O Desporto deve ser uma festa dentro e fora do campo e em mais nenhum lugar do mundo se leva isto tão à letra como nos Estados Unidos da América.

O Super Bowl é o expoente máximo disto, onde o jogo até quase que fica em segundo plano, algo com o qual não concordo.

Não sou o melhor conhecedor de Futebol Americano, muito longe disso e, como tal, vou falar mais sobre a NBA, que conheço melhor.

As pessoas vão aos jogos para ver as estrelas, mas também por tudo o que acontece nos tempos mortos, que são tudo menos mortos.

Acontece um pouco de tudo num desconto de tempo ou no intervalo. Temos as famosas cheerleaders, mas também concursos, ofertas, as famosas câmaras de beijos, danças ou outros. Tudo acontece para tornar as pessoas parte do evento e para que estas queiram voltar.

‘Dance Cam’ num jogo dos Detroit Pistons, equipa da NBA

No caso português, pouco ou nada acontece. Num desconto de tempo, mete-se música e fica feito. No intervalo, por vezes, o speaker diz outros resultados do clube e pronto. Nos pavilhões mais pequenos, também por falta de condições para isso, muitas vezes nada acontece. Isto falando das modalidades ditas amadoras.

O Marketing desportivo é uma área que cada vez me interessa mais e que tenho estudado mais. E, como consumidor de desporto, também sei o que o adepto quer.

Chegar a um estádio/pavilhão, sentar, ver o jogo e sair será cada vez mais um desuso. Existe muita coisa a acontecer cá fora para as pessoas gastarem o seu tempo desta forma.

Mas se as pessoas souberem que podem voltar para casa com uma t-shirt oferecida – sejamos sinceros, por algo grátis fazemos quase tudo -, que podem participar no espetáculo, ainda que com coisas pequenas, é um incentivo extra para se deslocarem ao recinto desportivo.

Nos Estados Unidos já perceberam isso. Por cá, focando-me em Portugal, ainda estamos muito atrasados. Urge mudar, ou as assistências desportivas podem ficar para trás.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: NBA

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