Na oitava temporada da NBA parece ter chegado, finalmente, a vez de Kemba. Um dos jogadores mais respeitados pelos adversários e um dos mais adorados pelos fãs. O pequeno base dos Hornets tem sido, indiscutivelmente, o melhor base do Este e, provavelmente, de toda a liga. Tem sido também, por larga margem, a razão de os Hornets estarem em lugar de playoff.

Kemba Walker saltou para a ribalta do basquetebol norte-americano ainda nos seus tempos de faculdade, quando, ao serviço de UConn, marcou o cesto da vitória frente a Pittsburgh no Madison Square Garden, com um gesto técnico que se viria a tornar na sua imagem de marca e que ainda hoje aterroriza defesas: o “mid range step-back”.

O jogo de Kemba teve de evoluir ao longo do tempo e parece ter atingido o seu pico (pelo menos até agora) esta época. Com algumas dificuldades em defender bases mais altos ao longo da sua carreira, Walker teve sempre de compensar no ataque. E é isso que tem vindo a fazer. Nos últimos anos, o base foi acrescentando à capacidade para encontrar os seus colegas e o lançamento exterior após drible à sua já incrível facilidade para fazer pontos de quase todas as maneiras. Hoje em dia, é quase impossível defender o 15 dos Hornets. Atira de fora, penetra para o cesto e acaba mesmo no meio dos “gigantes”, para de meia distância e, se lhe fazem dois contra um, haverá sempre um colega sozinho a receber a bola.

Walker marcou 60 pontos num jogo frente aos Sixers esta temporada
Fonte: Charlotte Hornets

Numa equipa, que, num dia ótimo, é de classe média-baixa da NBA, Kemba Walker é claramente o fator diferenciador, que vai aguentando os Hornets na luta pelos playoffs. Até quando? Ninguém sabe. Mas, com Kemba na equipa, durará sempre mais do que sem Kemba.

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No entanto, o contrato de Walker em Charlotte termina no fim desta temporada e, embora tenha falado por várias vezes da sua gratidão e lealdade a Charlotte, a verdade é que a carreira do base pode ficar muito aquém do seu potencial se este se mantiver nos Hornets. A turma do Estado da Carolina do Norte é má no que toca à escolha no draft; não é melhor a recrutar jogadores livres e muito dificilmente conseguirá alguma vez montar uma equipa vencedora à volta de Walker.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Charlotte Hornets