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O percurso até à glória de Giannis Antetokounmpo | NBA

Clara Maria Oliveira · 3 min

Giannis Antetokounmpo
Foto: NBA

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50 anos depois, os Milwaukee Bucks sagraram-se campeões da NBA. Mal ecoou a buzina do Fiserv Forum para o final do jogo seis, as câmaras foram logo apontadas ao MVP das finais, Giannis Antetokounmpo.

As lágrimas derramadas pelo jogador grego não se resumiram ao melhor momento da carreira, mas também às dificuldades que sentiu até sentir a glória.

Recorrendo a uma analepse na vida de Giannis, aterramos nas raízes humildes da família na capital da Grécia, Atenas.

Sem facilidades financeiras e com uma fuga da Nigéria para terem melhores condições na bagagem, os Antetokounmpo tiveram de vender óculos e pequenos acessórios na rua para sobreviverem.

Além dos problemas para comprarem bens essenciais, o clã foi vítima de racismo e insultos no país que os acolheu. O basquetebol aparece, neste caso, como uma fuga ao que de mau se passava com o jogador e os quatro irmãos.

A carreira profissional começou no modesto Filathlitikos, da terceira divisão grega. Poucos meses depois, é conhecido que Giannis tinha um princípio de acordo com o CAI Zaragoza, mas o torneio FIBA sub-20, em 2013, mudou-lhe os planos.

Giannis Antetokounmpo acabou por ser escolhido com a 15.ª escolha no Draft de 2013. Sentado ao lado do irmão nas bancadas do Maddison Square Garden, poucos imaginavam o talento e o potencial do mais recente jogador dos Milwaukee Bucks.

A aposta não podia ter sido mais arriscada e tão certeira, ao mesmo tempo.

Desde o primeiro minuto em que pisou a madeira de um pavilhão da NBA, a carreira só melhorou. Primeiro, tratava-se de um atleta em construção, a precisar de treinos para competir com jogadores de outro calibre físico.

Contudo, com o passar dos anos, o extremo-poste passou a ser um dos grandes exemplos de ética de trabalho na melhor liga de basquetebol do mundo.

Na temporada de 2016/17, quatro anos depois da estreia, Giannis foi escolhido para o primeiro All Star Game.

As médias de 22.9 pontos, 8.8 ressaltos e 5.4 assistências também lhe valeram, no final da época, o prémio de Most Improved Player – jogador que mais evoluiu entre temporadas.

Sem nunca se deixar deslumbrar com o sucesso, Giannis também transformou a equipa de sempre, os Milwaukee Bucks. Apesar de não passarem por um deserto sem idas aos Playoffs, a equipa raramente passava da primeira ronda e já não venciam um título desde 1971.

No entanto, o peso nos ombros do grego era cada vez maior. Nos dois anos em que venceu o prémio de MVP, os Bucks ficaram aquém das expectativas e não conseguiam passar às finais da NBA.

Em vários períodos de free agency, crescia o burburinho de que Giannis poderia sair de Milwaukee e se juntar a uma superequipa, mas o jogador manteve-se fiel à cidade que o acolheu e assinou um contrato de longa data.

Esta temporada, com a chegada de Jrue Holiday e novas peças para acabar o puzzle, a imprensa e os adeptos tinham as expectativas um pouco mais baixas.

Nesse sentido, o planeamento correu melhor que o esperado e chegaram às finais da NBA, acabando por vencer os renovados Phoenix Suns, depois de estarem a perder por dois jogos a zero.

Quando se fala em vitória, todos os caminhos parecem perfeitos.

Giannis Antetokounmpo demonstrou o contrário e assume-se como um exemplo para muitos. Com o companheiro de sempre, Khris Middleton e a equipa que o escolheu, tornou muitos sonhos em realidade.

Aos 26 anos, o bilhete para o Hall Of Fame já está pré-reservado.

Clara Maria Oliveira

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