O antigo campeão nacional Sub 23 cumpriu este ano a sua segunda época no escalão World Tour, continuando a desempenhar funções de gregário na Movistar Team. Como um dos ciclistas menos influentes do conjunto espanhol, foi-se dividindo entre provas World Tour e continentais, sempre a trabalhar em prol de outros.

A nível individual, não teve nenhum resultado digno de registo e terminou a época com uma lesão, o que é sempre negativo. Participou em dois Monumentos, a Ronde van Vlaanderen e o Paris-Roubaix, tendo terminado pela primeira vez este último, um marco especial na carreira de qualquer jovem ciclista.

Nuno Bico fez parte da equipa que ajudou Carapaz a vencer nas Asturias
Fonte: Photo Gomez Sport/Movistar Team

Já coletivamente, a temporada foi bem mais agradável, uma vez que fez parte do conjunto que apoiou Alejandro Valverde nas vitórias na Volta a la Comunitat Valenciana e na Route d’Occitanie e Richard Carapaz na conquista da Vuelta a Asturias. Apesar de serem provas de menor dimensão, valoriza o atleta o demonstrar que é capaz de integrar um conjunto de mentalidade vencedora em torno do seu líder.

Para a próxima época, Nuno Bico ainda não tem – pelo menos oficialmente – equipa. A permanência no World Tour será muito difícil e, com o mercado a fechar, não deverá acontecer. No entanto, a experiência adquirida nestes dois anos ser-lhe-á útil e é possível que encontre espaço numa equipa Profissional Continental. Se não o conseguir, certamente que qualquer equipa nacional estará interessada em contar com um atleta com o seu perfil.

Foto de Capa: Movistar Team

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

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