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O jogo do basquetebol tem sofrido enormes mutações com o desenrolar dos anos. Os triplos-duplos fazem parte do quotidiano moderno da NBA, os postes tradicionais parecem dissipar-se, os triplos são a nova primazia do basquetebol atual…Contudo, se pensarmos em específico na posição do base, é uma das que mais se modificou com o passar dos anos.

Fomos de uma ideia que um base deve ser o jogador mais preocupado com o sucesso dos seus companheiros, com a formação de bases «pass first» tais como Chris Paul ou Steve Nash, para a ideia que um base deve ser a principal arma ofensiva da equipa, através da conquista de pontos, com a formação de bases como Stephen Curry ou Kyrie Irving. Isto, claro, na esfera da NBA. Não quero globalizar esta ideia, mas sabemos bem como um jogador ou uma equipa podem metamorfosear as filosofias e ideologias precedentes, por todo o mundo.

Esta mistura de ideias, com o point guard a ser o jogador chave em todo o percurso ofensivo da equipa, formou uma ideosincrasia muito específica de bases para a nova geração da NBA: Doncic, Trae Young, LaMelo Ball, Tyrese Haliburton e Ben Simmons são meros exemplos disso mesmo. Reparem, todos são bases e três destes mencionados têm cerca de 2 metros de estatura (!), algo que há 20/30 anos não acontecia. Ninguém, outrora, pensava num jogador com 2 metros (ou mais) para transportar a bola e ser o cérebro ofensivo da equipa.

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Obviamente há exceções, como era então Magic Johnson, mas não passava disso, de uma excepção e de um jogador geracional. Hoje já temos mais jogadores desta estatura a fazer esse papel e mais importante ainda, temos jogadores que não são bases de raíz cada vez mais a desempenhar a função de um base no jogo. E este é o ponto principal do artigo.

Foto de capa: NBA

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