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Cabeçalho modalidadesOs dois primeiros dias desta segunda semana não tiveram grandes novidades. Duas etapas dedicadas ao sprint e mais duas etapas no “bolso” de Marcel Kittel. O ciclista alemão, em ambos os finais, não estava tão bem colocado quanto deveria e mesmo assim acabou por vencer.

Parece que o dono da camisola verde tem estes deslizes para dar mais alguma emoção ao final destas etapas, porque depois a sua superioridade tem sido tanta que não tem tido um rival à altura para aproveitar esses breves deslizes iniciais. Na sua quinta vitória é bem notória isto, sendo que também há que destacar o trabalho do seu leadout man, que permitiu que depois o alemão, mesmo mal colocado, pudesse sprintar com a qualidade do costume.

Entretanto, está apenas uma etapa de chegar às seis que Mark Cavendish venceu em 2009, sendo que ultrapassou o bem conhecido alemão Erik Zabel – ainda recordista de camisolas verdes – com mais vitórias por um alemão no Tour de France, tendo Kittel agora 13 vitórias e acredito que irá somar pelo menos mais alguma ainda neste Tour.

A etapa 12 acabou por trazer algumas situações inesperadas ao longo da etapa. A primeira das quais resultou numa saída de estrada por parte de Froome e Aru (e com “direito” a manobras incríveis pelo meio de duas carrinhas por parte de Mikel Nieve), sendo que as equipas acabaram todas por esperar. Uma decisão que levou a alguma polémica, principalmente entre muitos daqueles que estavam a ver a corrida em direto.

Matthews conseguiu e a sua primeira vitória e mostra que irá lutar pela camisola verde até ao fim Fonte: Le Tour de France
Matthews conseguiu e a sua primeira vitória e mostra que irá lutar pela camisola verde até ao fim
Fonte: Le Tour de France

Na minha opinião, para se ganhar, há que ganhar na estrada. É claro que podiam ter atacado e faria parte da competição (acontecesse o que acontecesse, era algo que iria ser bastante discutido), mas o ciclista que até podia tê-lo feito também saiu de estrada com o próprio Froome, que foi o Fábio Aru, sendo que o resto das equipas provavelmente nem quis arriscar tal situação com receio depois de “pagar a fatura” no final da etapa, visto que ainda faltavam vários quilómetros para o término da mesma.

No final da jornada, outra das situações inesperadas (ou não, se tivermos em conta as caraterísticas do britânico e a forma como o final estava construído): os principais favoritos atacam e Froome não conseguir ir na roda de nenhum deles. Com isto, o francês Romain Bardet venceu a etapa e Fábio Aru conseguiu ficar, pela primeira vez na sua carreira, com a camisola amarela do Tour em sua posse.

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