Numa semana que contou com a troca de Jimmy Butler para Philadelphia, os problemas de Carmelo em Houston e a discussão acesa entre Draymond Green e Kevin Durant, Caris LeVert tem direito aos holofotes. A sua lesão no jogo em Minnesota é arrepiante e acaba com as perspetivas de uma boa época para os Nets e para uma das estrelas emergentes da liga. O início de época fulgurante do jovem não merecia tal desfecho.

Faltavam poucos segundos para terminar a primeira parte do jogo entre os Nets e os Timberwolves. LeVert perseguia Okogie no contra-ataque. Numa tentativa de desarmar o lançamento do adversário, LeVert caiu em cima de Okogie. Fez-se um silêncio assombroso em Minnesota, similar ao que se “ouviu” na lesão de Paul George ou Gordon Hayward. A temporada estava terminada (ou perto disso) para o jovem Caris e para uma equipa dos Nets que bem se pode queixar da falta de sorte.

Se perguntássemos a qualquer General Manager na NBA com que colega é que eles nunca trocariam de lugar, todos diriam Sean Marks, o GM dos Nets. A equipa de Brooklyn viveu anos complicados depois de uma troca desastrosa que deixou a equipa sem jogadores de qualidade e sem escolhas no draft. Contudo, Sean Marks soube mexer-se. Colecionou algumas escolhas mais baixas e apostou em jogadores de risco, com lesões na universidade, mas de qualidade inegável (LeVert e Hollis-Jefferson são os casos que melhor o demonstram). Os Nets têm vindo a crescer com o tempo. Há qualidade jovem em Brooklyn, com um treinador ambicioso e de grande capacidade (e potencial) em Kenny Atkinson.

Os jogadores dos Timberwolves juntos, em oração, depois de perceberem a gravidade da lesão de LeVert
Fonte: Minnesota Timberwolves

Depois da temporada surpreendente de Dinwiddie há um ano atrás, parecia ter chegado a vez de LeVert. Um talento que “cresceu” em Brooklyn, escolhido pelos Nets no draft de 2016 depois de várias equipas o terem deixado passar. A temporada de LeVert vinha fazendo lembrar Oladipo e o seu ingresso nos Pacers. Era um líder dentro de campo, com uma qualidade ofensiva tremenda. Alguém que tinha trabalhado para atingir este nível como poucos haviam trabalhado.

Porém, a temporada de Caris terminou em Minnesota, mesmo que os exames médicos digam que ele ainda pode voltar esta temporada. Não faz sentido forçar quando os Nets vão novamente falhar os playoffs num ano em que podiam, finalmente, voltar a lutar por esse objetivo. Ao jovem LeVert só podemos desejar as rápidas melhoras e o regresso ao nível que “ameaçava” apresentar: o nível de um All-Star.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Brooklyn Nets

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Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.