numa posição que nunca tinham estado com a jovem estrela ao comando, a meio da tabela classificativa e com um futuro promissor para os playoffs. Resta averiguar se o seu estilo de jogo é sustentável e se conseguem continuar a ganhar a boas equipas e não perder jogos com erros devido à falta de experiência.

Surpresa, mas pela negativa, é também a equipa de Portland, os Trail Blazers de Damian Lillard. Apesar de um tremendo arranque de temporada por parte de Lillard, com 28.6 ponto por jogo e 7.1 assistências, os Trail Blazers encontram-se numa má posição para começar a temporada e, devido aos seus problemas em concretização, mas maioritariamente a lesões, encontram-se no fim da tabela classificativa da conferência Oeste. No 14.º posto e com um recorde de 5-12, para uma equipa que na época anterior chegou a uma final de conferência, este é, no mínimo, um arranque muito desapontante.

Mesmo com Lillard a ter jogos exímios, como por exemplo no seu melhor jogo ofensivo esta época que contou com 60 pontos frente aos Brooklyn Nets (jogo esse que também perderam), os Blazers não têm conseguido grande expressividade ofensiva. Lillard sofre, no momento, uma lesão ligeira nas costas (espasmos), fazendo com que se mantenha fora das 4 linhas durante alguns jogos, outro azar para os Blazers. Outras baixas também relevantes na equipa é a do poste Nurkic, ainda a recuperar de lesão da época anterior, e também do veterano Pau Gasol, que inclusive foi esta passada semana “liberto” (o termo simpático para dispensado) da equipa, depois do diagnóstico da sua lesão revelar ser de seis a doze meses o tempo de recuperação.

Apesar da boa prestação individual de Lillard, os Portland não têm tido sucesso no começar da época
Fonte: Portland Trail Blazers

Com poucas opções no ataque e a sua segunda opção, o extremo CJ McCollum, a ter uma época mediocre, os Blazers viram-se assim forçados a alterar algo, que passou pela contratação de um dos melhores marcadores da história da NBA, Carmelo Anthony. O único senão é que Anthony encontrava-se sem jogar já há praticamente um ano civil.

No entanto, apesar dos seus 35 anos, Anthony pode ainda ser um fator chave no ataque dos Blazers. Com Lillard a base, e McCollum a extremo-base, Anthony insere-se perfeitamente na posição de extremo ou até extremo-poste. Com menos produção ofensiva do que no seu auge, como será de esperar, e até menos minutos/lançamentos, Anthony pode ainda ser uma contribuição valiosa para uma equipa da NBA, e nada melhor do que uma equipa que necessita mesmo de ajuda ofensiva. Nos três jogos já jogados, Anthony conta com 13.0 pontos por jogo e 4.3 ressaltos. Apesar da eficácia ainda não estar no seu melhor, Anthony pode ainda ser uma contribuição valiosa para os Blazers.

Por fim, mas não menos importante, os Boston Celtics! A equipa de Massachussets encontra-se com um recorde de 11-4 e no segundo posto da conferência Este. Uma equipa bastante jovem e sem um líder ofensivo em particular, têm feito um tremendo arranque de temporada, incluindo dez jogos consecutivos a ganhar. Depois de uma pré temporada em que “perderam” a sua super estrela em Kyrie Irving, que preencheram a lacuna com o base vindo de Charlotte Kemba Walker, os Celtics encontram-se com mais fluidez no seu ataque, mais ferocidade na defesa e, consequentemente, já atingiram o melhor recorde de vitórias consecutivas desde 2008!

No ataque, contam com a preciosa ajuda de Jayson Tatum. Com um melhor de carreira no momento de 20.5 pontos por jogo e 7.0 ressaltos, Tatum têm sido aquilo que todos esperavam: uma força ofensiva com um arsenal muito completo. Também Jaylen Brown, conta com 18.8 pontos por jogo e 7.4 ressaltos mas inclui também 1.1 roubo de bola por jogo.

Entre estes, Kemba Walker tem conseguido também preencher a grande vaga que lhe foi atribuída! Com 21.1 pontos por jogo e 4.7 assistências, Walker tem sido um enorme factor no sucesso da equipa de Boston. Vindo de uma equipa que nunca teve tanto sucesso como estão a ter os Celtics, Walker tem conseguido dar a fluidez ao ataque de que os Celtics vinham a precisar combinada com a liderança necessária em certos momentos do jogo.

A nível defensivo, a equipa encontra-se no top dez do defensive rating da liga e também, tendo conseguido manter o base Marcus Smart, uma força defensiva necessária a partir do banco, que se encontra com uma média 12.3 pontos, 1.3 roubos de bola e 1 bloco por jogo. No entanto, Smart é o tipo de jogador que o seu verdadeiro impacto não aparece na ficha de jogo. A sua intensidade defensiva e concentração nas ajudas defensivas é do mais alto nível e tem-se demonstrado muito valioso para a equipa.

Os Boston Celtics encontram-se assim a ganhar jogos “calmamente” na conferência Este e demonstram-se um forte candidato ao título neste início de temporada.

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Pratica desporto desde os cinco anos, idade em que começou a jogar Basquetebol. Jogou ao serviço da Associação Desportiva Ovarense durante 12 anos (nos quais três foi campeão distrital de Aveiro). É licenciado em Gestão (ensino em Inglês) pelo ISEG e estudante no Mestrado de Finance pela mesma instituição. Instituição pela qual ainda pratica Basquetebol, tendo conseguido chegar ao Top-8 Nacional em duas épocas consecutivas. É uma pessoa com uma paixão pela modalidade e com uma forte opinião sobre a mesma, sempre aberto a diferentes visões e novas experiências.                                                                                                                                                 O Vicente não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.