Após mais um fim-de-semana All-Star, regressa a fase regular da NBA, em tempo de decisões. Os Lakers partem para os últimos 25 jogos numa posição delicada, em décimo lugar, e ainda com uma margem de três jogos para os vizinhos Clippers, que se encontram em oitavo. LeBron James sabia que chegar aos playoffs no Oeste não seria um passeio como no Este, mas estaria preparado para voltar a ter de carregar uma equipa para a postseason?

Da última vez que as finais da NBA não incluíram o nome de LeBron James, Stephen Curry era um rookie escolhido em sétimo lugar, atrás de Jonny Flynn. James Harden tinha sido o terceiro, atrás de Hasheem Thabeet. Blake Griffin tinha sido a primeira escolha, mas não tinha jogado. Mais estranho será pensar na última vez que James não esteve sequer nos playoffs. Dwight Howard era um rookie, assim como Shaun Livingston, Luol Deng, Andre Iguodala ou Al Jefferson.

Porém, os Lakers colocaram-se numa situação pouco vista nos últimos na NBA e, aparentemente, só um super-LeBron os salvará. A turma de Luke Walton vem de quatro derrotas nos últimos cinco jogos. Oito nos últimos onze. E o próximo adversário são os Houston Rockets. Os Lakers, que pretendiam já ter Anthony Davis nos seus quadros, adicionaram apenas Reggie Bullock e Mike Muscala, à custa dos jovens Mykhailiuk e Zubac. São a pior equipa da Califórnia, com um recorde negativo e atrás de Kings e Clippers.

LeBron e Beverley, no derby de L.A.
Fonte: Los Angeles Lakers

Na verdade, já todos vimos James escapar de situações destas em anos anteriores, levando equipas dos Cavaliers até às finais quando nem aos playoffs chegariam sem LeBron. Mas no Este, por cada Boston ou Toronto, há sempre Orlando, New York ou Charlotte. No Oeste, há Houston em quinto, San Antonio em sétimo ou Minnesota em 11.º.

Este será um dos maiores testes à capacidade de James, embora não ponha o seu legado em causa. Toda a gente sabia o que esperava LeBron em Los Angeles e a possibilidade de falhar os playoffs existia. Mas estes falhanços dos Lakers não afetam apenas esta época. Põem a equipa numa situação mais complicada na free agency deste verão e mesmo a valia dos seus jovens em possíveis cenários de troca decresce a pique, como se pode confirmar pelo não-negócio por Anthony Davis com os Pelicans. LeBron e os Lakers têm muito em jogo nas últimas partidas da temporada.

Foto de Capa: Los Angeles Lakers

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Comentários

Artigo anteriorFabio Jakobsen vence ao sprint na chegada a Lagos
Próximo artigo(Des)alinhamento astral
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.