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Na etapa seguinte, Alberto Contador (a idade, infelizmente, já não “perdoa”) e Nairo Quintana (Giro-Tour em alto nível “paga-se” muito caro, hoje em dia), dois grandes campeões “feridos”, quiseram demonstrar que ainda não estavam acabados para este Tour e que ainda teriam algo a dar. Juntamente com Barguil e Landa decidiram a etapa.

Após colaborarem bem até ao fim, o francês Warren Barguil foi o mais rápido e consolidou a manutenção da camisola da montanha em sua posse, tendo batido os restantes ao sprint. Mais uma vitória e desta vez num dia tão importante para os franceses, neste caso, o Dia da Bastilha. Além disto, ressalvar a excelente etapa protagonizada por um dos colegas mais importantes para Froome nesta edição, de seu nome Mikel Landa. O espanhol da Sky esteve a um excelente nível e subiu algumas posições na geral individual, estando até mesmo numa posição favorável para ainda atacar o pódio deste Tour.

Marcel Kittel voltou a dominar nos sprints compactos e já tem 5 vitórias na sua conta pessoal Fonte: Le Tour de France
Marcel Kittel voltou a dominar nos sprints compactos e já tem 5 vitórias na sua conta pessoal
Fonte: Le Tour de France

A maior novidade da etapa 14 não foi ter terminado ao sprint e finalmente Michael Matthews ter vencido (uma vitória que coloca o australiano ainda em posição de poder tirar a camisola verde a Marcel Kittel) numa etapa bem ao seu estilo (após sprint com Van Avermaet, que há uns anos atrás tinha derrotado Peter Sagan ali) e em que a Sunweb volta a reforçar o grande ano de 2017 que têm tido.

Mas, então, a maior novidade foi mesmo para a nova mudança de camisola de Fábio Aru para…Chris Froome! O ciclista britânico aproveitou uma desatenção de Aru e ganhou preciosos segundos para voltar a envergar a camisola mais desejada desta competição.

Eu sempre tive a confiança de que não iria demorar muito tempo até o Froome voltar a ter a amarela (e não escondo que espero mesmo que a leve, desta vez, sem parar até Paris!), mas a verdade é que não esperava que o italiano fosse perder a camisola numa etapa como esta. A diferença entre ter equipa e não ter também dá nisto… ainda assim, o Aru deveria ter conseguido posicionar-se bastante melhor naqueles momentos decisivos e acaba por ser um pouco uma mistura entre culpa dele e culpa de não ter uma boa equipa para o ajudar nestas alturas importantes.

Froome não sabe desperdiça à mínima falha de outros e continua com a camisola amarela Fonte: Le Tour de France
Froome não sabe desperdiça à mínima falha de outros e continua com a camisola amarela
Fonte: Le Tour de France
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No dia 16 de Julho, mais uma etapa, sendo que dessa vez uma fuga foi realmente bem-sucedida – era uma etapa propícia a tal situação. Bauke Mollema aproveitou para “suavizar” um pouco a prova à sua equipa da Trek e deu-lhes uma vitória bem necessária. Diego Ulissi, Tony Gallopin e Primoz Roglic bem tentaram, sendo que novamente Warren Barguil esteve na discussão, mas nenhum foi bem-sucedido e a vitória foi mesmo para o holandês depois de atacar na descida.

Nesta mesma etapa, Chris Froome voltou a ter alguns problemas e desta vez houve mesmo ataques, mas o líder da Sky e do Tour recuperou tal como um campeão recupera e ainda, no final, demonstrou quem é o líder por ainda tentar ir sprintar com os seus rivais, que acabaram por chegar quase todos ao mesmo tempo e onde apenas Daniel Martin ganhou bons segundos para subir uma posição na geral e ultrapassar Mikel Landa na quinta posição por apenas cinco segundos.

Após isto, que venha a terceira semana ainda cheia de incertezas (os 7 primeiros estão ainda próximos, sendo que o 7.º está a 2 minutos de distância do 1.º) em praticamente todas as camisolas (pese embora Yates e Barguil já terem uma excelente vantagem) e que haja mais espetáculo na estrada, de preferência sem mais qualquer tipo de quedas ou certos tipos de problemas mecânicos ou outros que tais. Continuem a aproveitar para ver este Tour 2017, que ainda tem muito para dar numa terceira semana que se prevê de grande emoção e com um contrarrelógio no penúltimo dia que será certamente decisivo.

Foto de Capa: Le Tour de France

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

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