Um grego, dois australianos e uma data de americanos entram num bar e desatam a partir aquilo tudo. E é isto. Não há piada fácil, não há “punch line”, nada disso. Os Bucks entrarão para a nova época como uma das equipas a ter em conta no lado Este da NBA e é bom que 6365estejam preparados para o ressurgimento de Milwaukee no mapa.

O treinador é novo, há reforços interessantes e um dos dois melhores jogadores da conferência mais próxima do Atlântico pertence-lhes (o outro acabou de se mudar para o Canadá). Há muitas e boas razões para os adeptos dos Bucks olharem para a nova temporada com esperança no tal salto que há muito é prometido.

Vamos por partes: Mike Budenholzer é o novo treinador dos Bucks. O último homem não chamado Steve Kerr a colocar quatro jogadores da sua equipa num jogo All-Star não pode ser mau. O trabalho do “Coach Bud” em Atlanta foi muito positivo, principalmente na fase regular. Discípulo de Popovich, Budenholzer colocou os Hawks a jogar um basquetebol atrativo e tentará fazer o mesmo em Milwaukee. Desta vez, com uma estrela diferenciada para poder elevar o nível.

Da parte dos jogadores, houve uma clara melhoria. É tão difícil parar Giannis Antetokounmpo como escrever o seu nome sem voltar atrás. Falta-lhe lançamento exterior? Falta, mas está em fase de melhoramento. E tudo o resto é impressionante. A força, a velocidade, a passada, a facilidade com que chega ao cesto e protege a sua tabela fazem do grego uma das grandes estrelas da NBA. Khris Middleton e Eric Bledsoe, segundo e terceiro melhores jogadores da equipa na temporada passada, também se mantêm em Milwaukee, oferecendo à equipa soluções distintas. Middleton é um extremo “certinho”, com um lançamento eficaz. Bledsoe é um base explosivo, que por vezes faz as coisas demasiado à pressa e se atrapalha (um pouco à imagem de Jeff Teague, que se tornou All-Star com Budenholzer).

Brook Lopez e Ersan Ilyasova são dois dos reforços dos Bucks para a nova temporada
Fonte: Milwaukee Bucks
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Lopez e Ilyasova são duas das caras novas dos Bucks para a zona interior, um dos grandes problemas dos Bucks. O turco regressa a Milwaukee depois de um final de temporada interessante em Philadelphia, ao passo que Brook Lopez abandona os Lakers após um ano. Ambos oferecem espaçamento ofensivo, uma arma interessante para quem tem uma força da natureza como Giannis.

Por falar em espaçamento, o rookie DiVincenzo, que “incendiou” a final da NCAA com 31 pontos, vem também trazer qualidade no lançamento exterior aos Bucks, que já contavam com Tony Snell e o veterano Jason Terry. O ex-Trail Blazer Pat Connaughton ganhou também alguma notoriedade na temporada passada com o seu tiro da linha de três pontos e será mais um a ajudar a “aumentar” o campo para Antetokounmpo. Brandon Jennings, Matthew Dellavedova e Malcolm Brogdon lutarão pelo espaço na sombra de Eric Bledsoe na posição de base, podendo cada um deles oferecer diferentes possibilidades ao seu treinador , dependendo dos jogos. Convém ainda não esquecer o esguio, mas enorme, Thon Maker, um poste bastante móvel e, também ele, com lançamento exterior capaz.

Parece óbvio que uma das forças dos Bucks para a nova temporada será a extensão do seu plantel (nem sequer referi John Henson, Tyler Zeller, Shabazz Muhammad ou Sterling Brown, que acumularam vários minutos em 2017/18), sempre dependentes da evolução basquetebolística de Giannis Antetokounmpo, que tem sido uma constante ao longo dos anos. Há treinador e jogadores capazes para levarem os Bucks a dar o próximo passo, numa nova arena. Serão compatíveis?

Foto de Capa: Milwaukee Bucks

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