Obrigado, Kobe

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Cinco campeonatos, MVP, duas vezes MVP das finais, dezoito vezes All-Star, quatro vezes MVP do All-Star, quinze vezes All-NBA, 33.643 pontos…

Kobe Bean Bryant é visto por muitos como o melhor jogador da história, alguém que dedicou a sua vida, o seu corpo e a sua mente ao desenvolvimento da modalidade que tanto amava e que praticou durante toda a sua vida. Foi graças a ele que milhares se apaixonaram, e apaixonavam diariamente, por esta modalidade que é o basquetebol.

Filho mais novo de um ex-jogador da NBA, desde sempre mostrou aptidão e desejo de seguir as pisadas do seu pai, de tal forma que, e como tantas vezes dissera, começou a jogar com apenas três anos de idade.

Kobe era um apaixonado pela modalidade. Foi graças a essa paixão que desenvolveu a “Mamba Mentality”, um foco e dedicação extremo que lhe permitia ultrapassar qualquer objetivo. Há quem diga que já no secundário costumava começar a treinar por volta das cinco da manhã, mesmo sabendo que o treino começava às sete, e que depois das aulas a rotina passava por mais algumas horas de treino, de modo a apurar as suas capacidades ao máximo. Em entrevista, dissera que: «A dor não te diz quando deves parar. A dor é aquela vozinha que tens na cabeça que te tenta segurar porque sabe que se continuares, vais mudar».

Chegou à NBA vindo diretamente do secundário, e com apenas 17 anos a sua personalidade conquistou de imediato todos os adeptos dos Los Angeles Lakers. De 1996 até 2016 foi a cara da sua equipa e alguém que levou o basquetebol a todos os cantos do mundo. Entrou adolescente, e na liga se fez homem. Com dores de crescimento pelo caminho, Kobe teve os seus problemas, tal como qualquer outro ser humano, mas sempre foi alguém que respeitou a modalidade e os adeptos, que tantas e tantas vezes gritaram o seu nome seguido de “MVP, MVP, MVP”.

Visto como extremista na sua maneira de treinar e de agir, os seus duelos com, e contra, Shaquille O’Neal, os Spurs de Tim Duncan, os Detroit Pistons, Lebron James e ainda os Celtics de 2008, ficaram para sempre na memória de quem os viu. Tornou-se no primeiro jogador da história da NBA a ter duas camisolas retiradas pela mesma equipa, dado o impacto que teve na cidade de Los Angeles durante mais de duas décadas, e mesmo depois da sua reforma enquanto jogador, continuava a ser dos atletas mais requisitados para dar treinos, tanto era o seu conhecimento da modalidade.

Leonardo Costa Bordonhos
Leonardo Costa Bordonhoshttp://www.bolanarede.pt
É jornalista desportivo e o andebol e o futebol foram o seu primeiro amor. Com o passar do tempo apaixonou-se também pelo basquetebol e futebol americano, e neste momento já não consegue escolher apenas um                                                                                                                                                 O Leonardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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